Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

FEITOS & DESFEITAS > IRÃ

Jornalista presa por defender direitos das mulheres

21/11/2007 na edição 460

A jornalista e ativista dos direitos das mulheres Maryam Hosseinkhah foi presa no domingo (18/11), no Irã, por escrever artigos sobre ‘leis discriminatórias’ a mulheres na república islâmica. Maryam foi acusada de fazer propaganda contra o regime e de espalhar mentiras ao publicar ‘notícias falsas’ em dois sítios de internet. Segundo sua advogada, a ganhadora do Nobel da Paz Shirin Ebadi, ela recebeu fiança equivalente a US$ 107 mil – e, como não podia pagar, foi detida.


A jornalista, que trabalha para o diário reformista Etemad, é também colaboradora dos sítios Zanestan e Chance-For-Equality, que fazem campanha contra leis discriminatórias às mulheres. Diversas mulheres já foram presas por causa desta campanha, que deu início a um abaixo-assinado para mudar as leis.


Repressão


Em junho de 2006, Maryam participou de um protesto em uma praça de Teerã contra as leis iranianas sobre o casamento, a custódia dos filhos e o divórcio para mulheres. Na ocasião, 70 manifestantes foram presos. Policiais que interromperam o protesto foram acusados de bater nas mulheres presentes.


No último ano, o Irã fechou o cerco a ativistas e sindicalistas, prendendo figuras proeminentes no país como o líder trabalhista Mansour Osanloo e o jornalista Emadeddin Baghi, defensor dos direitos humanos. A ativista dos direitos das mulheres Delaram Ali foi sentenciada a 30 anos de prisão por participar da manifestação em Teerã, mas o judiciário acabou suspendendo a sentença. Informações da AFP [20/11/07].

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