Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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ENTRE ASPAS >

Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan Calheiros

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 12/08/2009 na edição 550


Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas. 
 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 12 de agosto de 2009 


 


SENADO


Elvira Lobato


Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan


‘No meio do turbilhão da crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa.


A concessão, em nome da empresa JR Radiodifusão, é para o município de Água Branca, uma cidade de 20 mil habitantes no sertão de Alagoas. Lula enviou a mensagem ao Congresso na sexta, um dia após violento bate-boca, no plenário, entre Renan e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Renan nega ter influenciado a tramitação.


No site do Ministério das Comunicações, as informações sobre o andamento do processo são contraditórias. Consta que em 5 de março deste ano foi enviado à Presidência da República, onde não teria sido recebido, e voltou para a pasta.


Não há registro no sistema de consultas on-line do ministério sobre a data em que se deu a entrada na Presidência. Desde a Constituição de 1988, é obrigatória a aprovação das concessões e das renovações das concessões de radiodifusão pela Câmara e pelo Senado, e cabe ao presidente da República enviar os processos ao Congresso.


O senador não figura como acionista da JR Radiodifusão, mas sim seu filho, José Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici (AL). O principal acionista, Carlos Ricardo Santa Ritta, é assessor de Calheiros no Senado. Outro acionista, Ildefonso Tito Uchoa, também foi seu assessor no Senado.


Por causa da JR Radiodifusão, o mandato de Renan esteve em risco, em 2007. Ele foi acusado de ser dono da empresa por meio de laranjas e de quebra de decoro parlamentar. Sofreu processo no Conselho de Ética, mas foi absolvido pelo plenário do Senado.


Durante a investigação, o ex-senador e usineiro alagoano João Lyra afirmou ao corregedor do Senado que Calheiros era ‘sócio oculto’ das rádios. Quotas das emissoras foram pagas com cheques dele. O senador justificou os cheques dizendo que deu dinheiro para o filho se tornar sócio.


Licitação


A outorga da rádio em questão foi oferecida, em licitação pública, pelo Ministério das Comunicações, em 2001. A JR venceu a licitação, ao oferecer o maior preço, R$ 251 mil.


Na mesma licitação, ela comprou mais três concessões de rádio no interior de Alagoas: para os municípios de Joaquim Gomes, Murici e Porto Real do Colégio. O preço das licenças somou cerca de R$ 1 milhão.


Os processos das outras três rádios concluíram o trâmite burocrático e foram autorizados pelo Congresso em 2007. O próprio Renan Calheiros -na época presidente do Senado- assinou os decretos autorizando as licenças, que, no caso de rádios, são de dez anos renováveis. O da emissora em Água Branca empacou, pois a documentação estava incompleta.’


 


 


Folha de S. Paulo


Outro lado: Ministério diz que não houve ingerência


‘O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, disse que a crise no Senado não influenciou na decisão do governo de enviar o processo de autorização da rádio ao Congresso. ‘Foi um processo técnico, em que ganhou quem ofereceu preço maior pela licença.’ O senador Renan Calheiros disse que não influenciou na tramitação.’


 


 


Folha de S. Paulo


Sarney nomeia aliado para a Comunicação


‘O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), trocou ontem o comando da Diretoria de Comunicação da Casa e promoveu a volta de um antigo aliado ao posto: o jornalista Fernando César Mesquita, 70 anos, que implementou o sistema de comunicação do Senado que hoje conta com TV, rádio, internet e jornais.


A mudança ocorre no momento em que o Senado passa por sua maior crise. A oposição questionou Sarney levantando a hipótese de que a troca tem como objetivo promover um controle maior sobre os veículos de comunicação da Casa, levando-os a fazer uma cobertura sobre a crise administrativa mais favorável ao presidente.


O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), fez questão de abordar o assunto em plenário: ‘Presidente Sarney, a minha preocupação é com o que a mim é muito sagrado e imagino que seja sagrado a todos os senadores que honrem esta Casa: a preocupação com a liberdade de imprensa, com a isenção’.


Sarney respondeu que precisará fazer reformas na comunicação e que Mesquita é o mais indicado. ‘Vamos entrar com a Fundação Getúlio Vargas e com as reformas da TV digital, eu achei que ele era o melhor homem que podia comandar essa reforma neste momento de modificações tecnológicas.’


Mesquita vai ocupar o lugar de Ana Lúcia Novelli. Servidora de carreira, ela pediu para sair da Diretoria de Comunicação por discordar das mudanças administrativas a serem implementadas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). ‘Eu ainda não sei, mas haverá cortes em todas as áreas, inclusive na comunicação. É fato que nos últimos anos houve um inchaço’, afirmou Mesquita.


Aliado de Sarney há mais de 20 anos, Mesquita foi porta-voz do peemedebista na Presidência da República.’


