Sábado, 26 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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ENTRE ASPAS > TERÇA-FEIRA, 10/11

Entidade denuncia esquema para enfraquecer imprensa

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 12/11/2009 na edição 563


Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Terça-feira, 10 de novembro de 2009


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Sob pressão


‘Seis e meia e, na Folha Online, Laura Capriglione postou que ‘a Uniban revogou a decisão do conselho universitário que expulsou a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada após usar um vestido curto’.


Meia hora depois e o ‘SPTV’ surgiu no protesto da UNE diante do campus, ainda sem o recuo e dizendo que os estudantes reagiam ao ato. Depois, sempre ao vivo, noticiou que a Uniban voltou atrás.


‘LA LINDA GEISY’


Na home page do Huffington Post, ontem ao longo do dia, a notícia da expulsão, com AP, e o link para o vídeo dos insultos


A reação à Uniban no exterior se concentrou nos sites e agências, sem tempo de chegar ao papel e sob enunciados como ‘Estudante descobre que você não pode ser sensual demais no Brasil’, do ‘Chicago Sun-Times’, e ‘Expulsa por usar minivestido’, no ‘China Daily’.


No ‘Clarín’ de Elonora Gosman, ‘Expulsa por vestir-se com muita sensualidade’. No ‘El País’ de Juan Arias, ‘Expulsa e insultada por uma minissaia’.


Saiu nos sites chilenos todos, ‘La Segunda’, ‘La Tercera’, ‘La Cuarta’, este falando com simpatia da ‘linda Geisy’.


BILHÕES


Ontem na manchete do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, ‘Gasto de pobres já supera o de ricos’. O instituto LatinPanel apontou ‘avanço do consumo nas classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste’.


E a nova ‘Época Negócios’ (dir.) dá ‘um mergulho na nova classe média’, relatando quatro meses de convivência com famílias da classe C. Em suma, ‘os hábitos e sonhos de 30 milhões de brasileiros que serão responsáveis, só neste ano, por R$ 620 bilhões em compras’.


A QUARTA POTÊNCIA


No site da revista, Michael Dell, dos computadores Dell, em visita dias atrás, ‘falou pouco, mas’ afirmou: ‘O Brasil é chave para o mercado de computadores e uma de nossas prioridades. É menor que China, maior que Índia e Rússia. Acredito que será a quarta maior potência do mundo em 2015.’


A SEXTA CIDADE


A BBC Brasil noticiou que São Paulo será a sexta cidade mais rica do mundo até 2025, segundo a consultoria Price waterhouseCoopers. Acima dela, Tóquio, Nova York, Los Angeles, Londres e Chicago. O Rio é 24º. Nas 150 primeiras, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador.


LULA E OS MEXICANOS


O ‘El País’ noticiou pesquisa realizada no México pela Demotecnia.com, comparando o país ao Brasil. Pré-crise, para 33% dos mexicanos, o México liderava a América Latina. Pós-crise, para 63%, o Brasil lidera.


A pesquisa perguntou se Lula governaria melhor do que Felipe Calderón. Para 50%, não. Para 33%, sim.


RACHA BRIC?


‘Significativamente’, anotou o ‘New York Times’ sobre a reunião do G20, ‘o Brasil rompeu fileiras, dizendo que a taxa quase fixa da China é um problema’.


No ‘Wall Street Journal’, ‘o bloco Bric foi mudo’ no G20 e ‘o risco de luta interna está crescendo’. Sublinha a disputa entre China e Índia ‘pelo acesso a commodities’. Diz que o grupo ‘trabalhou próximo’ para reagir à crise, mas sem ela ‘as dificuldades devem crescer’.


O PARTIDO…


O ‘Diário do Povo’ deu que ‘China e Brasil prometem ampliar a cooperação em mídia’, em reunião do chefe de propaganda do Comitê Central do PC, Liu Yunshan, e do ministro Franklin Martins ontem em Pequim.


E A MÍDIA


Ontem também, o ‘NYT’ deu que Hu Shuli, editora da maior revista de economia da China, ‘Caijing’, célebre por revelar corrupção tanto no governo como em empresas, após meses de pressão do PC, ‘deixou seu posto’.


TERROR OU NÃO


Huffington Post e CBS, que ouviu até a família de uma vítima (esq.), tentavam ontem resistir à crescente vinculação do episódio das mortes na base dos EUA ao terror islâmico, como apontam Fox News e outros.’


 


 


ARGENTINA


Silvana Arantes


Vice critica ações anti-imprensa de Cristina


‘O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, criticou ontem em Buenos Aires a Lei de Serviços Audiovisuais que a presidente do país, Cristina Kirchner, conseguiu aprovar no mês passado.


A lei regula os mercados de rádio e TV e tem como meta ‘desmonopolizar o setor’, segundo Cristina, impondo limites à propriedade de canais e à parcela na audiência.


‘O processo de construção de uma lei deve realizar-se em benefício de todos, não em prejuízo de alguns’, disse Cobos, durante o ato de instalação da 65ª Assembleia da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). Convidada para a solenidade, Cristina declinou.


