Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1037
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ENTRE ASPAS >

Folha de S. Paulo

14/08/2007 na edição 446

TELECOMUNICAÇÕES
Humberto Medina

Hélio Costa minimiza críticas sobre teles

‘O ministro Hélio Costa (Comunicações) minimizou as críticas do empresário Carlos Jereissati, presidente do grupo La Fonte e acionista do grupo Telemar (Oi), à criação de uma companhia telefônica com participação do governo brasileiro, fruto da eventual fusão entre Telemar e Brasil Telecom. Para Costa, Jereissati é ‘minoritário’ na Telemar.

‘Cada empresário tem sua opinião, e ela tem de ser respeitada, até os minoritários. Resta ouvir os majoritários: o BNDES e os fundos de pensão’, disse o ministro. Na estrutura societária da Telemar Participações S.A. (controladora da Telemar), a La Fonte tem 10,275% do capital, contra 25% do BNDESpar (participações) e 19,9% dos fundos de pensão de estatais.

Na edição de quinta-feira, a Folha publicou entrevista com Jereissati na qual o empresário classificou como ingerência indevida a possibilidade de o governo criar grupo de trabalho para analisar a possibilidade de fusão entre a Telemar e a Brasil Telecom. Costa disse que não leu a entrevista, mas que foi informado sobre o conteúdo.

O ministro Hélio Costa já havia se posicionado, em diversas ocasiões, sobre a possibilidade de o governo vir a ter uma participação na empresa que nascesse da fusão entre Telemar e Brasil Telecom. Nesse caso, segundo o ministro, o governo brasileiro teria uma ‘golden share’ -ação especial que dá direito ao seu portador de participar de decisões importantes da empresa, segundo o acordo de acionistas.

Grupo de trabalho

A Casa Civil informou que não existe grupo de trabalho criado para tratar da fusão Telemar-Brasil Telecom. Hélio Costa, que anunciou o grupo na quarta-feira da semana passada, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apóia a idéia e que os três nomes indicados pelo Ministério das Comunicações já foram enviados para a Casa Civil. ‘Agora cabe à Casa Civil dar a notícia’, disse.

‘Conversei com o presidente [Lula] e ele concordou com a idéia da criação de um grupo de trabalho interministerial para o assunto.’ Segundo Costa, o próprio presidente sugeriu que, além de membros do governo, participassem especialistas. O ministro indicou Roberto Pinto Martins (secretário de Telecomunicações), Marcelo Bechara (assessor jurídico) e Sávio Pinheiro (especialista, membro do conselho consultivo da Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações).

‘Eu fiz uma exposição ao presidente, mostrando a posição de cada empresa no mercado e sugeri o grupo de trabalho. Esse grupo irá subsidiar o presidente para que ele possa tomar uma decisão.’

Para que o governo possa agir, segundo Costa, primeiro é necessário verificar se há interesse das empresas em se fundir. Depois, o governo editaria decreto alterando o documento que define a área de atuação de cada empresa -chamado de PGO (Plano Geral de Outorgas). O PGO foi estabelecido pelo decreto 2.534/98 e é o documento legal que divide o país entre as atuais operadoras de telefonia fixa. Por essa divisão, a Telefônica ficou com São Paulo, a Brasil Telecom, com as regiões Sul, Centro-Oeste e os Estados de Rondônia, do Tocantins e do Acre, e a Telemar, com o resto do país (Sudeste, Nordeste e Norte).

Segundo a Lei Geral de Telecomunicações (9.472/97), não pode haver fusões entre concessionárias que operem o serviço em áreas diferentes do PGO. Para que isso acontecesse, seria preciso mudar a lei (processo mais demorado, que exige aval do Congresso) ou o decreto que fixou a divisão (mais simples, depende de ato do presidente da República).’

CASO MADELEINE
Ruy Castro

O cerco e o circo

‘RIO DE JANEIRO – Num dos maiores filmes de Billy Wilder, ‘A Montanha dos Sete Abutres’, de 1951, Kirk Douglas interpreta um repórter no desvio que descobre uma história capaz de fazê-lo voltar à grande imprensa.

Um homem é vítima de soterramento em uma mina no Novo México. Está vivo, mas precisa ser retirado depressa. Douglas começa a mandar matéria para seu ex-editor em Nova York e faz do caso um assunto nacional. Os outros jornais correm atrás, os cinejornais, rádios e TVs aderem e, de repente, arma-se em torno do soterrado um mafuá com roda gigante, turistas, camelôs, vendedores de souvenirs e bancas de cachorro-quente.

Douglas, que tem acesso exclusivo ao homem por um buraco na mina, quer mantê-lo soterrado -e vivo- pelo maior tempo possível. Mas calcula mal o timing e o homem morre: o circo vai embora. Jornalistas, ambulantes, turistas e oportunistas, some todo mundo.

