Terça-feira, 23 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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Índices contradizem pessimismo da imprensa

Por Breno Boaviagem de Araújo em 05/02/2013 na edição 732

Vamos refletir um pouco sobre a situação econômica do nosso país? A “turma do contra”, que tem como seu representante maior o Partido da Imprensa Golpista – PIG (grandes veículos de comunicação que propagam estarem erradas as decisões tomadas pelo governo, que a política econômica do país vai de mal a pior etc.) faz previsões precipitadas, alarmistas e sem fundamento, logo essas previsões não se comprovam. Até que ponto as manchetes alarmistas influenciam? Vamos analisar alguns dados.

Em dezembro 2012, diversos países tiveram desempenhos temerosos no índice de inflação. O IPC – Índice de Preços ao Consumidor, no Brasil foi de 5,84% ao mesmo tempo em que registramos baixos índices de desemprego, enquanto países em que o desemprego já é endêmico, como a Espanha, a inflação foi de 2,87%. Outro índice nada bom frente ao elevado número de desempregados foi o da Grã-Bretanha: a inflação fechou o ano com 2,71%.

Segundo o Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o aumento no valor do salário mínimo no início de 2012 para R$ 622 injetou R$ 47 bilhões na economia e teve impacto na renda de 48 milhões de pessoas. É o maior valor real em quase 30 anos, considerando a série histórica das médias anuais e descontando os efeitos da inflação.

Há quatro anos a gasolina não subia

A população desocupada chega a 1,136 milhão de pessoas, queda de 6% ante novembro, e alta de 0,2% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados, quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho. (E olha que no tempo do FHC ele dizia que os desempregados eram muitos porque muitos haviam acabado de se formar e estavam procurando o primeiro emprego…)

O ano de 2012 terminou com o país apresentando um dos mais baixos índices de desemprego, 5,5%, o menor em dez anos; os turistas brasileiros gastando $20 bilhões de dólares no exterior, a desigualdade diminuindo e a renda média do trabalhador subindo. Fica registrado também que foi em 2012 que o índice de desempregados chegou a 4,6% no Brasil, recorde de baixa na série histórica.

Já no início de 2013, foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff uma redução histórica nas tarifas de energia elétrica e o aumento do salário mínimo foi de 9%, passando a ser R$678. Também houve um aumento de 4,4% no preço da gasolina, um reajuste menor que a inflação. A elevação modesta deve ter impacto pequeno no IPC. Há quatro anos o preço da gasolina não subia porque as correções eram feitas sem repassar para o consumidor.

Medida impactante

Apesar dos efeitos da crise em todo o mundo terem sido minimizados no país, o reajuste da gasolina, obviamente, não é bem visto, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, justifica. “Acho que tudo podia ser mais barato, mas é natural que haja correção de preço. A gasolina vinha sendo corrigida e nós neutralizávamos o preço. De 2006 até agora a gasolina subiu bem menos que a inflação”, disse o ministro.

Já no setor de energia; “Dilma não apenas cumpriu o que prometeu, mas comunicou em cadeia de rádio e TV um desconto ainda maior”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre a redução nas tarifas de energia. O corte na conta de luz para consumidores vai de, no mínimo, 18%, e para indústria, comércio, agricultura e serviços, até 32%. Especialistas, além de evidências já demonstradas pelo mercado, apontam essa como uma das decisões mais acertadas da presidenta. A redução na conta de luz vai gerar precedentes inimagináveis em nossa economia. A indústria e o comércio vão ter mais dinheiro para investir, produzir mais, gerar mais emprego e até baixar custos. Significa mais do que baixar uma das tarifas mais caras do mundo – a da energia elétrica no Brasil. É propor uma impactante medida para combater a crise e fazer o país se consolidar frente às adversidades da economia global.

Os dados citados são do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este é o noticiário econômico dos últimos doze meses que o PiG fez questão de maquiar:

>>http://pt.global-rates.com/estatisticas-economicas/inflacao/inflacao.aspx

>>http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201212211104_RTR_SPE8BK00T

>>http://economia.ig.com.br/2013-01-24/corte-na-conta-de-luz-e-historico-diz-lobao.html

>>http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201212211104_RTR_SPE8BK00T

>>http://economia.ig.com.br/novo-salario-minimo-tem-maior-valor-real-em-quase-30-anos/n1597438781521.html

>>http://economia.ig.com.br/2013-01-31/desemprego-no-brasil-fecha-2012-em-46-e-atinge-menor-nivel-historico.html

>>http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/01/30/mantega-reajuste-no-preco-da-gasolina-pode-ser-menor-para-o-consumidor/

>>http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-30/mantega-acredita-que-impacto-do-reajuste-no-preco-da-gasolina-podera-ser-menor-para-consumidor

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[Breno Boaviagem de Araújo é jornalista, Belo Horizonte, MG]

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