A nova lei lesa especialmente o Grupo Clarín, maior conglomerado de mídia argentino, que está em conflito com o governo desde 2008. Segundo os limites fixados pela lei, o Clarín terá que reduzir seus negócios no mercado de TV.


Cobos disse que a lei ‘deverá ser aperfeiçoada no futuro, porque, na democracia, tudo é aperfeiçoável’. Num contexto em que se atribui a Cristina a intenção de cercear a imprensa, Cobos afirmou que ‘nenhum ato de censura tem lugar num governo democrático’.


O vice-presidente se opôs ao bloqueio parcial da distribuição dos jornais ‘Clarín’ e ‘La Nación’, promovido na semana passada pelo sindicato dos caminhoneiros, vinculado à central sindical CGT (Confederação Geral do Trabalho), alinhada ao kirchnerismo.


O sindicato usou a medida de força em meio a negociações para a filiação dos empregados de distribuição de jornais e revistas. ‘É um fato lamentável, que deve ser condenado’, disse o vice-presidente.


Cobos, que almeja ser candidato a presidente nas eleições de 2011, criticou indiretamente a atitude refratária de Cristina em relação à imprensa. ‘Comunicação consiste em compartilhar com os outros ideias, informações, opiniões’, disse.


Para o presidente da SIP, Enrique Santos Calderón, ‘a Argentina enfrenta sérias ameaças’ à liberdade de imprensa. Calderón disse que a Lei de Serviços Audiovisuais ‘se intromete nos conteúdos e critérios editoriais’, estabelece ‘privilégios para velhos e novos atores’ e se configura como ‘um instrumento para asfixiar vozes’.


O presidente da SIP lamentou ‘que a presidente não tenha vindo falar de suas inquietações e ouvir as nossas’.


O diretor do ‘La Nación’, Bartolomé Mitre, disse que ‘não é preciso ser extremamente sagaz para notar que há um plano orquestrado [por Cristina] para controlar toda a imprensa’.


O editor-geral do ‘Clarín’, Ricardo Kirschbaum, afirmou que a imprensa ‘está sujeita a um clima de ameaças e intimidação’ no país. Mitre se disse ‘confiante’ na superação dessa etapa. ‘O que não sei é quanto tempo vai levar e que dano isso tudo produzirá à Argentina.’


 


 


MURO DE BERLIM


Luciana Coelho


Alemanha Oriental assistia à televisão da Ocidental


‘Quem tem ao menos 30 anos tem na memória imagens do 9 de novembro de 1989 em Berlim, da euforia dos jovens dançando em cima do muro, saltando-o, arrancando-lhe os pedaços e celebrando um futuro que chegara sem que quase ninguém previsse e cujos desdobramentos não podiam ser imediatamente assimilados.


Pois o papel da TV nesse momento foi bem além de imprimir na lembrança de maneira indelével o momento em que o mundo mudava. De certa forma, ao menos no que diz respeito à Alemanha em si, foram as ondas da TV e do rádio que ajudaram a precipitar a queda.


‘Quando ligavam a TV, e na maioria dos lugares da Alemanha Oriental você podia ver a TV do Oeste, os alemães orientais estavam sonhando com a vida no Ocidente’, diz o historiador Siegfried Suckut, nascido em Hamburgo mas que visitava frequentemente a Alemanha Oriental.


‘Todas as noites em todas as casas havia TV da Alemanha Ocidental. Sabíamos perfeitamente quais os modelos de carro, a moda’, diz Maritta Adam-Tkalec, jornalista do ‘Berliner Zeitung’ que cresceu na Berlim do Leste. Um dos órgãos oficiais do Partido da Unidade Socialista Alemã à época do muro, a publicação acabou nas mãos de um grupo privado.


A propaganda ideológica do Oeste chegava nas ondas de TV -que era aberta em quase todo o país- e incitava o Leste.


E vinha tanto em forma de anúncios, criando o desejo de consumo impossível de ser satisfeito sob um regime comunista, quanto de reportagens, mostrando as revoluções em outros países, ressoando e amplificando os protestos em Dresden e Leipzig.


Tobias Holitzer, hoje curador de museu que participou dos protestos, lembra que os manifestantes se aproveitaram da presença das TVs durante uma importante feira comercial semestral que até hoje ainda tem lugar em Leipzig.


Com isso, os protestos e vigílias pela democracia diante das igrejas que começaram com 6.000 pessoas e, semana a semana, naquele outono, ganhavam novos adeptos graças às imagens perpetuadas de novo e de novo. ‘Eu mesma fui a Leipzig protestar’, diz Maritta.


No relato da jornalista, porém, as imagens e informações foram consumidas sem grandes debates sobre a rede de seguridade do regime, o que ainda ressoa na Alemanha. ‘Aqui sempre temos muitas discussões sobre o que era melhor, se ter uma vida segura, sem preocupações, mas sem liberdades. A maioria só entendeu depois que liberdade significa também falta de segurança.’’


