Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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FEITOS & DESFEITAS > IRAQUE

Jornalista crítico do governo é morto a tiros

25/07/2008 na edição 495


O jornalista curdo Soran Mama Hama, repórter da revista Leven, foi morto por homens armados na cidade de Kirkuk, norte do Iraque. Hama se encontrava numa região rica em petróleo na qual muitos curdos foram obrigados a sair quando Saddam Hussein mandou milhares de árabes ao local para diluir a presença da etnia.


A polícia de Kirkuk disse que o motivo do assassinato do jornalista de 23 anos ainda não está claro. A Repórteres Sem Fronteiras disse que Hama costumava cobrir a corrupção do governo para a revista. Segundo a organização, na última edição da Leen, ele escreveu um artigo sobre o envolvimento de oficiais curdos em círculos de prostituição. ‘Ele escrevia textos afiados sobre políticos locais e oficiais de segurança e havia recebido ameaças mandando-o parar de investigar e reportar. As autoridades deveriam priorizar a hipótese de ele ter sido morto por causa de seu trabalho’, disse a RSF.


A revista afirmou que o assassinato ‘ocorreu numa região curda supostamente longe do alcance de terroristas armados’ e que ‘o parlamento, a presidência e o governo’ são responsáveis pela morte de Hama, exigindo portanto uma investigação.


Segundo o Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), pelo menos 130 jornalistas e 50 assistentes de mídia foram mortos no Iraque desde a invasão dos EUA em 2003. Informações de Yahya Barzanji [Associated Press, 22/07/07].

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