Terça-feira, 23 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1047
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Governo italiano confronta captores de jornalista

20/10/2006 na edição 403

O governo italiano afirmou que não irá retirar suas tropas do Afeganistão, como ordenado pelos seqüestradores do fotojornalista Gabriele Torsello, capturado no país na semana passada. Inicialmente, os captores queriam a troca de Torsello por um afegão que se converteu ao cristianismo e se refugiou na Itália. Depois eles ameaçaram matar o jornalista caso as tropas italianas não sejam retiradas do país até domingo (22/10), fim do Ramadã.


Segundo o ministro da Defesa da Itália, Arturo Parisi, a retirada dos soldados é algo fora de cogitação. ‘Nós estamos no Afeganistão e continuaremos lá’, afirmou em entrevista no Cairo. ‘Se formos sair toda vez que alguém seqüestra um italiano, não poderíamos mandar nossas tropas em nenhuma missão’.


A Itália possui cerca de 1.800 soldados em Cabul e no oeste do Afeganistão como parte da Força de Segurança da Otan. Torsello foi retirado de um ônibus na quinta-feira (12/10) próximo a Kandahar, ao sul do país. Nos últimos meses, a área tem abrigado conflitos entre militantes do talibã e soldados estrangeiros.


Segundo Mark Duff, correspondente da BBC em Milão, o serviço secreto italiano estaria trabalhando nos bastidores para negociar a soltura de Torsello com fontes de confiança dos seqüestradores. Ainda de acordo com informações obtidas por Duff, é possível que a Itália ofereça um resgate em dinheiro. Os homens em poder do fotojornalista, entretanto, deixaram claro nos contatos que fizeram que não estão interessados em dinheiro. Informações da BBC News [19/10/06].

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