 


 


POLÍTICA


Fernando de Barros e Silva


A mídia ‘partidarizada’ de Dilma


‘SÃO PAULO – Dilma Rousseff voltou a reclamar da ‘crescente partidarização da mídia’. Disse também que, sem base social, a oposição é hoje quase apenas ‘midiática’. A candidata do PT à Presidência ecoa o que Lula já vinha dizendo. O que pensar desse mantra governista?


A ‘partidarização’ de fato existe. E não só na mídia. Os fundos de pensão das estatais estão hoje nas mãos do PT. As próprias estatais foram aparelhadas de maneira inédita. E há as ONGs, quase sempre de amigos do partido, alimentadas na veia por verbas estatais. O terceiro setor também está partidarizado.


Não é só. O PT de antigamente apostava na autonomia do sindicalismo e dos movimentos sociais em relação ao Estado. Não era o oxigênio da democracia? Hoje, o governo Lula cooptou -com dinheiro e cargos- os sindicatos e o que restou de movimentos social e estudantil.


No Brasil lulista, com ‘tudo dominado’, é irônico que só os partidos não sejam partidarizados. À sombra do poder, vivem misturados, como beneficiários da avacalhação institucional patrocinada por um governo moralmente leniente, mas muito popular, o que inibe a atuação da oposição, que, de resto, não sabe mesmo o que falar.


Nesse ambiente imperial, por que a imprensa ficaria imune? Com publicidade oficial, Lula faz um arrastão nas chamadas mídias regional e popular, todas obedientes ao poder. Na internet, o lulismo multiplica seus funcionários voluntariosos. Há, por parte do Planalto, um esforço metódico para colocar a mídia a serviço do governo -para, numa palavra, partidarizá-la.


A profissionalização da imprensa no país, que vinha ocorrendo, aos trancos, desde a redemocratização, nos anos 70/80, vive hoje um retrocesso. O ambiente senhorial, de atrelamento ou submissão aos poderosos, era visto como algo a ser superado por um jornalismo comprometido com o público, não com o Estado ou gângsteres privados. O PT pôs isso em xeque. Quem não está conosco é inimigo -essa é a lógica subjacente à fala de Dilma. Parece bolchevismo com atraso.’


 


 


TECNOLOGIA


Murdoch pretende bloquear acesso do Google a conteúdo


‘O empresário Rupert Murdoch, dono da News Corp. (que tem, entre outros, o ‘Wall Street Journal’, o ‘Times’ e o ‘New York Post’), afirmou que estuda bloquear o acesso das pesquisas do Google e de outros serviços de busca ao conteúdo dos seus jornais.


‘Eu acho que irei [remover o conteúdo dos jornais dos indexadores de buscas], mas isso quando começarmos a cobrar’, afirmou em entrevista ao canal de TV Sky News Austrália, que também é de sua propriedade.


Nos últimos meses, o bilionário vem dizendo que pretende seguir em seus outros jornais o modo de cobrança por conteúdo on-line do ‘Wall Street Journal’, que foi adquirido por ele no fim de 2007 e que é considerado o modelo de assinatura mais bem-sucedido, com cerca de 1 milhão de usuários.


‘As pessoas que simplesmente pegam tudo e tornam isso em algo independente -roubam nossas reportagens, nós dizemos que elas roubam nossas reportagens-, elas simplesmente as pegam. Isso ocorre com o Google, com a Microsoft, com o Ask.com, um monte de gente’, afirmou Murdoch.


Segundo ele, os mecanismos de busca não podem usar como resultado da pesquisa o título ou os primeiros parágrafos de uma reportagem. ‘Há uma doutrina conhecida como ‘uso razoável’, que acreditamos que possa ser levada aos tribunais’, disse o empresário nascido na Austrália. ‘Mas vamos fazer isso sem pressa.’’


 


 


INTERNET


Fernanda Ezabella


Criadores de caso


‘Cuidado, tem alguém seguindo você na internet, e não é seu chefe nem seu namorado. Estúdios e produtoras de cinema têm monitorado redes sociais como Orkut, Twitter e Facebook, além de cooptado blogueiros para disseminar o conteúdo de seus filmes, no intuito de criar um oba-oba na internet e alavancar suas bilheterias.


Dar brindes especiais para blogueiros, chamá-los para pré-estreias exclusivas ou criar ações específicas para um nicho -como promoções para sites que só falam de assuntos femininos- fazem parte das novas estratégias de agências de publicidade e de comunicação. Elas também contratam gente só para cuidar de contas do miniblog Twitter, interagindo com internautas.


‘Monitoramos o Twitter para ter ideias para campanhas e depois para ver se as pessoas se engajaram, se estão passando adiante’, diz Gustavo Borrmann, diretor de criação da RMG Connect, que tem a conta da Warner Bros. no país.