 


 


AMEAÇA


Editorial


Censura judicial


‘A CENSURA imposta por um desembargador ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’ não é um ato isolado.. Decisões desse tipo, que introduzem um dispositivo expressamente vedado pela Constituição, banalizam-se de modo preocupante no país.


No dia 30 de julho, o magistrado Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu o jornal paulista de publicar fatos relacionados à chamada Operação Faktor, da Polícia Federal. O desembargador atendeu a um recurso da defesa de Fernando Sarney, investigado pela PF -o pedido de censura havia sido exemplarmente rechaçado na primeira instância.


A reportagem do jornal revelou o teor de diálogos envolvendo Fernando, sua filha e seu pai, José Sarney. Negociavam um cargo de confiança no Senado para o namorado da neta de José Sarney -nomeação mais tarde efetivada por um ato secreto.


A justificativa para a decretação da censura foi a de que a investigação da PF transcorria sob sigilo. Trata-se de um bom argumento para punir a autoridade ou a parte eventualmente responsável pelo vazamento da informação. Jamais poderia servir como pretexto, entretanto, para impedir jornalistas de veicularem informação de notório interesse público, como é o caso.


Esse último aspecto foi enfatizado pela Associação Mundial de Jornais e pelo Fórum Mundial de Editores anteontem, em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do Supremo, Gilmar Mendes, condenando a tutela sobre o diário paulista. A nota conjunta tampouco deixa de salientar a série de convenções internacionais afrontadas pela decisão do desembargador brasileiro, a começar da Declaração dos Direitos Humanos.


Primeira a ser atropelada no episódio, a Carta brasileira bane a censura prévia, e o faz imbuída de uma decantada sabedoria acerca da propensão, natural nos poderosos, para calar qualquer crítica. É em nome do direito da sociedade de ser informada que a Constituição finca um marco definitivo contra a censura.


É estranho que comecem a surgir do próprio Judiciário decisões que negam esse princípio.’


 


 


Folha de S. Paulo


Entidades enviam carta a Lula por causa de censura


‘A Associação Mundial de Jornais e o Fórum Mundial de Editores escreveram carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, para protestar contra a proibição judicial imposta ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’ em relação a investigação da Polícia Federal que envolve Fernando Sarney.


O texto, assinado pelo presidente da associação (WAN, em inglês), Gavin O’Reilly, e do fórum (WEF, em inglês), Xavier Vidal-Folch, ressalta ‘profunda preocupação’. As entidades lembram que ‘a medida judicial de proibir as reportagens se constitui um caso de censura prévia e é uma clara violação do direito de livre expressão’.


As duas entidades representam 18 mil publicações, 15 mil sites e mais de 3.000 companhias em 120 países.


Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é investigado na Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor), da PF, que corre sob segredo de Justiça. A proibição foi determinada pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça no Distrito Federal, no dia 31.


Fernando foi indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele nega as acusações.


As entidades pedem que Lula e Mendes façam ‘tudo o que estiver ao alcance’ para a decisão ser anulada e que ‘seja permitido à imprensa publicar livremente reportagens sobre os assuntos de interesse público’.


Lula não se manifestou. Na última semana, Mendes afirmou que não é possível dizer que há censura na decisão, por se tratar de um ato monocrático do juiz ao qual cabe recurso.’


 


 


TV CULTURA


Folha de S. Paulo


Greve faz emissora de TV sair do ar


‘A Fundação Padre Anchieta, administradora da TV Cultura e da Rádio Cultura, entra hoje com a ação para permitir o acesso de funcionários à emissora. A entrada do edifício foi fechada ontem pelos grevistas, parados desde anteontem. Com só dois funcionários na operação, a programação saiu do ar durante a madrugada. De noite, o jornal Metrópoles também não foi exibido.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Em ‘V’


‘Na manchete impressa do ‘Valor’, Brasil ‘vive terceira onda de investimentos’ dos ‘fabricantes mundiais’ de automóveis. Ela é estimada em US$ 15 bilhões ‘em plena crise global’. O gatilho foi o consumo interno, que levou o país do 10º ao 5º lugar em venda. Entre os novos atores, a chinesa Chery.


E o ‘Wall Street Journal’ publicou o gráfico acima, da venda de carros no Brasil, ao destacar que o setor ‘deixa a depressão na poeira’ por aqui. Abre dizendo que foi ‘recuperação tão imediata e tão espalhada que já se programa contratações e aumento da produção, em contraste completo com o resto do mundo’. Avalia que foi efeito do corte de impostos e juros.


PARCEIROS


Na home do ‘China Daily’, entrevista com o embaixador do Brasil sobre o pragmatismo comum aos dois países -e sobre a crise global como ‘oportunidade’ à ‘parceria crescente’


DOS EUA, MAIS DO MESMO


Mark Weisbrot, diretor do Center for Economic and Policy Research, de Washington, escreve no ‘New York Times’ o artigo ‘Mais do mesmo na América Latina’. Diz que ‘havia grandes esperanças na região quando Obama foi eleito, mas foram frustradas: o presidente manteve a política de Bush e em alguns casos piorou’.


