Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

A morte do autor brasileiro

21/08/2012 na edição 708

Abriram-se manchetes e muitas notícias laudatórias a propósito do centenário de Jorge Amado nos principais meios de comunicação do país, mas ao mesmo tempo as vendas de livros de ficção continuam dominadas no Brasil por romances estrangeiros fantásticos – e agora, pornográficos. Cinquenta Tons de Cinza, da inglesa E.L. James, desembarcou na terrinha em tapete vermelho com direito às páginas amarelas da Veja. O escritor Affonso Romano Santana, aliás outro aniversariante, falou a este jornalista quando esteve em Itajubá que os autores nacionais vivem na senzala. Não entendi bem na hora; perguntara a ele porque livros como o último romance de Lygia Fagundes Teles, lançado na ocasião, não recebiam o mesmo tratamento e promoção dado a qualquer best-seller vindo de fora. Hoje, entendo, ainda mais quando leio as listas de livros mais vendidos que saem em nossa imprensa.

Invariavelmente, estas listas alavancam uma penca de campeões estrangeiros de vendas – antigamente, do naipe de Harold Robbins e quejandos – em que mal se conseguem colocar êmulos nacionais como Paulo Coelho e o padre Marcelo Rossi. Será que estas listas são verídicas? Cinquenta Tons de Cinza mal foi traduzido já figura em primeiro lugar em todo lugar e ainda não vi, nem soube de alguém, que comprou a obra-prima, que está custando a bagatela de R$ 60 a R$ 70,00. Voltando a Jorge Amado, a Globo passa uma versão primária de Gabriela, Cravo e Canela, sem que nenhum de nossos eruditos levante a voz. E alguém vai atrás do livro se já viu a Gabriela da Globo pelada de tudo que é jeito, com direito a DVD depois? (Zulcy Borges de Souza, jornalista, Itajubá, MG)

 

Telefonia

Vê-se muito a imprensa tratar a questão da telefonia como um problema entre empresas privadas. Por que isso, se elas são concessionárias de um serviço público? A cobrança não deveria ser forte em cima do governo, diga-se ao ministro das Comunicações e à presidente Dilma? (Sávio de Carvalho Martins Paixão, publicitário, Rio de Janeiro, RJ)

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