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Sábado, 18 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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FEITOS & DESFEITAS > CÚPULA DO NOAL

Liberdade de expressão deve ser discutida, diz RSF

15/09/2006 na edição 398

A ONG Repórteres Sem Fronteiras afirmou em seu sítio [11/9/06] que espera que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, lembre o governo de Cuba dos objetivos do Movimento dos Países Não-Alinhados (NOAL, sigla em inglês) em relação aos direitos humanos e liberdades fundamentais, na ocasião em que o país assume a presidência de três anos do NOAL e sedia a 14ª cúpula da organização. O evento, que teve início nesta segunda-feira (11/9) e vai até sábado (16/9), espera receber 50 chefes de Estado e de governo, 3.000 pessoas dos 116 países-membros e representantes de diversas organizações internacionais convidados como observadores.


A RSF atentou para o fato de que diversos chefes de Estado que não respeitam a liberdade de imprensa e o pluralismo de idéias em seus países, como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o paquistanês Pervez Musharraf e o vietnamita Nguyen Minh Triet, serão recebidos por um ‘predador’ de liberdade de expressão, o cubano Fidel Castro. O encontro teve início, no entanto, sem a presença de Fidel, que está afastado do poder por motivos de saúde.


Promessas vazias


‘Este evento não deve ser usado como vitrine para os governos para os quais a diferença entre o norte e o sul justifica a ditadura, opressão e um Estado sem leis’, argumentou a RSF. ‘A proteção e a promoção de direitos humanos estão entre os objetivos do resumo final que vai ser submetido aos países-membros para aprovação durante a cúpula. Podemos, infelizmente, esperar que países como Irã, Uzbequistão, Zimbábue, Líbia e Bielorússia assinarão uma promessa que eles não têm intenção de honrar’.


Às vésperas de a cúpula começar, autoridades cubanas expulsaram diversos jornalistas do país. Cuba é a segunda maior prisão do mundo para jornalistas, ficando atrás apenas da China, com 23 profissionais de imprensa presos atualmente. O NOAL foi fundado em 1961 sob a liderança do então presidente iugoslavo Marshal Tito, com o objetivo de reunir países que se recusavam a tomar partido na Guerra Fria.

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