O exemplo maior do ‘fracasso de Obama no hemisfério é a derrubada militar’ de Manuel Zelaya, em Honduras, que ele recebeu de modo ‘conflitante’, enquanto lobistas ligados a Bill Clinton defendiam o ‘golpe’.


Cita as bases na Colômbia e a 4ª Frota, para avisar que a reação é ‘leve’, pela torcida por Obama, ‘mas ele causa danos sérios às relações dos EUA com a América Latina e às perspectivas de democracia na região’.


NIGÉRIA E IRÃ, NÃO


O ‘Valor’ detalhou ontem que o assessor de Segurança Nacional de Obama, general Jim Jones, na reunião com o ministro de Energia e com o presidente da Petrobras, disse ‘abertamente desestimular a atuação da estatal no Irã’ e depois afirmou que ‘a Nigéria não tem ‘grande futuro’ e se tornará ‘ambiente perfeito’ para terroristas em dez anos’. Causou ‘constrangimento’.


O presidente da Nigéria veio ao Brasil dias antes e o do Irã vem até o fim do ano.


DECISÕES GLOBAIS


O Inter-American Dialogue de Washington discute a presença da Petrobras no Irã na nova edição de seu ‘Latin America Advisor’. Sublinha que a estratégia tradicional do Brasil, de relações externas pragmáticas, deve ser cada vez mais ‘questionada’, com a crescente presença do país no exterior. ‘O Brasil está no Conselho de Segurança nos próximos dois anos’, avisa o diretor da instituição, ‘e será difícil fugir de temas difíceis como o Irã nuclear’.


SANTA


Da Agência Brasil, com a foto, à manchete da Reuters Brasil, a senadora Marina Silva ocupou ontem as páginas iniciais com sua indecisão sobre trocar de legenda. No site da ‘Veja’, o blogueiro Reinaldo Azevedo, próximo do tucano José Serra, comentou:


‘Presidenta do Brasil? Para Marina, é falta de ambição! Ela é minha candidata a santa. Ah, sei, pode dividir o ‘campo da esquerda’, tirando votos de Dilma. Imaginem Marina presidente! Não tem jeito… Tem todo o jeitão de ser a Heloísa Helena da vez, só substituindo o discurso histérico pelo preservacionismo esotérico.’


AUDIÊNCIA


A notícia de Brasil com maior repercussão ontem pelo mundo, em despacho assinado por três correspondentes da Associated Press, foi a denúncia de que uma emissora de TV na Amazônia teria encomendado ‘ao menos cinco’ homicídios para dar o ‘furo’ de cobertura. No enunciado por toda parte, ‘Assassinatos por audiência? Policiais brasileiros suspeitam de âncora de televisão’.


‘SEMPRE O SAMBA’


Ontem na rede CBS, com eco por Huffington Post etc., o âncora perguntou à modelo Emanuela de Paula ‘o que têm as brasileiras’, tão belas. Surpresa, respondeu: ‘Não sei. A mistura, você sabe, de garotas loiras, negras, a mistura de tudo’. O âncora creditou ao samba’


 


 


TELEVISÃO


Daniel Castro


Associação acusa emissora de piratear filmes e seriados


‘representa grandes estúdios de Hollywood, está acusando a Rede Brasil de exibir seriados e filmes sem deter os direitos.


A Rede Brasil não tem nada a ver com a TV Brasil, a TV pública federal. É uma emissora que transmite em canais UHF em vários Estados e na internet. Na Grande SP, opera no 45 e no 59.


Exibe programas de Celso Russomano e Nei Gonçalves Dias. Em sua programação estão ‘M.A.S.H.’, ‘Arquivo X’, ‘Lois & Clark’, ‘Nova York contra o Crime’ e ‘A Ilha da Fantasia’, entre outras.


Na semana passada, a APCM notificou a Rede Brasil, a pedido da Fox, afirmando que o canal não tem ‘qualquer tipo de autorização’ para a veiculação de conteúdo do estúdio. Pediu a retirada das séries do ar.


A MPA (Motion Pictures Association), espécie de sindicato dos estúdios, também pediu à Rede Brasil explicações sobre a exibição de séries. Argumenta que nenhum estúdio tem contrato com a emissora e que só eles podem vender no Brasil.


Marcos Tolentino, presidente da Rede Brasil, diz que comprou os direitos dos filmes e seriados de empresas que representariam os estúdios no Brasil. À Folha, ele citou o nome de duas delas. Enviou extrato de contrato pelos direitos de ‘Roswell’. Nele, a brasileira E+ Entretenimento compra os direitos de uma empresa das Ilhas Virgens, paraíso fiscal. Cristiano Gomes, vice-presidente da E+, diz que fez uma parceria, cedendo os direitos da série à Rede Brasil. Sustenta que nunca teve problemas de direitos com seu fornecedor.


