Terça-feira, 22 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1060
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FEITOS & DESFEITAS >

Informação maciça sobre os cuidados

Por Jose Morais da Silva Neto em 28/07/2009 na edição 548

A gripe A chegou ao Brasil de maneira branda, mas assim mesmo provocou um boom informacional nas mídias como há muito, ou nunca, se tinha visto. Todo esse estardalhaço naquele momento cabia mais como uma pirotecnia exagerada e que não se justificava; qualquer suspeita da gripe, e até mesmo um turista desavisado que chegasse das bandas do México era visto como portador do vírus, em potencial é claro.

Os rumores não pararam, a imprensa centralizava atenções em enfatizar casos que tinham a mínima probabilidade de estar infectado, procurando a doença onde ela ainda não havia chegado; no primeiro momento, o auxílio de infectologistas, médicos e sanitaristas era muito recorrente, porém incauto e volátil, pois pouco era o conhecimento sobre o H1N1, e muita a temeridade em cima do desconhecido vírus.

Obviamente, como não podia deixar de ocorrer, surgiram as teorias desencontradas sobre os motivos do surto, como também comparações grotescas com outros tipos de gripe, ostentando precipitadamente um status designando-a de ‘gripe espanhola do século 21’. Produziram-se cenários, bastantes imprecisos a respeito do modo como essa crise sanitária poderia atingir e afetar o nosso país, e se o Brasil estaria, naquele instante, preparado para conter o surto da gripe.

Créditos e elogios

A gripe suína foi desvelada pela mídia de uma maneira que trouxe à tona o preâmbulo de um pânico desnecessário. Foi perceptível uma demasiada insistência dos jornais em publicar notícias calamitosas, visivelmente direcionadas a uma população com medo. Mesmo os especialistas afirmando se tratar de uma doença comum.

Já pandemia, presente em todos os continentes, causando descalabro em outros países, vitimando pobres e ricos, se alastrando a partir das vias e aeroportos mundo afora; a nova gripe, merecidamente, recebeu uma semana de férias, saindo da primeira página dos noticiários graças à morte de Michael Jackson. Relegada a segundo plano, muitos talvez, suponho, tenham se esquecido do vírus que tanto aparecia nos jornais. Mas, se houve mesmo um esquecimento, este foi breve porque após transcorrer, secar, evaporar toda a carga de informações sobre o rei do pop, a gripe transmitida pelo porco voltou a compor os principais links dos maiores portais, os clichês dos jornais de grande circulação, e caiu na boca do povo de forma mais atroz, responsável e, por que não dizer, mais ativa e efetiva.

E aí podemos dar os créditos e encher a nossa mídia de elogios, efêmeros, logicamente, mas merecidos de certa forma, logo que ela está cumprindo o cunho social que a legitima, informando massivamente a população sobre o que fazer, todos os cuidados que devemos tomar, onde se propaga, os principais focos – enfim, oferecendo todas informações necessárias para nos precavermos da gripe. Assim dá gosto de ver.

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Estudante de Jornalismo, Remígio, PB

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