Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > JORNAL DO BRASIL

Jornal pode ter apenas versão na internet

Por Glauber Gonçalves em 06/07/2010 na edição 597

O Jornal do Brasil, editado há 119 anos no Rio, pode interromper a circulação de sua edição impressa e passar a ter apenas uma versão na internet, na tentativa de encontrar uma solução para os problemas financeiros da empresa. O passivo acumulado chega a R$ 800 milhões, a maior parte em dívidas trabalhistas e fiscais. O controlador, Nelson Tanure, afirmou que o jornal está fazendo uma pesquisa com os leitores para sondar a aceitação da migração para uma edição digital.

O presidente da empresa, Pedro Grossi, tem dúvidas sobre a viabilidade da operação. ‘O papel dificilmente deixará de ser usado. Vi um documento que aponta que, nos países emergentes, a circulação aumentou em 35%’, afirmou. Ele disse, no entanto, que a decisão sobre a migração será de Tanure. Segundo Grossi, um dos pontos a serem definidos é se o acesso será pago ou não. ‘Se for pago, transportamos a nossa informação para lá e vendemos’, afirmou. Ontem [30/6], o JB publicou anúncio de meia página convidando os leitores a responder à pesquisa na internet. Grossi também disse duvidar que ‘expoentes do jornalismo’ aceitem escrever para um jornal que tem apenas edição digital.

Problemas financeiros e de gestão

A possibilidade do fim da edição impressa foi revelada depois que sites especializados em mídia divulgaram notas afirmando que o jornal poderia parar de circular em setembro, caso Tanure não encontrasse um interessado em ficar com a marca Jornal do Brasil. O empresário negou. ‘Não há possibilidade. O arrendamento da marca tem valor. Se tiver alguém sério querendo comprar, eu vendo. Não estou procurando. Os que apareceram, eu nem atendi’, disse.

Com problemas financeiros e de gestão, o Jornal do Brasil entrou em colapso financeiro no final da década de 1990. Em 2001, os acionistas do JB arrendaram, por 60 anos, a marca para a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), que é controlada pela Docasnet, empresa de Nelson Tanure. A CBM também havia arrendado a marca Gazeta Mercantil, que deixou de circular em 2009 (colaboraram Irany Tereza e Alexandre Rodrigues).

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