Algo do gênero aconteceu no caso da inglesa Madeleine, de 4 anos, desaparecida num balneário de Portugal em maio último. Os repórteres, fotógrafos e câmeras britânicos chegaram logo no segundo dia, às centenas, e acamparam em frente à casa dos pais da menina, num cerco full-time. Por acaso, eu estava em Lisboa e acompanhei.

Foi um massacre. As TVs inglesas davam a história dia e noite. Até o papa entrou na roda. Uma repórter parecia a porta-voz oficial do casal, que, aliás, só falava com a imprensa britânica. Mas não havia notícias. O circo durou duas semanas, até Londres decidir que o caso esfriara e chamar seu pessoal de volta. Em minutos, a mídia inglesa evaporou-se da cena e ficou apenas a esnobada imprensa portuguesa.

Agora, graças a esta, surgiu uma notícia: Madeleine estaria morta desde o início. Voltam os ingleses e recomeçam o cerco e o circo.’

TELEVISÃO
Folha de S. Paulo

Record demite um terço da área esportiva

‘A Record iniciou ontem processo de demissões que reduzirá em um terço o seu departamento de esportes. Oficialmente, serão demitidos 20 de um total de 60 profissionais.

O corte só não será maior porque parte da estrutura será aproveitada para produzir três programas esportivos na Record News, novo canal de notícias. Cinco dos seis repórteres da área foram mantidos.

Após o Pan do Rio e o fim da parceria com a Globo em que dividia as transmissões dos principais campeonatos nacionais, a Record ficou apenas com os direitos de campeonatos europeus, como a Copa dos Campeões da Europa e a Eurocopa (que fechou nesta semana).

Nesta semana, a emissora decidiu tirar do ar, a partir de setembro, os dois programas apresentados por Milton Neves, o diário ‘Debate Bola’ e o semanal ‘Terceiro Tempo’.

Oficialmente, os dois programas dão prejuízo. Avalia-se também que o ‘estilo’ Milton Neves é ‘cafona’ demais para uma rede que quer ser líder.

A Record também está reformulando sua política de merchandisings. Na tentativa de imitar a Globo, já não aceita mais o tradicional formato com garoto-propaganda. Quer ações mais criativas. Isso foi fundamental para o fim dos programas de Neves, ancorados no velho estilo de merchandising.

Em setembro, volta ao ar o ‘Esporte Record’, com apresentação de Debora Villalba.

COLÍRIO Patrícia Poeta apresentará o ‘Fantástico’ amanhã. A jornalista revezará com Renata Ceribelli na cobertura de férias de Glória Maria. Outra novidade na atração será a estréia de ‘Palavras’, quadro de Paulo José.

ÂNCORA O jornalista Paulo Henrique Amorim será o apresentador do principal telejornal da Record News, canal de notícias da Record. O jornal irá ao ar às 21h e terá uma hora de duração.

MODELO Apesar de ser um canal de notícias como os da TV paga, a Record News terá o modelo de negócios da TV aberta. Sobreviverá de publicidade. O canal ocupará as freqüências da Rede Mulher, que estão ganhando novos transmissores em São Paulo, Rio e Brasília.

DISCIPLINA 1 Os funcionários da TV Globo não podem fazer ‘uso de referências depreciativas às atividades das emissoras concorrentes’ nos e-mails que enviam dos computadores da empresa.

DISCIPLINA 2 Isso é ‘expressamente proibido’ e constitui ‘falha [tão] grave’ quanto transmitir e-mails com conteúdo pornográfico, segundo a última versão da ‘Política de Segurança da Informação’ da Globo.

MULTIMÍDIA O ‘Jornal Hoje’ exibe a partir de segunda-feira uma série de reportagens, assinadas por Evaristo Costa, que pretende fazer ‘um raio-x da juventude brasileira’. E abrirá um blog em que publicará o making of de algumas gravações, fotos e ‘diário de viagem’.’

DIREITOS AUTORAIS
Folha de S. Paulo

MÚSICA: UNIVERSAL RETIRA PROTEÇÃO DE CDS E MP3

‘A Universal Music, a maior gravadora do mundo, anunciou que vai vender álbuns e faixas em MP3 sem proteção antipirataria. A medida é em caráter experimental e deve vigorar até janeiro próximo. O dispositivo conhecido como DRM (sigla em inglês para controle de direitos digitais) é usado pela maioria dos estúdios para coibir cópias. Entre os artistas da Universal, estão 50 Cent, Black Eyed Peas e Amy Winehouse.’

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Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.

Folha de S. Paulo – 1

Folha de S. Paulo – 2

O Estado de S. Paulo – 1

O Estado de S. Paulo – 2

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