Terça-feira, 13 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Ética no jornalismo

Por Luís Olímpio Ferraz Melo em 23/12/2008 na edição 517

A regra de ouro do jornalismo deve ser a oitiva das partes não acreditando em nenhuma delas, pois jornalista não pode e nem deve tomar partido dos fatos. Quando uma notícia é divulgada de forma equivocada, por qualquer que seja a intenção, acaba arremessando toda a nobilíssima categoria jornalística ao crivo da opinião pública. A independência não é alguma coqueluche no jornalismo e a mídia não percebeu ainda que a opinião pública não é tão ingênua como parece ser e que os temas divulgados diuturnamente na imprensa são debatidos por dias sem fim.

Os jornalistas vivem lutando pela ‘liberdade de expressão’, mas não a usam na sua plenitude, pois há fatos eminentemente jornalísticos que são maquiados e outros que não são publicados, o que é contradição inequívoca para quem quer ter o status e o respeito de independente. Não observar a ética jornalista colocará o jornalismo brasileiro num processo de autofagia, pois sem a credibilidade e independência, faltará clientela.

Responsabilidade e independência

Os jornalistas são contrários a qualquer tipo de controle na sua atividade, inclusive entre eles mesmos, como, por exemplo, o Conselho de Jornalismo formado por jornalistas. Assim cabe, então, à opinião pública a árdua missão de bem observar e ficar de olhos abertos na ética jornalística e de como são apresentadas as noticias. O jornalista não pode ser tendencioso e é prudente não incorporar aos seus escritos sentimentos e interesses outros que não sejam o da opinião pública, que é a única e legítima destinatária da notícia.

Os jornalistas, regra geral, são pessoas boas e humanas e convidaria todos a refletirem sobre o que estão escrevendo para os leitores. É judicioso lutar pelo diploma de graduação em jornalismo, pois o mesmo faz-se necessário, até porque a formação do jornalista começa na universidade. O jornalista deve ter responsabilidade e independência no que escreve, pois esses textos, mesmo que aparentemente simplórios, ficarão para posteridade e historiadores no futuro poderão ser induzidos ao erro por conta disso, sem falar no comprometimento negativo que ficará na historiografia do jornalista.

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Advogado e psicanalista, Fortaleza, CE

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