Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & BRASILEIRÃO

Duas dimensões da maior paixão brasileira

Por José Alfredo Evangelista em 15/12/2009 na edição 568

Realmente, aqui no Brasil se vivem intensos momentos onde as paixões falam mais alto que a racionalidade! Vejam, por exemplo, o desfecho do campeonato brasileiro de futebol, que teve seu final recentemente e que apontou o Flamengo como seu campeão.

Muitas opiniões já apontam esse atual modelo de ‘pontos corridos’ como inadequado dando suas preferências ao dos ‘mata-matas’ com oito times numa segunda fase! Eu, particularmente, também acho o ideal, pois dessa forma não teríamos as ridículas intenções dos ‘entrega’ aclamados pelas torcidas aos seus próprios times, nem a nefasta prática das ‘malas-brancas’!

Mas, voltando às paixões, não vimos na grande mídia que embala e sustenta esse grande campeonato brasileiro comentários finais sobre o ‘gol de empate’ do Flamengo em cima do Grêmio, com aquela ‘claríssima falta’ do Adriano deslocando o zagueiro do Grêmio, e possibilitando o lance do gol!

O êxtase parece que tomou conta até das mídias que apenas exaltam o feito do time carioca depois de um jejum de 17 anos! Se o árbitro tivesse anulado aquele gol irregular do Adriano, talvez o jogo tivesse terminado em 1X1 e hoje os ‘gaúchos colorados do Internacional’ estariam comemorando o título com a ajuda do seu grande e eterno rival – o Grêmio!

Impulsos carentes de bom senso

Mas como aqui, na terra Brasilis, onde as paixões do ‘futebol, carnaval e samba’ prevalecem sobre o senso da razão, mais uma vez assistimos a um desfecho que a ‘racionalidade’ deveria prevalecer… No entanto, a grande paixão de uma torcida de oitenta mil torcedores presentes no maior estádio do mundo assustou e refreou a decisão final de um árbitro que consignou em ‘segundos’ – a validade daquele gol irregular –, acho mesmo que para não ter que enfrentar aquela massa humana que poderia ter se transformado numa monstruosa turba como aquela de Curitiba!

Pois é, vivemos num país onde as paixões ainda prevalecem sobre as racionalidades e decisões são tomadas sob impulsos refreados e carentes do bom senso! Mengoooooooo!

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