Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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ENTRE ASPAS >

Era como se uma energia adentrasse em nós…

Por Christopher Andersenn de Souza Mendonça em 07/07/2009 na edição 545

Michael Jackson morreu! Diante de inesperada notícia, fico estático.

Começo então a viajar pelo tempo, voltando ao passado e chego ao dia em que assisti pela primeira vez Thriller. Era uma música empolgante. Diferente do que ouvia até então. Não dava para ficar indiferente. Era o ano de 1983. Eu estava então com sete anos e por onde andava escutava as pessoas falando no Michael Jackson, na sua música, na sua dança.

Não existia rádio que não tocava músicas dele e muito menos lojas de música que não tinham LPs dele para vender. Ficava fascinado quando via, pela TV, o Michael dançando ‘andando para trás’. Todo garoto queria imitar os passos dele. Era incrível. Meu irmão Chrystian imitava ‘os passos’ da dança do Michael. Muita gente pedia para ele imitar e ficava admirada quando meu irmão dançava. Eu gostava de ver aquilo.

Mas mesmo quem não sabia dançar, como eu, era motivado a pelo menos balançar a cabeça ou os ombros, como se uma energia adentrasse em nós e nos impelisse a se mover. Ao longo dos anos finais da minha infância e iniciais da minha adolescência, as músicas do Michael se fizeram presentes. Cheguei a gravar músicas em K7s e videoclips em fitas para poder escutar e ver quando quisesse.

As músicas do Michael me fazem recordar um tempo bom que vivi.

Um outro tempo

Um tempo em que as crianças possuíam mais inocência, pureza, simplicidade. Um tempo em que as brincadeiras eram na rua com os amiguinhos, e não de frente para um computador, de maneira isolada. Um tempo em que as cantigas de roda eram aprendidas na relação que estabelecíamos com outras crianças, e não em um DVD ligado que hipnotiza.

Um tempo em que o país estava saindo do período ditatorial, cheio de esperança na democracia que se desenhava. Um tempo em que os jogadores de futebol, particularmente os da seleção brasileira, se dedicavam verdadeiramente à camisa e nos faziam amar o futebol canarinho. Um tempo em que existiam coisas boas que deixaram de existir… Um tempo que não volta mais, mas que deixou marcas profundas em minha vida, que foi significativamente importante para minha formação, para minha vida.

Independente da vida particular dele, o fato é que a vida artística dele influenciou muitos e muitos.

Que o ‘Rei do Pop’ possa encontrar descanso a partir de agora.

******

Professor, São Luís, MA

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