Dois extremismos | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Dois extremismos

Por Francisco de Assis Leonel em 16/09/2008 na edição 503

No que se vê e escuta sobre a CPI dos Grampos percebe-se que existem dois lados extremistas: um que procura enfocar o ‘pecado’ do delegado suposto de ter cometido desvio de conduta. É claro que não concordamos com a violação da privacidade de ninguém. Mas a insistente insinuação buscando incriminar o tal delegado faz imaginar o segundo extremismo: há uma grande interesse em desviar a atenção dos crimes cometidos pelo pessoal de colarinho branco. Estes sim, são crimes que afetam a maioria da população, pois, acobertados pelos trâmites jurídicos, os criminosos permanecem impunes e encorajam o surgimento de outros. E assim o povo brasileiro parece condenado ao sacrifício de toda sorte.

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Estou revoltado. O que é ética nos meios de educação? O artigo 2º, parágrafo 2º do Código de Ética diz que os jornalistas têm que se ater à veracidade dos fatos. Isso é tão simples assim? O que me diz da orientação dos editores? Não podemos tratar a linguagem como instrumento. O signo é polifônico, dialógico e ideológico (Bakhtin). A ética da comunicação é o respeito à linguagem. É saber que a linguagem não está a serviço da intenção do autor (Benjamin).(Andrei Morais, professor de filosofia, Guará, DF)

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Gostaria de parabenizar vocês pelos textos. Há muito deixei de assistir televisão e ler jornais. A imprensa só tem noticiado coisas ruins, quando há tantas coisas boas acontecendo. Parece que as pessoas não raciocinam mais e aceitam como verdade o que lêem e ouvem. (Marisa Lucchiari Nunes, publicitária, São Paulo, SP)

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Tenho salvo em meu PC um print da página de vídeos do UOL (de 15/9/2008, aproximadamente às 12:00) em que uma notícia referente ao caso dos irmãos mortos e esquartejados supostamente pelo pai e madrasta na periferia de São Paulo é acompanhada por uma imagem ‘ilustrativa’ (ou que intuitivamente se coloca nessa posição) em que aparece a foto de Isabela Nardoni. Duvido muito que seja um erro banal e menos ainda que seja a primeira vez. Espero que isto tenha alguma validade ou possa servir nem que seja base de pesquisa para uma futura análise de vocês. (Dalton Almeida, estudante de jornalismo, São Paulo, SP)

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O PCdoB, publicou em seu site uma notícia comparando o candidato à prefeito de Belo Horizonte com o Celso Pitta e o Maluf. À época, um desconhecido secretario municipal, apadrinhado por um político que gozava de bons índices de popularidade. Fonte aqui. Ocorre que o mesmo PCdoB esquece que em Recife ocorre a mesma coisa, onde o prefeito João Paulo, do PT, apadrinha seu secretário municipal João da Costa, até então um ilustre desconhecido na capital pernambucana, e conta com o apoio do PC do B. O que ocorre. O exemplo de Pitta/Maluf serve para Belo Horizonte e não serve para Recife ? Ao veicular esse artigo em seu site o PCdoB, esconde uma parte de seus apoios com a única finalidade de denegrir campanhas adversárias. Foi essa impressão que ficou ao ler referido artigo. (Rosendo Clemente Silva Neto, advogado, Recife, PE)

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Produtor rural, São Paulo, SP

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