Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > GREVE NA TV

Estúdios pressionam produtores com corte de salário

09/11/2007 na edição 458

Dois dos maiores estúdios de televisão dos EUA decidiram contra-atacar a greve dos roteiristas americanos, que já prejudica a produção de programas de TV e a indústria cinematográfica. CBS Paramount e 20th Century Fox enviaram cartas de quebra de contrato aos ‘show runners’, profissionais responsáveis pelo andamento das séries de TV. Também chamados de produtores-executivos, os ‘show runners’ são, normalmente, os criadores das séries. Criativamente, são responsáveis por guiar a história, mas também coordenam o trabalho dos roteiristas, a edição e aspectos da produção, como escolha de elenco.


Os estúdios querem pressionar estes profissionais a voltar ao trabalho, já que, em apoio à paralisação dos membros do Writers Guild of America, sindicato dos roteiristas, eles abandonaram também suas funções de produção. De início, empregadores esperavam que eles continuassem a realizar tarefas sem relação direta com a escrita dos roteiros. Mas como muitos dos principais ‘show runners’ da indústria afirmaram publicamente que não pretendiam voltar ao trabalho até o fim da greve dos roteiristas, os estúdios resolveram notificá-los que não mais serão pagos como produtores.


O CBS Paramount – responsável por sucessos como CSI e Medium – começou a enviar as cartas já esta semana. O 20th Century Fox – que produz, entre outros, Prison Break e My Name is Earl – fez o mesmo, notificando estes profissionais que seu pagamento seria suspenso.


Apoio total


Os ‘show runners’ afirmam que não podem continuar a exercer suas funções sem poder atuar também com roteiristas. A decisão deles de apoio total aos grevistas caiu como um balde de água fria na cabeça dos estúdios de TV, que esperavam poder finalizar a produção de episódios das séries cujos roteiros já estavam prontos antes do início da paralisação.


Já os produtores simples, que não acumulam também a função de roteiristas, continuaram a trabalhar, o que permitiu que, em alguns casos, as séries pudessem continuar a ser feitas. Em outros casos, como nos programas Two and a Half Men e The Office, as produções foram completamente interrompidas.


Negociação


A paralisação dos roteiristas teve início na segunda-feira (5/11). Há meses, seu sindicato discutia com a Alliance of Motion Picture and Television Producers, organização que representa os estúdios cinematográficos e televisivos, sobre modificações no contrato trabalhista. Os roteiristas querem uma maior participação nos lucros de DVDs e produções online. Em um encontro na quarta-feira (7/11), mais de cem ‘show runners’ – que haviam feito um piquete no mesmo dia do lado de fora da Walt Disney Company – concordaram em voltar ao trabalho caso as duas partes envolvidas na greve voltem a negociar amigavelmente. Informações de Edward Wyatt [The New York Times, 9/11/07].

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