FÉRIAS 1


Menos de dois meses após retornar de descanso, a apresentadora Carla Vilhena, do ‘SP TV 1ª Edição’, tirou férias de novo. O telejornal está sendo apresentado por Chico Pinheiro e Mariana Godoy.


FÉRIAS 2


Nos bastidores da Globo de São Paulo, comenta-se que Carla não deve permanecer por muito mais tempo no ‘SP TV’, tanto que vem testando novos quadros e um programa de variedades. A Globo nega. Diz que ela apenas fracionou as férias.


SUSPENSÃO


O Ministério da Justiça suspendeu a reclassificação do ‘TV Fama’ (Rede TV!), de livre para impróprio para menores de 12 anos (20h).


SELVAGEM


O biólogo Richard Rasmussen, apresentador do quadro ‘Selvagem ao Extremo’, do ‘Domingo Espetacular’ (Record), está com um pé no SBT.


ASSIMILAÇÃO


A Globo ainda não digeriu a ideia de o Campeonato Brasileiro, a exemplo dos europeus, começar em agosto e terminar em junho. Está consultando federações estaduais e fazendo projeções de grade de programação a partir de 2011.


AGORA VAI


Globo e Telemundo anunciam em outubro, em feira em Cannes, o início das gravações (em novembro) de ‘El Clon’, a versão de ‘O Clone’ para o público hispânico dos EUA. A estreia será em janeiro.’


 


 


Folha de S. Paulo


Argentina vai ganhar canal estatal exclusivo para filmes


‘A Argentina terá um canal de TV estatal dedicado à divulgação da produção cinematográfica do país, sob a coordenação do Incaa (Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais), equivalente argentino da Ancine.


O anúncio foi feito pelo cineasta Tristán Bauer, que preside o Sistema Nacional de Meios [de Comunicação] Públicos, órgão governamental ligado à Presidência da República.


Bauer disse que o decreto que cria o canal está pronto e que sua estreia será ‘o mais breve possível’, com a exibição de filmes atuais, ‘uma vez que terminem sua exploração comercial’.


O anúncio foi feito anteontem, na entrega dos prêmios Cóndor de Plata aos melhores do cinema em 2008. ‘Aniceto’, de Leonardo Favio, levou nove troféus, incluindo melhor filme e diretor. ‘Tropa de Elite’, de José Padilha, foi o melhor filme ibero-americano.’


 


 


Lúcia Valentim Rodrigues


National Geographic se desdobrará em 4 canais


‘O National Geographic vai se desdobrar em quatro canais até março do ano que vem. A ideia é entrar com mais força em alguns nichos do mercado sobre natureza.


Além do canal tradicional, a Fox, que detém o controle sobre sua programação, prevê a estreia da versão Wild para dezembro. Nela, o foco estará na vida selvagem, com programas como ‘Expedição Jean-Michel Cousteau’ e ‘Vida no Ventre’, que já fazem parte da atual grade, mas vão migrar para o novo canal.


Novo conteúdo também está sendo comprado. O vice-presidente da Fox Latin American Channels no Brasil, Gustavo Leme, disse que ‘as estreias vão ser a base de sustentação do canal, embora também vamos reprisar coisas a que já temos direito’. O Wild vai explorar durante 24 horas do dia o que representa atualmente de 10% a 20% do que é exibido pelo National Geographic.


O Fox & Nat Geo HD, já no ar para quem tem o serviço na Net ou na Sky, concentra a programação em alta definição. Das 20h às 2h tem seriados em HD da Fox, como ‘24 Horas’ e ‘Os Simpsons’. Depois desse horário, a grade é formada por documentários da Nat Geo. A programação é pincelada a partir do que já está disponível nesse formato. ‘Ainda vai ter uma vida longa misturando os conteúdos dos dois canais. Ficará assim até decidirmos pela separação, mas isso deve demorar’, analisa Leme.


Pensado para o primeiro trimestre do ano que vem, o Adventure vai abordar o turismo aventureiro, baseado em relatos de viajantes de várias partes do mundo, principalmente se houver ligação com países exóticos ou então de vida silvestre abundante.


Para 2010, também será lançado o BemSimples, formato comprado da Argentina, que traz atrações voltadas ao ‘faça você mesmo’ em culinária, decoração e outras atividades do cotidiano das pessoas.


O vice-presidente Gustavo Leme não quis divulgar o total investido, por ser ‘a longo prazo e com muitas variáveis envolvidas’. Mas a Fox fechou o ano fiscal de 2009 com um crescimento de 38% em relação ao ano passado.


Ele acha que a crise econômica não foi sentida na área audiovisual, embora ainda haja um alto custo para as produções do National Geographic. ‘Mas foram coisas que não deixaram de ser filmadas até agora. Estamos acelerando. Queremos investir basicamente em alta definição, porque é um mercado que está com uma proposta muito agressiva por parte das operadoras [Net e Sky]. Acho que há muito a ser explorado.’


