Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Liberdade de expressão, segundo o senador

Por Edson Carrilho em 22/07/2008 na edição 495

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, lamentou na quinta-feira (10/7) a decisão judicial que proíbe o governador Roberto Requião de fazer críticas durante a programação da TV Paraná Educativa. As opiniões do governador do Paraná têm gerado altíssimas multas por parte da Justiça como forma de intimidação. ‘Tudo isso é lamentável. Volto a dizer que um governante que expõe e discute as ações de governo num programa de TV é exemplo para o país. A exposição e discussão dos projetos e pensamentos do governador Requião são importantes e a TV Educativa deve sim ser utilizada para fazer este debate e para mostrar as realizações do Governo do Estado’, destacou Simon.


Pedro Simon, que é bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre, pela Faculdade de Direito de Roma (Itália) e Universidade Sorbonne de Paris (França), sustenta que está havendo um exagero da Justiça em relação ao governador Roberto Requião. ‘Não é o que ocorre, por exemplo, no Rio Grande do Sul, onde a governadora se expressa livremente, onde a imprensa não tem o mesmo tipo de comportamento da do Paraná, que a todo instante nega o direito de defesa do governador’.


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Prezados jornalistas, parabenizo a todos porque acredito ser de suma importância este segmento do jornalismo para a sociedade. Vejo esta instituição como o supra-sumo da imprensa. Contudo, como bom mineiro que sou, tenho me sentido decepcionado em razão dos direitos que uma democracia me faculta, isto porque, no meu estado (MG), os órgãos de imprensa foram suprimidos por ‘forças ocultas’, e nada é divulgado de forma consistente sobre a administração estadual, a não ser pelas enxurradas de propagandas que todos os veículos de imprensa são unânimes em divulgar.


Tudo indica, que a lei da mordaça, já impera aqui, de forma bem interessante para os dois lados (imprensa local e governo). Não há, ocasionalmente, uma nota de crítica ou contestação sobre a atual administração estadual – parece até que chegamos ao limite da perfeição política administrativa. Gostaria muito, com absoluta certeza que muitos também, que o Observatório da Imprensa observasse a situação e se pronunciasse a respeito – antes que a coisa se estenda, a todo território nacional, no próximo mandato presidencial. (Gil Miranda Ribeiro Filho, gestor de segurança empresarial, Belo Horizonte, MG)


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Até quando setores da mídia vão tentar catequizar a população em benefício próprio, causando grandes prejuízos à sociedade brasileira? Exemplos: apoio ao militarismo – lembram da ‘Semana do Presidente’?; apoio ao ex presidente Fernando Collor (falaram até da vida pessoal do presidente Lula; seqüestro do Abílio Diniz, onde a mídia informou que havia sido encontrado no cativeiro panfletos de propaganda eleitoral do PT. Agora eles querem tirar o Lula da Presidência a todo custo. Enquanto não houver uma imprensa idônea (como o Observatório da Imprensa) e que se preocupa com o Brasil, e não com seus interesses, não haverá Democracia plena neste país. (Antonio Fernando da Silva Ferraz, desempregado, Belo Horizonte, MG)


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Moro em uma cidade do interior de Mato Grosso onde o jornal local foi ‘comprado’ pelo coronelismo local. Veja aqui. Travestidos de jornalistas, os proprietários desse pretenso jornal – existe uma versão impressa – publicam sempre notícias e fotos favoráveis ao atual prefeito e candidato a reeleição, e matérias extremamente desfavoráveis à oposição, em nítida conspiração contra a democracia. Basta uma rápida análise do blog para constatar isso. Deixo esse assunto com sugestão de pauta. (Luiz Pereira, produtor rural, Chapada dos Guimarães, MT)


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Na segunda-feira (21/07), o programa Roda Viva, da TV Cultura, foi uma calamidade. O entrevistado, Caio Túlio Costa, que lançará um livro sobre ética no jornalismo, externou conceitos que nos auxiliam a compreender a miséria que domina as redações. (1) Apresentou como inexorável a intersecção – cada vez mais acentuada – entre o Comercial e a Redação. A separação entre ‘Igreja e Estado’ deixará de existir em pouco tempo. (2) A informação jornalística é apenas um produto empacotado. Nada sobre o nosso direito à informação. Ou seja, valores pecuniários em lugar de valores Democráticos. (3) E o pior: é um professor de Ética no curso de Comunicação da Cásper Líbero. Imagine a cabeça desses jornalistas (de)formados por essa instituição.


A TV Cultura está nos devendo um bom programa sobre ética no jornalismo. O de segunda-feira foi uma exaltação a amoralidade. O Observatório pode fazer uma crítica do programa e encaminhar à TV Cultura? Ou eles considerarão isso uma ofensa? (Marco Vitis, professor, São Paulo, SP)

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Engenheiro, Curitiba, PR

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