Muitas das estratégias são importadas dos Estados Unidos. Lá, o burburinho na internet já foi capaz de derrubar ou bombar diversos filmes só neste ano: a comédia ‘Brüno’ teve queda de 40% na frequência entre sua estreia e o dia seguinte, em julho, devido a comentários negativos em sites. E o terror ‘Atividade Paranormal’, feito com US$ 10 mil, foi de 12 para 2.000 salas de cinema em um mês, atingindo primeiro lugar das bilheterias em outubro, após estardalhaço dos fãs. O filme tem pré-estreia no Brasil à 0h de quinta para sexta.


Mas nem todo barulho é espontâneo. Um caso publicitário recente aconteceu com ‘O Doce Veneno do Escorpião’, que vem sendo rodado em São Paulo com Deborah Secco como Bruna Surfistinha. A agência Dudinka, especializada em conteúdo para redes sociais, levou cerca de 30 ‘blogueiros e twitteiros influentes’ para o set de filmagens e acabou por transformá-los em figurantes.


Dani Koetz, blogueira do ‘Ah! Tri Né!’, que recebe 2.000 acessos únicos por dia e pelo menos um convite por semana para pré-estreia de filmes, esteve nas filmagens na boate Love Story. Ela conversou com Deborah, fez um post que pipocou em diversos sites e ainda afirmou que recebeu um cachê de ‘valor ínfimo’. Eduardo Teixeira, sócio da Dudinka, garante que não pagou nenhum blogueiro. ‘Eles tiveram a experiência de estar num set’, diz Teixeira. ‘E as fotos que eles fizeram ainda acabaram vazando, mas vazando entre aspas, foi uma coisa pensada.’


Já a agência Núcleo da Ideia tem uma equipe de dez ‘animadores de web’, entre jornalistas e publicitários, como Rebecca Leite, 22, estudante de comunicação social. ‘Tenho que falar a mesma língua dos internautas, não pode ser mecânico’, diz ela, que cuida dos perfis no Twitter dos filmes ‘Besouro’ e ‘Embarque Imediato’. ‘Eles querem saber sobre os efeitos especiais, e respondemos tudo, tiramos do material de imprensa ou falamos com a produtora.’


Para Flávio Bidoia, um dos sócios da Núcleo, a campanha na internet ajudou a criar um ‘anticorpo’ contra as críticas negativas que o filme sobre capoeristas recebeu na imprensa tradicional. ‘Noventa por cento dos blogs falaram muito bem’, diz Flávio, que também está de olho no seu Twitter.’


 


 


LIVRO


Obra esmiúça cotidiano das Redações de jornais


‘O batismo como ‘cara de pau profissional’ de Luiz Caversan, que trabalhou na Folha muitos anos e foi diretor da Sucursal do Rio, foi logo no início da carreira, nos anos 1970: sem conhecer música erudita, teve de entrevistar o maestro Eleazar de Carvalho (1912-1996).


Levou bronca, foi chamado de ignorante, mas acabou levando o maestro a lhe dar 15 dias de aulas matinais.


É com memórias e didatismo que Caversan, 54, colunista da Folha Online e consultor, elucida o cotidiano de uma Redação em ‘Introdução ao Jornalismo Diário: Como Fazer Jornal Todos os Dias’, que será lançado hoje às 19h30 na Saraiva do shopping Pátio Higienópolis (av. Higienópolis, 618).


O volume é o primeiro de uma coleção de oito livros destinados a universitários, mas o autor -que em 33 anos de profissão ocupou todos os cargos de um jornal- tem alvo mais amplo. Para ‘profissionais corporativos (assessores de imprensa, gerentes de comunicação) e a quem gosta de jornais’, a obra traz descrições detalhadas da estrutura de trabalho e das funções jornalísticas e o relato de um dia na Redação.


De olho no futuro, entrevista -sobre integração entre informação impressa e on-line- dirigentes da Folha, de ‘O Estado de S. Paulo’ e de ‘O Globo’.


Hoje, outros três volumes da coleção ‘Introdução ao Jornalismo’ serão lançados: ‘Técnicas de Reportagem e Entrevista’, da editora de variedades do ‘Agora São Paulo’, Cleide Floresta, e da editora-executiva do portal R7, Ligia Braslauskas; ‘Técnicas de Redação em Jornalismo’, da professora Patrícia Ceolin do Nascimento, e ‘Jornalismo Esportivo’, de Celso Unzelte, comentarista da ESPN, professor da Cásper Líbero e editor de Esporte do ‘Diário do Comércio’.’


 


 


TELEVISÃO


Clarice Cardoso


Globo desinfeta praça do centro de SP para gravar nova novela


‘Se é verdade que lavou, tá novo, nada como alguns litros de desinfetante e dez caminhões-pipas para transformar a praça Ramos em cidade cenográfica.


Foi assim que, no sábado, o sol mal saíra e boa parte dos problemas do centro estavam resolvidos (pelo menos ali): fonte cheia e funcionando, passeio inodoro e, com pedidos gentis, sem moradores de rua.