Por isso, a quase totalidade das novas séries dos canais da Fox está sendo captada já em HD. ‘Mental’ e ‘9MM: São Paulo’ foram feitas assim. ‘É também um jeito de fidelizar o público, que virá querendo mais do que o conteúdo da TV aberta’, avalia Leme.’


 


 


LIVROS


Marcos Strecker e Raquel Cozer


MinC propõe novo fundo do livro


‘No momento em que o número de livros vendidos ao consumidor chega ao auge nesta década, o setor editorial pressiona o governo para tentar reduzir o impacto da criação de um fundo setorial sobre o faturamento das empresas.


Estudo anual da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP), divulgado ontem, aponta que o número de exemplares vendidos ao mercado chegou a 211,5 milhões em 2008, superando os 200,7 milhões de 2000. De lá para cá, as vendas ao consumidor registraram grande queda até 2003, seguida de recuperação (leia ao lado).


Esse foi só um dos resultados positivos da pesquisa, encomendada pelo Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e pela CBL (Câmara Brasileira do Livro). O estudo mostra que houve evolução positiva em todos os segmentos. Os números, porém, referem-se a 2008, quando ainda não se podia medir o impacto da crise global sobre o setor editorial.


E é com base nesse último argumento que o setor questiona a volta à tona, há dois meses, de um assunto que estava em aberto desde 2004: a destinação de 1% da receita de editores, distribuidores e livreiros para o Fundo Pró-Leitura, idealizado para financiar programas de incentivo à leitura.


Em teoria, o setor deveria contribuir já a partir daquele momento, quando o governo isentou a cadeia do livro das contribuições federais PIS/Pasep e Cofins -a carga fiscal variava de 3,65% a 9,25%.


Mas o governo nunca chegou a dar formato ao fundo e as empresas passaram os últimos quatro anos e meio sem contribuir. O setor nesse meio tempo criou o Instituto Pró-Livro, com ações para fomentar a leitura a partir de contribuições voluntárias, que não chegam perto do 1% de sua receita.


Queda nos preços


O Snel afirma que a cobrança, neste momento, pode fragilizar o setor e levar a um aumento dos preços. Cita como argumento um dos resultados da pesquisa Fipe, segundo o qual o preço médio do livro (praticado pelas editoras às distribuidoras e livrarias) para o mercado variou de R$ 12,68 em 2004 para R$ 9,29 em 2008, descontando a inflação.


‘A desoneração deu um respiro ao mercado em 2004’, diz Sônia Jardim, vice-presidente da editora Record e presidente do Snel, que cita o aumento do mercado do livro de bolso, mais barato, como uma das consequências. ‘Até o governo se beneficiou, porque pode pagar preços ainda mais baixos aos editores. Essa taxa causará um impacto sobre o preço do livro.’


Fabiano Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura no Ministério da Cultura, afirma que não é um novo imposto. ‘Foi um compromisso social assumido pelo setor em 2004. Não adianta ter um mercado voltado a apenas 17% da população, que compra os livros. O fundo é necessário para fomentar a leitura’, diz.


Santos afirma também que o preço médio do livro ‘ainda é muito alto para as classes C, D e E’. No mês passado, o próprio presidente Lula entrou na briga. Afirmou, na cerimônia de lançamento do Vale Cultura, que o fim dos impostos não levou à queda dos preços.


Atualmente está em discussão no governo uma minuta de projeto de lei para instituir o Fundo Pró-Leitura.


O Snel argumenta que a criação de uma alíquota de 1% para cada um dos setores (editoras, distribuidoras e livrarias) cria um efeito cascata. Também reclama da falta de equilíbrio na gestão do fundo, que deveria ser paritário entre governo e sociedade civil. Para o Snel, a constituição do Comitê de Gestão do Fundo não é equilibrada e pode acabar sendo gerida pelo próprio Ministério da Cultura.


O economista Fábio Sá Earp, um dos maiores especialistas na área, foi contratado pelo Snel para calcular o impacto que a contribuição de 1% geraria. Ele não adianta cifras, mas aponta cálculos preliminares indicando que a queda média de preço, excluindo vendas ao governo, foi em 2005 de 8,3% (valores absolutos), como efeito da desoneração. Seu estudo deve ser utilizado na audiência que o ministro Juca Ferreira (Cultura) tem agendada na terça com as entidades.


A pesquisa Fipe identifica o que pode ser o surgimento de um novo canal -as igrejas. Essas instituições venderam mais de 3 milhões de exemplares, 1,43% do mercado. O porta a porta já responde por mais de 13% das vendas, contra 70% das livrarias e distribuidoras.’


