Domingo, 23 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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FEITOS & DESFEITAS > CONCENTRAÇÃO DE MÍDIA

Dono da Virgin ataca império de Murdoch

23/11/2006 na edição 408

O bilionário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, pediu a todos os partidos políticos britânicos que façam uma revisão do império de mídia de Rupert Murdoch, alegando que o conglomerado News Corporation deve ser dividido para preservar a democracia no Reino Unido. Em seu segundo ataque desde que o canal por satélite BSkyB, de propriedade de Murdoch, comprou 17,9% das ações da rede de televisão ITV, no dia 17/11, Branson disparou que já é de conhecimento geral que o governo tem medo de Murdoch. ‘Se o Sun, o Sunday Times, o Times, a Sky, o News of the World, só para nomear algumas das propriedades de Murdoch, vierem em favor de um partido político específico, a eleição provavelmente seria vencida por aquele partido’, disparou o empresário. ‘Se acrescentar a esta lista a ITV, basicamente não temos mais democracia neste país e então deixaremos Murdoch decidir quem vai ser nosso primeiro-ministro’.


Segundo nota de Alistair Osborne [The Daily Telegraph, 22/11/06], Branson afirmou ainda que o rival deu uma mostra de seu poder em uma recente entrevista onde teria afirmado que, quando visita a Inglaterra, o ministro da Economia e Finanças, Gordon Brown, e o primeiro-ministro, Tony Blair, competem para tomar café da manhã com ele. ‘Por que eles competiriam para tomar café da manhã com esta pessoa? Por causa da sua grande influência’, atacou.


Plano destruído


O proprietário do grupo Virgin detém quase 11% da operadora de cabo NTL, cujos planos de comprar a ITV foram por água abaixo quando o canal subiu o valor de suas ações, na semana passada. ‘Chegou a hora de o governo estabelecer um limite. Cada vez que o império de Murdoch faz um movimento para adquirir mais uma empresa de mídia britânica, o governo não tem coragem de fazer algo’, acrescentou. ‘Grande parte da imprensa é controlada por Murdoch. É difícil ter imparcialidade assim’. Branson negou que a questão seja pessoal. ‘Eu o admiro como empresário, que tem o papel de dominar. Mas o papel do governo é assegurar que tais monopólios não surjam e, caso surjam, acabar com eles’.

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