Quase irreconhecível, a praça foi tomada por faixas, grandes bolas coloridas e paulistanos comemorando o aniversário da cidade. Um piano de cauda e violoncelistas completavam o cenário -de novela, é claro.


Tudo para que, por volta das 9h, Alessandra Maestrini e Tuna Dwek assumissem seus postos para gravar cenas da próxima novela das 19h, ‘Tempos Modernos’, de Bosco Brasil.


‘O centro já foi revitalizado, como o Soho, como Barcelona. É humano e está esteticamente maravilhoso. Casa com o conceito da novela’, diz o diretor-geral José Luiz Villamarim.


Será naquele miolo entre a rua Libero Badaró e o Teatro Municipal que se encontrarão a maioria dos personagens. O núcleo será o edifício Titã, do personagem de Antônio Fagundes, controlado por um computador central chamado Frank.


‘É como o Hal de ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’, e também nos referimos ao [diretor Stanley] Kubrick em cenas que remetem a ‘Laranja Mecânica’ pelo jeito como foram feitas. Boa parte do público nem nota, mas são coisas que dão uma graça a mais’, diz Villamarim.


A mocinha, a astrônoma aventureira Nelinha, será vivida por Fernanda Vasconcellos. ‘O texto tem humor, mas não vou forçar gracinhas porque o público não é burro’, conta. Ela diz não se preocupar em desassociar a imagem da dramática Nanda de ‘Páginas da Vida’ (2006-2007).


‘Isso não me incomoda, foco em fazer uma personagem o mais realista possível. Além do que a Nelinha é diferente, mais forte. Não que seja mais fácil. Para mim, fazer rir é tão difícil quanto emocionar.’’


 


 


Sílvia Corrêa


Padrão perde 3kg gravando no Butão


‘Você sabe onde fica o Butão?


Ignorado pelos roteiros turísticos tradicionais, esse pequeno reino do Himalaia, prensado entre a China e a Índia, é tema de uma série de reportagens que o ‘Jornal da Record’ vai exibir entre os dias 23 e 28.


O motivo é uma reunião que acontece no final da semana que vem, em Foz do Iguaçu. A 5ª Conferência Internacional sobre o FIB (Felicidade Interna Bruta) vai discutir o índice criado pelo Butão para medir o bem-estar da população.


Na lista da ONU, o Butão é uma das nações mais pobres do mundo,mas figura entre as dez mais felizes, segundo pesquisa da Universidade de Leicester, da Inglaterra.


As filmagens foram comandadas pela apresentadora Ana Paula Padrão, que perdeu 3 kg em uma semana, graças à falta de opção da culinária local-tudo por lá tem muita pimenta.


A comida será tema de uma das reportagens da série, que falará ainda do papel social das mulheres, do turismo e da astrologia.


‘No Butão nada se faz sem uma consulta aos monges astrólogos’, conta Ana Paula. ‘É difícil achar uma cultura tão própria’,diz.


O turismo é caro-estrangeiros só entram no país com companhias credenciadas e têm de pagar US$ 250 por dia. É uma forma de espantar os mochileiros, que já invadiram o Tibete. ‘Pés de maconha são mato no Butão, dão em canteiros, mas qualquer fumo é proibido. Se o turismo não fosse restrito


‘A FAZENDA’


Coca, Brahma, Kia e Procter & Gamble são o s patrocinadores nacionais de’ A Fazenda’. A Record pediu R$ 43 milhões por cota, mas o vice-presidente comercial da emissora,Walter Zagari, admite que o valor foi negociado caso a caso. A Globo fechou por R$ 13,5 milhões cada cota do próximo Big Brother. A Record explica a diferença dizendo que seu plano de mídia é’ mais recheado’.


TIROTEIO


Ex-secretário de Comunicação de Mario Covas, Alexandre Machado foi demitido de surpresa da TV Cultura. ‘Lamento que a demissão comprove a falta de prioridade que a emissora está dando ao debate, mas não me cabe discutir as ordens de um reizinho mandão’,disse. Paulo Markun, presidente da TV Cultura, não quis comentar.


CINEMA EMDEBATE


O Canal Brasil estreia à meia noite a série ‘Abre as Asas Sobre Nós’- seis episódios sobre a política cultural do cinema brasileiro. O ministro Celso Amorim compara a presidência da Embrafilme a uma namorada rebelde. ‘Dá muito trabalho, mas é dela que você se lembra.’


POLÊMICA


Thaila Ayala, a Shivani de ‘Caminho das Índias’,virou alvo de protestos ao escrever no Twitter: ‘Como é ruim sentar na primeira cadeira do avião. Todo mundo fica olhando, como se você fosse paraplégico!’. Disse que foi mal interpretada, mas tirou a mensagem do ar.


DO BEM


Adriane Galisteu vai apresentar, sem cachê, o desfile’ Seja do Bem Você Também’, dia 16, no Teatro Juca Chaves.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 10 de novembro de 2009


 


LIBERDADE DE IMPRENSA


Ariel Palacios


SIP denuncia ‘esquema legal’ para enfraquecer imprensa


‘O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Enrique Santos Calderón, alertou ontem para o cenário que desponta na América Latina com um sofisticado ‘esquema legal’ implantado por diversos governos para enfraquecer a imprensa independente.