 


 


INTERNET


Folha de S. Paulo


Rede debate os motivos do ataque ao Twitter


‘O ataque que o Twitter sofreu na semana passada levanta questões sobre a segurança na rede. Na última quinta-feira, o serviço de microblog, que conta com 44,5 milhões de usuários no mundo, segundo a consultoria comScore, ficou fora do ar ou instável por várias horas, devido a um ataque virtual de negação de serviço.


Nesse tipo de ataque, um grande número de computadores são apontados simultaneamente para o site da vítima, com o objetivo de derrubar servidores e seus serviços.


Facebook, LiveJournal e YouTube também apresentaram instabilidade.


Em post no blog oficial do Twitter, o cofundador Biz Stone escreveu que os ataques coordenados massivamente parecem ter motivação geopolítica. ‘No entanto, não pensamos que é adequado iniciar uma discussão sobre essas motivações especulativas. A livre troca de informações pode ter um impacto positivo em nível mundial, e o nosso trabalho é manter os serviços do Twitter correndo de forma confiável em nossa melhor capacidade.’


O Cnet News afirmou que um blogueiro da Geórgia, cujo nome de usuário é ‘Cyxymu’, teria sido o responsável pelo ataque de negação de serviço.


‘Foi um ataque simultâneo em uma série de propriedades para que sua voz [a do blogueiro] fosse ouvida. Estamos investigando a origem dos ataques e esperamos ser capazes de descobrir as pessoas envolvidas para tomar medidas contras elas’, disse Max Kelly, chefe de segurança do Facebook.


Roger Thompson, da AVG, afirmou que sites de redes sociais como Facebook e Twitter sempre são alvos de hackers e spammers. ‘O Twitter tornou-se uma referência para a cultura da internet tendo seus usuários sempre conectados, e há aquelas pessoas que têm como objetivo fragmentar o conceito do pensamento de 140 caracteres que essa rede social popularizou. Esse ataque pode ser uma reação por parte desses indivíduos’, disse.’


 


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 12 de agosto de 2009 


 


CONGRESSO


Leandro Colon


Sarney intervém na comunicação do Senado


‘Incomodado com as transmissões da TV Senado, o presidente José Sarney (PMDB-AP) decidiu nomear seu assessor e braço direito Fernando César Mesquita para dirigir a Comunicação Social da Casa. A decisão ocorre 12 dias após Fernando Sarney, filho do senador, conseguir uma liminar na Justiça para proibir o Estado de divulgar gravações feitas pela Polícia Federal com autorização judicial numa investigação contra ele.


A iniciativa de Sarney faz parte da estratégia para controlar a burocracia administrativa do Senado e ter o apoio da maioria dos servidores em meio ao desgaste político com senadores.


Ontem, o Estado revelou que o senador manteve as gratificações incorporadas aos salários de funcionários por meio de atos secretos. Agora, Sarney tenta evitar que facções de servidores contrárias a seu mandato na presidência tenham espaço na estrutura de comunicação da Casa.


Nas últimas duas semanas, Sarney reclamou com assessores da atuação da TV e da Rádio Senado. Na avaliação dele, as transmissões davam mais espaço às denúncias contra ele e brigas em plenário do que às medidas administrativas anunciadas para conter a crise.


Um primeiro movimento de reação começou na quinta-feira da semana passada. A TV Senado chegou a interromper, por alguns segundos, a transmissão do bate-boca entre Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Renan Calheiros (PMDB-AL). No lugar, botou um programa sobre saúde mental.


Mesquita foi avisado do novo cargo na segunda-feira. O setor de comunicação cuida também do Jornal do Senado, do site e da relação institucional com a imprensa.


Assessor parlamentar da presidência do Senado, ele substituirá Ana Lúcia Novelli, servidora de carreira, que estava no cargo desde 30 de abril. Mesquita trabalha com o senador há 25 anos. No governo Sarney, foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e governou o arquipélago de Fernando de Noronha, quando ainda era um território.


Atua no Senado também como articulador político. Em conversas reservadas, é uma das poucas pessoas que referem-se a Sarney como ‘Zé’. Mesquita já foi diretor de Comunicação do Senado na primeira gestão de Sarney.


Ontem, ele negou que sua nomeação seja uma intervenção de Sarney nas transmissões da TV e da Rádio Senado. Mas adotou o discurso de que, a partir de agora, haverá ‘isenção’. ‘Os critérios básicos são de isenção, lisura, total transparência, sem privilégios a quem quer que seja’, afirmou. ‘Agora, o que quero é que seja cumprido exatamente o que foi programado desde o começo: se um senador tem um espaço, o senador contrário tem de ter o mesmo espaço’, ressaltou.


O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), interpelou Sarney em plenário sobre o assunto. O presidente alegou ter trocado a diretoria de comunicação em razão da reforma administrativa que será efetuada após o estudo da Fundação Getúlio Vargas. Segundo Sarney, seu assessor é ‘o melhor homem que podia comandar essa reforma neste momento de modificações tecnológicas’. O senador negou insatisfação com o trabalho jornalístico dos órgãos do Senado.


