Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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CADERNO DO LEITOR >

Exemplo de pluralismo

06/04/2004 na edição 271

Poucos vezes vi tamanho exemplo de pluralismo. Li o artigo em que o Sr.Alberto Dines desqualifica a revista Carta Capital por ser, segundo ele, conspiracionista. No entanto, mais abaixo, outro articulista, o professor Caroni Filho, enaltece a revista e diz que ela deu um xeque-mate no resto da imprensa. Interessante cotejar os dois artigos. Ambos são sólidos em seus raciocínios e bem-escritos. Cabe ao leitor optar por qual análise deve se guiar. Embora eu prefira a do professor por considerá-lo mais incisivo e coerente, dou-me por satisfeita em ler uma publicação que acolhe a diversidade. Continuem assim.

Clara Stelman, advogada, São Paulo



Tudo se encaixa

Nos dias de hoje, em que tudo e todos são ‘influenciáveis’e ‘compráveis’ por um punhado de ‘verdinhas’ até que se prove o contrário, fica mais fácil acreditar na veracidade dessas informações. Grampo no Palácio da Alvorada e no Itamarati, Polícia Federal comprada por serviço de inteligência americano. Para muitos pode parecer absurdo, mas, analisando a questão, vê-se que tudo se encaixa. Depois de ler a matéria da CartaCapital, uma denúncia polêmica, esperava uma repercussão, que surpreendentemente não aconteceu. Acredito eu que pela mesma razão citada pelo autor desse excelente artigo. Ao tentar analisar essa situação, só resta uma pergunta a ser respondida: se os que deveriam ‘influenciar’ estão sendo ‘influenciados’, em que ou em quem ainda podemos acreditar com total certeza de que não será mais uma estratégia de manipulação governamental para que continuemos cegos, surdos e mudos diante dessa e de outras realidades?

Danielle Araújo, estudante, Rio de Janeiro



Silêncio espantoso

Causa-me espanto o silêncio em torno da reportagem da Carta Capital, na qual um ex-agente do FBI denuncia os desmandos dos EUA em nosso país. Mais ainda, no trecho em que denuncia a manipulação da mídia brasileira visando seus interesses. Gostaria de saber o porquê de tal silêncio.

Valdo Andrade, administrador, Santos, SP



Ponderações irrespondíveis

Extremamente oportuna a reflexão do professor Gilson Caroni Filho sobre os influenciáveis. As ponderações feitas por ele são irrespondíveis. A mídia independente é ouro de tolo de consciências ingênuas. O Observatório da Imprensa se destaca ao publicar artigos como esse.

Joel Canardis



Inseto-xarope

‘A pulga atrás da orelha tem as respostas. Devo pegá-la com carinho, torturá-la, arrancar de suas entranhas a verdade que eu não quero ouvir’ (Gabriel Perissé no OI, 23/3/2004)

Uma pulga se instalou atrás de minha orelha desde a publicação da entrevista do Bob Fernandes com o ex-chefe do FBI, na CartaCapital. Este inseto-xarope que não pára de coçar vive me assaltando com perguntas que eu não quero fazer, quem sabe, pela obviedade de suas respostas. Mas não dá mais pra segurar. A primeira: Bob Fernandes pode ser considerado um jornalista sério ou não? Existem dúvidas, precedentes, jurisprudência negativa sobre seu trabalho ou qualquer ‘senão’ em sua carreira? A segunda: a notícia de que o Alvorada e o Itamarati (e aqui a fonte existe e até usa crachá, não é off) estariam sendo monitorados pelos EUA merece investigação e a atenção da imprensa e dos jornalistas ou não? A terceira: por acaso o editor Mino Carta não merece crédito como um dos mais brilhantes profissionais do jornalismo nacional, e, por acaso, sua revista CartaCapital é suspeita de manipular, tergiversar, esconder ou maquiar e até mesmo de apelar para o sensacionalismo barato para vender mais? Por acaso a história da curta trajetória do A República, por exemplo, não avaliza o passado de Mino Carta?

Robinson Nogueira, publicitário e estudante de Jornalismo em Toledo, PR



Matéria escondida 1

Excelente o artigo do professor Gilson Caroni Filho sobre o silêncio da imprensa quanto às denúncias da revista Carta Capital. O Observatório está de parabéns ao publicar o artigo. Mas, no exato momento em que lembramos os 40 anos do golpe militar, nunca é demais recordar o apoio maciço que a imprensa deu a ele. Por que não há nenhum artigo que toque nessa ferida? E por qual motivo esconder que parte da imprensa é comprada pelos mesmos agentes externos que promoveram a ditadura? Que os jornais fujam do tema é compreensível. O que não faz sentido é o Observatório não publicar uma linha sobre o primeiro tema e esconder um artigo que põe o dedo na ferida. Ou será que esses temas prejudicariam os interesses do Sr. editor?

Tereza Monteiro de Jesus, advogada, São Paulo



Matéria escondida 2

Gostaria de saber de que lado está o Sr. Alberto Dines. Como alguém pode ler uma matéria tão importante como essa e fazer a mesma coisa que outros veículos fizeram, escondê-la? Será que a carapuça foi vestida? Fica a dúvida no ar…

Luiza Souto, estudante de Jornalismo, Rio de Janeiro

Nota do OI: Prezados leitores, a responsabilidade sobre a edição final das matérias, sua posição no índice, se terá ou não chamada de capa, é mais minha do que de Alberto Dines, embora ele naturalmente tome conhecimento e endosse as decisões. As edições são grandes, como já notaram. Somos uma equipe. Não temos ‘lado’, fugimos dos maniqueísmos. Mas cumpre comemorar que uma boa matéria ‘escondida’ tenha sido lida atentamente e suscitado cartas à redação. O que denota que não estava tão escondida assim. (Luiz Egypto)

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