Durante a penúltima jornada da assembleia da SIP, realizada em Buenos Aires, Santos Calderón sustentou que ‘está sendo construída uma arquitetura legal’ contra os meios de comunicação por parte de governos, fazendo alusão aos casos da Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia, entre outros. Segundo ele, esses países exibem ‘um marco popular e democrático, que é pretexto para aprovar leis que debilitam os meios de comunicação’.


No Brasil, levantamento da Associação Nacional de Jornais (ANJ), divulgado em agosto, revelou que, em um ano, houve 31 casos de censura à imprensa brasileira, 16 deles decorrentes de decisões judiciais. O Estado sofre censura prévia desde 31 de julho. Liminar do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu o jornal de publicar reportagens sobre a operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que tem como alvo o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).


RISCOS


A Lei de Mídia da Argentina foi aprovada recentemente em meio a acusações de compra de votos por parte do governo da presidente Cristina Kirchner, segundo o presidente da SIP. Para ele, a liberdade de imprensa na região corre riscos com o projeto do Equador para os meios de comunicação, elaborado pelo presidente Rafael Correa, que ‘pretende limitar ação do jornalismo’.


Santos Calderón ressaltou o caso da Argentina, onde a imprensa ‘enfrenta sérios desafios’, entre os quais piquetes de sindicalistas aliados do governo para impedir a distribuição de revistas e jornais, inesperadas blitze do Fisco sobre as empresas de mídia e ameaças a jornalistas.


O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos – que aparece como presidenciável para 2011 e está afastado de Cristina Kirchner desde o ano passado – declarou que os ataques à imprensa no país são ‘lamentáveis’, em referência aos piquetes realizados contra os jornais Clarín e La Nación. Cobos foi o convidado especial da SIP na cerimônia de abertura de evento. A presidente Cristina recusou o convite feito pela entidade.


‘PIOR MOMENTO’


Durante o painel Disparem contra imprensa, editores e colunistas dos principais jornais portenhos afirmaram que a mídia transformou-se no alvo de diversos governos da região. O colunista político Joaquín Morales Solá, do La Nación, disse que ‘a imprensa argentina vive o seu pior momento desde a volta da democracia em 1983’ e destacou que, em vários países, o governo não fala com a imprensa.


Eduardo van der Kooy, o principal colunista do Clarín, sustentou que diversos governos na região, embora eleitos nas urnas, aplicam mecanismos de controle da liberdade de expressão ‘mais sofisticados que os governos autoritários tradicionais’.


O presidente da Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas, Gustavo Vittori, declarou que a Constituição foi violada com a recente aprovação da Lei da Mídia, que implica uma drástica restrição à atuação dos grupos de comunicação. ‘A mídia constitui hoje um limite para o poder do governo’, acredita. ‘E é isso exatamente que o governo tenta dinamitar.’


Na opinião de Vittori, a ofensiva de Cristina Kirchner contra a mídia nos últimos meses aumentou de forma inversamente proporcional à queda do poder político da presidente argentina e de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.’


 


 


Chávez organiza reunião na Argentina contra jornais


‘A capital argentina foi o cenário ontem de dois encontros antagônicos. Enquanto no Hotel Hilton transcorria a reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – que se encerra hoje com debates sobre o clima perigoso para liberdade de imprensa na região, com a presença de mais de 500 editores de quase todos os países das Américas -, a Embaixada da Venezuela realizava a ‘contrarreunião’ da SIP, o denominado ‘Primeiro Encontro Internacional de Meios e Democracia na América Latina’.


O evento preparado por ordem direta do presidente venezuelano Hugo Chávez na terra da amiga Cristina Kirchner – anfitriã do encontro que pretende defender a interferência dos governos na ação da mídia na região – teve o patrocínio da Secretaria de Cultura da Argentina.


Um dos principais conferencistas da ‘contrarreunião’ foi o autor da polêmica Lei de Mídia argentina, Gabriel Mariotto, interventor do Comitê Federal de Radiodifusão (Comfer). Mariotto denominou a rival reunião da SIP de ‘coro desaforado de dinossauros que tenta deslegitimar’ a Lei de Mídia.


O dispositivo, aprovado recentemente no Parlamento argentino no meio de denúncias de compra de votos pelo governo Kirchner, implica drástica redução da ação dos grupos de mídia. Entre os vários pontos do polêmico pacote que regula a atuação de imprensa está a revisão das licenças a cada dois anos. Além disso, nas cidades de mais de 500 mil habitantes, elas serão concedidas de forma direta pelo governo, sem necessidade de licitação.


O encontro ‘anti-SIP’ também contou com a participação do venezuelano Andrés Izarra, presidente da Telesur, rede estatal de alcance regional que tem sido a ponta de lança publicitária do governo Chávez na América Latina.