É a segunda vez que Sarney troca de diretor da área desde que assumiu a presidência do Senado, em fevereiro. Elga Teixeira Lopes perdeu o cargo de diretora de comunicação após a revelação de que fez campanhas eleitorais – inclusive para a família Sarney – sem pedir licença do Senado.’


 


 


AMEAÇA


Roberto Almeida


‘Censura é um chamado para a cidadania’, diz CPJ


‘O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), entidade global em defesa do jornalismo e da liberdade de expressão, com sede em Nova York, nos Estados Unidos, tornou-se a 7ª organização internacional a condenar a censura ao Estado. Seu coordenador para a América Latina, Carlos Lauria, aposta em uma resposta da sociedade para o ‘absurdo’ da situação. ‘A censura é um importante chamado para a cidadania.’


Lauria conhece bem a situação da imprensa brasileira. Seus relatórios anuais são um termômetro da liberdade de expressão e de ataques a jornalistas no País. ‘São questões muito sérias porque afetam diretamente os brasileiros, não apenas os jornalistas, mas os cidadãos que deixam de conhecer informações importantes sobre a veracidade dos casos’, anota o coordenador do CPJ.


O Estado foi proibido, no dia 30 de julho, de divulgar informações referentes à Operação Faktor, conhecida como Boi Barrica, da Polícia Federal. Seu conteúdo traz diálogos entre Fernando Sarney e seu pai, o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), sobre loteamento de cargos no Senado por meio de atos secretos.


‘São acusações sérias sobre corrupção contra importantes figuras do Senado brasileiro. Este caso de censura evidentemente vai contra os princípios básicos da democracia, de debates de temas de interesse público’, afirma Lauria. ‘Quem precisa saber o que está acontecendo é quem votou – a favor ou contra os políticos. Quando há uma decisão que diz que não se pode mais publicar, deve-se criar uma sensação de indignação’, explica.


A liminar que censurou o Estado foi concedida pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ele é amigo íntimo da família Sarney, como comprova foto do casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado. Vieira, Sarney e Agaciel foram registrados no luxuoso evento, lado a lado.


O coordenador do CPJ acredita que a população precisa entender que, com a censura, seus direitos mais básicos foram violados. ‘Receber informação é um direito da sociedade, garantido na Constituição. É um direito humano básico. Para a qualidade da democracia, é importante que haja liberdade de expressão avançada, sem medo, sem temor’, alerta.


‘É um assunto muito delicado (a investigação sobre Fernando Sarney), e os cidadãos brasileiros precisam saber. É claramente um tema de interesse público, claramente um tema em que o Estado e os meios brasileiros devem investigar até as últimas consequências’, avisa.


O Estado pediu o afastamento do desembargador Vieira do caso no último dia 6, mas até o momento não houve resposta da corte, que tem até o dia 16 para emitir um parecer. É o próprio Vieira que irá julgar o recurso. Seu afastamento, chamado de exceção de suspeição, tem como base o laço entre Vieira e o clã Sarney.


‘Esperamos que o recurso, na corte que deve decidir sobre o tema, reverta o caso. É uma decisão absurda, que vai contra os princípios básicos da liberdade de expressão. Não tem discussão’, diz Lauria.


Segundo o coordenador do CPJ, o caso é mais um dos que reforçam o padrão de decisões judiciais contra o jornalismo brasileiro. ‘Meios de comunicação sempre são proibidos de cobrir casos de corrupção que envolvem funcionários públicos, políticos e empresários’, afirma.


VOZES


Ao condenar a censura ao Estado, o CPJ une-se a seis organizações internacionais que descreveram o caso como ‘inacreditável’. Anteontem, a Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF) enviaram carta conjunta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, pedindo ‘ação’.


Antes, Organização dos Estados Americanos (OEA), Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), Repórteres Sem Fronteiras, International Federation of Journalists (IFJ) e Artigo 19, entidades com representação em mais de 120 países, já haviam considerado a decisão um ‘retrocesso’, principalmente após a queda da Lei de Imprensa.


Todas concordam também que o Brasil continua com problemas com relação ao exercício da liberdade de imprensa e de expressão, além de lamentar casos de violência contra jornalistas. ‘Os profissionais de imprensa têm de alertar a todos que quem se beneficia do seu trabalho é a própria população’, ressalta Carlos Lauria.


‘Os jornalistas devem fazer ainda mais, para que em casos como este, não só o Estado, mas todos os meios do Brasil e organismos de imprensa condenem todo tipo de censura’, aconselha.


