Domingo, 19 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1037
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Evento só repercutiu na mídia internacional

Por Ronald Sanson Stresser Junior em 20/03/2012 na edição 686

Até hoje não cabe na minha cabeça que a mídia de massa brasileira, que se diz imparcial, transparente e refletora da verdade com respeito aos fatos relevantes que acontecem no Brasil, não tenha revelado ao telespectador a coisa mais importante que aconteceu ano passado, aqui, debaixo de nossos olhos. Pessoas ocuparam a praça pública repercutindo o movimento Occupy Wall Street, contra o capitalismo e por uma democracia direta.

Entretanto, fico sossegado quando revejo na internet o quanto a mídia internacional repercutiu o movimento (ver aqui e aqui). Assistindo novamente às imagens do Ocupa Rio, me vem a sacada certeira. A certeza de que a história é indelével e não mais pode ser apagada por interesses mendigos, errantes e perniciosos de quem ganha a vida vendendo porcarias aos seus seguidores.

O que não cabe na cabeça deixa muitas interrogações, como: você se informa de verdade?; você sabe que vivemos uma crise financeira mundial que é derradeira?; você, amigo economista, me responda: se o mercado não se recuperar de mais esta crise, que vem em efeito cascata desde 2008, de onde virá a salvação? A Alemanha ou a Suíça, que não são e não têm nada a ver com a cultura consumista americana, vão continuar a pagar nossa crise?

A desinformação perdeu espaço

É infindável o número de interrogações quando imergimos no questionamento do atual sistema, ao meu ver falido. Parece certo o fim do atual império da sociedade de consumo do atual sistema financeiro mundial, que sugere de forma gritante estar tendo sobrevida única e exclusivamente devido a interesses corporativistas. Impérios e sistemas caem, basta rever a história da humanidade para comprovar o que é e o que não é sustentável.

A mídia silencia, penso, porque se fez refém do capital gerado pela sociedade de consumo. Os meios de comunicação de massa se tornaram viciados em lucro e dependentes de patrocínio corporativo que diverge do interesse público. Mas este silêncio vai render até quando? Quem será lembrado? Será quem alertou a atual geração contra o sistema perverso, ou quem fomentou seu último suspiro? Não sei, não tenho bola de cristal, mas é certo que as gerações futuras vão olhar para trás e avaliar, com outro olhar, mais apurado, este início de milênio marcado pela revolução tecnológica. Na Era da Informação a desinformação perdeu seu espaço.

***

[Ronald Sanson Stresser Junior é arquiteto da Informação, Rio de Janeiro, RJ]

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