Domingo, 13 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1058
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Grande novidade, de novo teve pouco

Por Fernando Schweitzer, de Buenos Aires em 08/09/2009 na edição 554

A grande novidade do domingo (30/8), de novidade pouco teve. O tal polêmico Programa do Gugu, com o próprio, só que agora através do canal 7 de São Paulo, de novo teve apenas um cenário high-tech com 120m² de telas de LEDs que são coordenadas de acordo com os quadros do programa. No total, o espaço tem 650m² e pode receber uma platéia de até 200 pessoas. A audiência do Programa do Gugu, de acordo com dados preliminares obtidos por O Planeta TV!, no horário das 19h56 às 00h03 marcou uma média de 16 pontos com pico de 19,5. O programa de estreia ficou na liderança por aproximadamente 15 minutos. Veja o ranking do horário: Esses foram os índices da guerra dominical no horário nobre da TV brasileira: Globo – 22; Record – 16; Rede TV! – 9; SBT – 8.

Os índices do Ibope representam aproximadamente 60 mil domicílios, dados que servem como referência para o mercado publicitário. Equilíbrio sem conteúdo. Quando é que nos poremos a pensar, ou melhor, a repensar o que nossas concessões ‘públicas’ estão a fazer no caso das TVs, para não ter de falar do ‘transporte público’ e demais relegos de serviços que, segundo a Constituição, são de responsabilidade das instituições governamentais? Enquanto no país o governo for forte e as instituições fracas, teremos cada vez maiores disparates, como o estratosférico contrato de Augusto Liberato com a Rede Record. A inflação saiu do supermercado e chegou ao alto degrau da televisão. Quando vemos o velho patrão, sua criação em outro canal e contra eles o Faustão, é uma competição com muito ‘ão’ para um só dia na televisão. O que ocorre realmente, só para continuar a rima, é literalmente falta de opção. É impossível saber se o louco hoje é quem produz ou quem dá Ibope a certas coisas.

Como a música Shakiriana ‘Si me falta el argumento y la metodología, cada vez que se aparece frente a mi tu anatomía’. Em meu caso, digo que não tenho mais realmente que argumentar dentro da óbvia situação e não haverá metodologia para não deixar-me estarrecido com o pandemônio em está se tornando a TV no país. E a anatomia paradoxal que me trava os sentidos é a TV atual.

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Ator, diretor teatral, cantor, escritor e jornalista

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