REPERCUSSÃO


Beatriz Segall


Atriz


‘É uma vergonha nacional, principalmente depois que ficou evidenciado que foi um juiz subjugado ao Sarney. O povo precisa tomar conhecimento’


Juca de Oliveira


Ator


‘Eu acho um absurdo. Nunca podia supor que iríamos experimentar a censura mais uma vez. Do ponto de vista político é uma regressão brutal’


Carla Pernambuco


Chef


‘A mídia está aí para fazer o seu papel. É totalmente sem sentido esse cala-te boca. Como vamos ficar sabendo? Tudo deve ser mais transparente’


Marco Antonio Teixeira


Cientista político


‘A censura é um violência contra o Estado Democrático de Direito.. Uma violação do direito à informação. Os dados foram obtidos dentro da legalidade’’


 


 


TRANSMISSÃO


Ariel Palacios


Argentina estatiza futebol


‘A Associação de Futebol Argentina (AFA) anunciou ontem à noite o rompimento do contrato de transmissão dos jogos de futebol com a empresa privada Televisão Satelital Codificada (TSC). ‘O vínculo entre a AFA e a empresa que comercializava os direitos terminou’, explicaram os porta-vozes da entidade após a reunião do comitê executivo. Com esta decisão, a AFA abre o caminho para a estatização das transmissões dos jogos, já que o governo da presidente Cristina Kirchner apresentou há poucos dias uma suculenta oferta para adquirir os direitos.


Desta forma, encerram-se abruptamente 18 anos de transmissão dos jogos pela TV a cabo, cujos direitos, neste período, estiveram nas mãos da TSC, sociedade formada entre a empresa Torneos y Competencias (TyC) e o Grupo Clarín.


Ernesto Cherquis Bialo, porta-voz da AFA, explicou que hoje a entidade iniciará negociações com companhias que estejam interessadas na compra dos direitos dos jogos. Bialo desmentiu um acordo pré-existente com o estatal canal 7 ou outro meio de comunicação.


No entanto, analistas destacaram que as declarações de Bialo não passam de formalidade, já que os presidentes dos clubes estão exultantes com a proposta realizada pelo ex-presidente Néstor Kirchner, que ofereceu à AFA e os clubes um total de US$ 156 milhões por ano pelo prazo de uma década. Desta forma, a AFA receberia US$ 1,56 bilhão desde este ano até 2019. O volume pactuado por Kirchner com o presidente da AFA, Julio Grondona, é amplamente superior ao pagamento anual realizado pela TyC, de US$ 69 milhões, cujo contrato tinha prazo até 2014.’


 


 


INTERNET


Efe


Royal Opera House cria obra pelo Twitter


‘A Royal Opera House de Londres apresentará uma ópera criada pelo Twitter, em que o usuário envia uma mensagem de até 140 caracteres que poderá ser incluída no roteiro da obra. A ópera terá partes da primeira cena divulgadas em setembro. O roteiro será coletivo e a música, composta por Helen Porter, inclui algumas peças populares, segundo Alison Duthie, responsável pelo projeto. A obra ainda não tem título e conta a história de um homem sequestrado por um grupo de pássaros, de acordo com o blog da Royal Opera House. Os interessados podem enviar suas frases para http://twitter.com/RoyalOperaHouse.’


 


 


TELEVISÃO


Alline Dauroiz


Barraco em coletiva


‘Barracos, trocas repentinas no elenco, informações desencontradas, atrasos… Começou agitada a nova minissérie de Aguinaldo Silva na Globo, Cinquentinha, que foi apresentada à imprensa anteontem, no Rio.


Por conta de uma reunião para decisão de elenco, o encontro com a imprensa começou com duas horas de atraso. Entre as mudanças: Tarcísio Meira, que seria o protagonista, deixou a produção sem explicações . Em seu lugar entrou José Wilker, que iria fazer o amante das ‘cinquentinhas’, missão que sobrou para Dalton Vigh.


O papel de um gay interesseiro ficou para Pierre Baitelli. A quarta cinquetinha não havia sido escolhida até então.


‘Essas trocas são normais’, disparou o diretor da produção, Wolf Maia, irritado. No entanto, o show ficou com Suzana Vieira, que bateu boca com o autor, com a assessoria da Globo, e se negou a dar entrevistas assim que leu na sinopse que sua personagem seria uma atriz com temperamento difícil e que perdeu o emprego. Detalhe: Aguinaldo comparou o temperamento das personagens ao das protagonistas. Mais tarde, Suzana atendeu a imprensa, mas longe de ser a miss simpatia do dia.’


 


 


AP


TV transmitirá show tributo a Jackson


‘O espetáculo de três horas em homenagem a Michael Jackson, que ocorrerá em Viena, na Áustria, no próximo mês, será transmitido para o mundo inteiro pela televisão. A informação foi divulgada pelo promotor do evento, Georg Kindel, que revelou ainda estar em negociações com emissoras pelos direitos da transmissão do show. Previsto para a segunda quinzena de setembro, o espetáculo contará com a participação de vários artistas interpretando de 15 a 20 grandes sucessos do cantor, que morreu no dia 25 de junho e ainda não foi enterrado. A lista dos participantes, no entanto, não foi divulgada pela organização.’


 


 


 


 


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