Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > COPA DO MUNDO

Imprensa não deverá ter vida fácil

Por Márcio Bernardes em 22/12/2009 na edição 569

Ninguém consegue manter um diálogo de mais de cinco minutos usando um celular na África do Sul. Fazer um boletim para rádio além desse tempo sem cair a linha é quase impossível. Esta é uma das sérias e graves constatações confirmadas na cobertura do sorteio dos grupos da Copa do Mundo.

O repórter Renato Ribeiro, da Rede Globo, tentou passar uma matéria, via internet, direto de Robbin Island, local onde Nelson Mandela ficou preso durante 18 anos. Não conseguiu a comunicação e perdeu o deadline para o Globo Esporte daquele dia.

O repórter Henri Karan diariamente tem surtos de irritação quando faz seus boletins para a BandNews FM, dentro do programa de Ricardo Boechat. A linha cai sempre.

Na Cidade do Cabo, onde aconteceu o sorteio, a paisagem é linda, os hotéis são ótimos e o povo acolhedor. Mas ninguém pode sair caminhando pelas ruas após as seis da tarde. A partir desse horário tudo fecha – comércio, shoppings etc.

Em Johanesburgo a situação é mais grave. O trânsito é pior do que o de São Paulo. O transporte público é caótico. Não há metrô e nem mesmo ônibus regulares em número suficiente. O que predomina na cidade e região é o transporte por meio de vans. E nelas não há indicações do trajeto, número máximo de passageiros e outras coisas elementares.

Problema é sair pelas ruas

Estima-se que milhares de táxis clandestinos rodem pela cidade. São incontáveis os casos de estupro, assaltos roubos e outros crimes a passageiros – e principalmente passageiras – desavisados.

Qualquer profissional de imprensa precisará ter o seu carro próprio com GPS. E não deixar o aparelho no vidro. A chance de ele ser roubado é muito grande. Como também não se aconselha andar pelo centro e muitos bairros da cidade portando e ostentando laptops, máquinas fotográficas e celulares.

Os estádios são adequados e pela amostra do Centro de Convenções da Cidade do Cabo, imagina-se que internamente serão boas as condições de trabalho. O maior problema será sair pelas ruas.

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Jornalista

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