Também participaram parlamentares dos governos aliados de Chávez e dos Kirchners, que na ‘contrareunião’ dissertaram sobre os ‘monopólios midiáticos na região’. A deputada argentina Silvia Vázquez, aliada do governo Kirchner, afirmou que a realização da reunião da SIP em Buenos Aires tem intenção de gerar opinião pública internacional ‘contra a Argentina’.’


 


 


Mariângela Gallucci


STF dá liminar à ‘Veja’ contra decisão judicial


‘Com base na decisão que derrubou a Lei de Imprensa, os advogados da Editora Abril conseguiram uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) livrando a revista Veja da obrigação de publicar nesta semana uma sentença judicial favorável ao ex-ministro Eduardo Jorge Caldas Pereira.


Assinada na sexta-feira pelo ministro Carlos Ayres Britto, do STF, a decisão é a primeira depois da publicação do acórdão no Diário da Justiça, na semana passada, permitindo que os jornais, revistas, rádios e emissoras de TV censurados possam recorrer diretamente ao Supremo. Entre os veículos que sofrem censura prévia por decisão judicial está o Estado.


Na reclamação protocolada no STF, os advogados da Editora Abril sustentaram que estava ocorrendo uma violação à decisão do tribunal sobre a Lei de Imprensa. Isso porque o veículo de comunicação teria sido obrigado a publicar uma sentença condenatória com fundamento no artigo 75 da Lei de Imprensa.


Procurado pela reportagem do Estado, Eduardo Jorge disse que vai recorrer. Segundo ele, a decisão favorável a ele não foi baseada na Lei de Imprensa e sim na Constituição Federal e no Código Civil.’


 


 


INTERNET


‘Estado’ apoia ação por propriedade intelectual na web


‘O Grupo Estado decidiu se unir a um movimento internacional, iniciado na Alemanha, pelo reconhecimento dos direitos de propriedade intelectual em textos jornalísticos reproduzidos em sites na internet.


A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) aderiu ao movimento durante a 65ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que será encerrada hoje, em Buenos Aires. A ANJ, que representa 145 jornais do País, vai orientar os filiados sobre os procedimentos para aderir ao movimento. No fim de semana, os jornais Folha de S. Paulo e O Globo anunciaram a decisão de aderir.


O Grupo Estado vai subscrever a Declaração de Hamburgo (veja íntegra abaixo), documento lançado após encontro do Conselho Europeu de Publishers (EPC) e da Associação Mundial de Jornais (WAN), duas das principais organizações internacionais de empresas de mídia.


‘O movimento tem nosso integral apoio. Não há como ignorar a questão da propriedade intelectual nas novas mídias’, diz Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado.


O texto da declaração critica o uso não remunerado de conteúdo jornalístico nos chamados agregadores de notícias, sites que destacam determinados textos e os links para as publicações que os produziram. A declaração foi lançada com cerca de 170 assinaturas.


A DECLARAÇÃO DE HAMBURGO


A internet é uma grande oportunidade para o jornalismo profissional – mas apenas se se mantiver o equilíbrio econômico-financeiro das empresas jornalísticas nos novos canais de distribuição digitais. Não é o que acontece atualmente.


Vários agregadores de conteúdo utilizam obras de jornalistas, editores e empresas jornalísticas sem pagar por este uso. No longo prazo, esta prática põe em risco a criação de conteúdos de alta qualidade e o próprio jornalismo independente.


Por este motivo, precisamos melhorar a proteção da propriedade intelectual na internet. O acesso livre à web não significa necessariamente acesso livre de custos. Discordamos dos que afirmam que a liberdade de informação só será obtida com todos os conteúdos gratuitos.


O acesso universal aos nossos serviços deverá estar disponível, mas não queremos ser obrigados a ceder a nossa propriedade sem autorização prévia.


Assim sendo, consideramos necessárias e urgentes medidas para a proteção dos direitos autorais de jornalistas, editores e empresas jornalísticas na internet.


Não devem existir zonas da internet onde as leis não se aplicam. Os governos e legisladores, em nível nacional e internacional, devem proteger mais eficazmente os conteúdos intelectuais dos autores e produtores. Deve ser proibida a utilização, sem prévia autorização, da propriedade intelectual de terceiros.


Em última análise, também na rede mundial de internet deve valer o princípio: não há democracia sem jornalismo independente.’


 


 


Murdoch quer bloquear jornais no Google


‘O bilionário da mídia Rupert Murdoch planeja remover os textos de seus jornais do Google para encorajar os usuários a pagar pelo conteúdo online. Em entrevista à Sky News australiana, ele disse que os jornais de seu império midiático – entre eles, o Sun, o Times e o Wall Street Journal – consideram bloquear completamente o serviço de buscas do Google, depois de implementarem planos para cobrar pelo acesso aos seus textos na rede. Nos últimos meses, Murdoch e seus principais executivos intensificaram a guerra contra o Google, acusando o gigante das buscas de ‘cleptomania’ e de ‘parasitismo’ por incluir conteúdo da News Corp. nas páginas do Google News.


