Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA & MERCADO

Abril investe em pequenas encomendas

Por Beth Koike e Cynthia Malta em 21/08/2012 na edição 708
Reproduzido do Valor Econômico, 14/8/2012; intertítulo do OI

O Grupo Abril, dono da maior editora de revistas do país, reforça seu negócio de distribuição e logística que hoje representa 20% do faturamento. De olho no ritmo de expansão do varejo online e de operações entre empresas, a Abril investiu R$ 39 milhões na ampliação de seu centro de distribuição em Osasco (SP) e na aquisição de um equipamento de automação para quintuplicar, para 250 mil itens, sua capacidade diária de entregar pequenas encomendas.

Para esse nova fase, foi contratado o executivo Marcos Grodetzky para o posto de CEO da DGB, holding de logística da Abril que reúne as empresas Dinap, Fernando Chinaglia, Treelog, Total Express e Entrega Fácil. O executivo tem passagens por Cielo, Fibria, Oi e Citibank, entre outras empresas. “Essa expansão faz parte da estratégia da Abril de investir em logística. É um caminho natural porque já distribuímos as revistas e temos uma forte estrutura montada para a área de publicações”, disse Fábio Barbosa, presidente do Grupo Abril há um ano.

Do investimento total, R$ 30 milhões são do caixa da Abril e foram destinados ao centro de distribuição, que agora tem 50 mil m2, o dobro da área original. Os outros R$ 9 milhões, financiados pelo BNDES, foram usados para a compra de um sorter (esteira capaz de ler códigos de barra e organizar a carga), importado da Itália. O reforço em logística para cargas de até 30 kg deve-se ao potencial desse segmento, que cresce em média 30% ao ano, diz Barbosa. Esse ritmo é bem superior à taxa de expansão dos demais negócios da Abril neste ano, entre 2% e 3%.

Receita de R$ 3,15 bilhões em 2011

“O mercado de pequenas encomendas movimenta R$ 12 bilhões. Há uma grande oportunidade na área de entregas expressas, no B2B, onde a nossa presença ainda é pequena”, afirmou Douglas Duran, vice-presidente de finanças e controle da Abril. Hoje, a maior parte das entregas da DGB é de transações de e-commerce, ou seja, entre varejista e consumidor final (B2C). “Estamos sendo muito procurados por conta da nossa nova estrutura. Vamos analisar em quais novas áreas vamos atuar. O Grodetzky será o responsável por procurar alternativas de crescimento”, diz Barbosa.

A expectativa da Abril é que o mercado de entregas de pequenas cargas salte dos atuais R$ 12 bilhões para R$ 30 bilhões em quatro anos. Atualmente, 43% do faturamento de setor de entregas vem de operações entre empresas (B2B). Essa fatia pode ir a 61%, segundo estudo da Abril.

A receita líquida da DGB neste ano deve ser de R$ 560 milhões, sendo R$ 410 milhões provenientes da entrega de publicações da editora Abril e de outras empresas de mídia do mercado. Os outros R$ 150 milhões vêm da entrega de pequenas cargas (até 30 kg).

O Grupo Abril teve receita de R$ 3,15 bilhões em 2011, com aumento de 4,1%.

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[Beth Koike e Cynthia Malta, do Valor Econômico]

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