Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Jornalismo da Record

Por João M. A. da Silva em 02/03/2010 na edição 579

Roberto Cabrini deixou a Record e atualmente está no SBT e tem sua estréia marcada para quinta-feira (4/3) com o programa Conexão Repórter. Lendo uma entrevista sua ao jornal Extra (aqui), li algo que me fez lembrar de uma postagem que fiz neste Observatório sobre reportagens ‘subliminares’ da TV Record contra a Igreja Católica (ver ‘Mensagem subliminar no meio da notícia‘).




‘(…) Extra: Por que você saiu da Record?


Cabrini: A proposta financeira foi irrecusável [algo em torno de R$ 350 mil]. Mas tive liberdade total na Record. No meu primeiro dia, disse que não faria matéria falando mal da Globo nem da Igreja Católica. Eles aceitaram e foi sempre assim. (…)’


Veja este ponto: Eles aceitaram… É conclusivo pensar que tal procedimento é praxe na Record, falar mal da Rede Globo e da Igreja Católica. Isso, ao meu ver, é um péssimo jornalismo e infelizmente bons jornalistas ficam manchados trabalhando em tal emissora.


***


Revoltados com o prejuízo material causado pelo transbordamento de um córrego toda vez que chove forte na região, pelo menos 250 moradores da Vila Curuçá, no Itaim Paulista, extremo leste de São Paulo (SP), realizaram um protesto entre a noite terça-feira (23/2) e madrugada de quarta. Durante a manifestação na Estrada João Néri, os moradores fizeram duas barricadas com objetos queimados, entre eles dois ônibus, e enfrentaram os policiais que chegaram ao local (ver aqui).


A imprensa não se dá ao trabalho de interpretar o que notícia, nem de pesquisar os porquês dos fatos noticiados. Queimar ônibus por causa de inundação parece irracional. Parece mas pode não ser. No Brasil, cuidar dos córregos e do sistema de escoamento de águas da chuva é função da prefeitura. Como o transporte público municipal funciona mediante concessão municipal há uma notória relação de cumplicidade e promiscuidade entre empresários do setor e mandatários públicos. Com ou sem alagamento prefeitos e vereadores sempre recebem dinheiros eleitorais das companhias de ônibus. Assim, se o prefeito não previne as enchentes a população pode ter concluído que deve causar prejuízo às companhias de ônibus. Esta seria uma maneira de impedir que as mesmas dêem mais dinheiro para o prefeito durante as próximas eleições.


Causa e efeito: mais inundações + mais ônibus queimados = menos dinheiro nas mãos do prefeito e vereadores. Quem é que disse que o povo brasileiro é burro? (Fábio de Oliveira Ribeiro, advogado, Osasco, SP)

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Tecnólogo em informática, Lorena, SP

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