Quando questionado por que os executivos da News Corp. não optaram por simplesmente remover suas páginas do índice de buscas do Google – uma operação técnica relativamente simples -, Murdoch disse que tal medida estava nos planos.


‘Acho que chegaremos a isto, mas somente quando começarmos a cobrar’, disse. ‘Já estamos fazendo isso com o Wall Street Journal. Erguemos uma parede, mas ela não vai até o teto. Pode-se, em geral, ler o primeiro parágrafo de todas as matérias – mas aqueles que não pagam pela assinatura do WSJ.com recebem apenas um parágrafo e um formulário para novos assinantes.’


A afirmação do magnata de 78 anos não está correta: usuários que acessam o material do WSJ.com por meio das buscas do Google costumam receber o texto completo das matérias sem enfrentar nenhum bloqueio contra não-assinantes. Os usuários que buscam diretamente o site do Wall Street Journal são os únicos que se deparam com a exigência de uma assinatura antes de poderem acessar o restante do texto.


Murdoch acrescentou não concordar com a ideia de que os mecanismos de busca se enquadram nas regras de ‘uso legítimo’ – um argumento que muitos sites agregadores de conteúdo defendem como parte de sua justificativa legal para a reprodução de trechos de notícias publicadas na rede.


A atitude de Murdoch em relação à internet – que parecia ter melhorado quando o magnata comprou o site de redes sociais MySpace por US$ 580 milhões em 2005 – tornou-se mais intolerante nos últimos meses.


Ele anunciou planos para a introdução de um sistema de cobrança para o acesso a todos os seus sites. O prazo inicial era 2010, mas, na semana passada, o empresário admitiu que pode atrasar. ‘Não posso prometer que a data prevista será cumprida’, disse.


Na entrevista à Sky News, Murdoch enfatizou suas opiniões negativas em relação às empresas de tecnologia da informação, ao relacionar uma ampla lista de nomes que estariam ‘ultrapassando os limites’.


‘Aqueles que simplesmente agarram tudo e saem correndo – podemos dizer que eles roubam nossas matérias – estão simplesmente levando nosso material embora’, disse. ‘É o caso de Google, Microsoft, Ask.com, e muitos outros nomes… Nunca deveriam ter se aproveitado de tamanha gratuidade, e acho que já é hora de acordarmos.’’


 


 


Google compra empresa de publicidade móvel


‘O Google anunciou a aquisição da empresa de publicidade móvel AdMob por US$ 750 milhões, em ações, ampliando seu alcance no crescente setor de aparelhos celulares com acesso à web. A compra de 100% das ações da empresa pelo Google, que também conta com o software Android, usado cada vez mais em smartphones, como o Droid, da Motorola, é um elemento importante para lucrar com o tráfego na Internet. A AdMob é uma empresa que desenvolve tecnologia para exibição de anúncios em celulares e para rastrear seu desempenho.


‘A publicidade móvel tem esse enorme potencial como meio de marketing e, enquanto esse setor ainda se encontra em sua fase inicial de desenvolvimento, a AdMob já progrediu muito em muito pouco tempo’, disse a vice-presidente de gerenciamento de produto do Google, Susan Wojcicki.


O Google, maior site de buscas do mundo, não quis informar quanto de sua receita, que fechou 2008 em US$ 22 bilhões, provém da publicidade móvel. No mês passado, a empresa informou que o número de buscas por aparelhos móveis cresceu 30% no terceiro trimestre na comparação com o período anterior. O presidente do Google, Eric Schmidt, também afirmou, no mês passado, que a empresa estaria interessada em retomar seus planos de aquisição, após um período retraída. Schmidt disse ainda que o Google iria comprar em média uma empresa por mês.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Sem esperar o BBB


‘Uma velha reclamação de autores e audiência está prestes a ser atendida: a Globo não exibirá mais minisséries após o Big Brother Brasil. Pela primeira vez na emissora, a minissérie que sempre estreia no início do ano – no caso, Dalva e Herivelto – não vai se encontrar na grade com a nova edição do reality show, que acabava sempre empurrando a dramaturgia para depois das 23 horas.


Dalva, que estreia dia 4 de janeiro, terá apenas cinco capítulos, terminando antes da estreia do BBB 10 (prevista para o dia 12 de janeiro) indo ao ar, portanto, bem mais cedo. Maysa, exibida em janeiro passado, chegou ir ao ar à meia-noite por causa do BBB 9.


Segundo alguns autores, entre as mudanças, que devem atingir as próximas minisséries, há também a preferência por formatos curtos e por obras biográficas. Com isso, minisséries históricas, como A Muralha, devem ser deixadas um pouco de lado.


Segundo o diretor-geral de Entretenimento da Globo, Manoel Martins, as minisséries mais curtas são melhores para a grade de início de ano, mas nada impede que produções mais longas e as minisséries históricas sejam retomadas.’


 


 


 


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