Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1045
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‘Fantástico’ e escravidão

Por legypto em 30/06/2015 na edição 857

Ninguém vai comentar nada sobre a reportagem do Fantástico de domingo (21/6) sobre escravidão, quando apenas citam que a empresa proprietária da fazenda Estrela de Alagoas foi multada em R$ 5 milhões? Quem é o dono? Se fosse do PT certamente teriam dito (Flavio Marson, médico, Ribeirão Preto, SP)

 

Ética e espetacularização da notícia

Por que a morte do famoso é tragédia e a do anônimo é só estatística? Certamente você já deve ter feito essa pergunta. Mas já reparou que jornalismo é assim desde que mundo é mundo? E tanto para as pessoas boas quanto para as más. A diferença é que hoje, com o avanço da tecnologia com as mídias sociais, a dimensão da morte do famoso é muito maior. Isso independe da atividade que faz. Por outro lado, cada vez mais a exposição da celebridade tanto contribui quanto prejudica. Por exemplo, estão compartilhando vídeos e fotos da autópsia do Cristiano Araújo. Se fosse uma pessoa qualquer, isso não aconteceria. Aliás, cabe ressaltar que não deve acontecer com ninguém. Infelizmente existe gente inescrupulosa que ousa fazer. Fato é que todo sujeito que fica em evidência (seu trabalho é do interesse público), seja ele do meio artístico ou não, sempre será destaque na mídia. É complicado entender essa repercussão quando a gente tenta mensurar (a partir do nossos gostos e interesses) o nível ou grau do benefício que esse famoso fez ou trouxe à sociedade. No entanto, é sensato compreender que talvez para nós essa pessoa não tenha tanta importância, mas se houve repercussão é porque de alguma forma foi alguém relevante para milhares de pessoas. O problema não está na repercussão, e sim, no sensacionalismo. Ou seja, a forma apelativa como a notícia se apresenta a cada momento em que acessamos um veículo de comunicação: o vidente que previu a morte, a última mensagem que a mãe deixou na rede social, a última foto etc. Tudo em busca da audiência. São esses exageros que deveriam ser coibidos. Mas quem alimenta isso? Nós, receptores. O famoso também não deixará de entrar para a estatística. Sua morte pode ser tratada como tragédia, o que não invalida o drama e a fatalidade quando acontece com um anônimo querido nosso. A reflexão que devemos fazer é em relação ao show em que os veículos de comunicação transformam o falecimento de um famoso, o que para valores éticos não há justificativas. Ainda que possam existir pessoas adeptas do mau jornalismo que veneram a espetacularização deste tipo de notícia. (Eduardo Matheus Cerqueira da Silva, publicitário, Rio de Janeiro, RJ)

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