Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1062
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Mágica e ilusões de ótica

Por Celso Fernandes em 02/06/2009 na edição 540

Verdade seja dita! A mágica, ainda que não tenha perdido por completo sua magia na verdadeira arte de saber enganar, pois como disse o Grande Mago, na ordem de Merlin, que todo mundo gosta de ser enganado… Como ninguém quer descobrir o seu segredo, aonde é que devem estar concentrados os maiores vendedores de cartolas, hein? Vai arriscar? Com o Zagalo, que todo mundo já engoliu, é que não. Com o Dunga, menos ainda. Tem mais gente trabalhando em campo. E não se trata nada de nenhum ‘Fenômeno’, seguindo certos regimes, diga-se de passagem, emagrecedores. Ou como de outros menos fenomenais, com estrelas no peito, bonés empinados, camisetas neon, segurando no mole, pensando que é duro. É mágica. Pura ilusão de ótica até para os mais míopes e adeptos do bifocal ‘fundo de garrafa’, lentes verdes e aro prateado. Dou-lhe uma…

E como tirar coelhinho(a)s, pelas orelhas, com o auxílio das varinhas, ficou batido, não respondam nada agora, por favor. Continuem sentados e muito bem imantados em frente a essa nossa consagrada e não menos famosa ‘caixinha de surpresas’, que o show já começou. Lágrimas de Edmar ‘Castelinho’ Moreira, essas nem contam mais. Perdeu ibope. Pode reinar à vontade. Quanto aos demais da Casa, nem se fala. E embora todos temos obrigação de saber, como todos sabem… Haja lenços klinex e cotonete que cabe em tudo o quanto é lugar. E que Uma Noite no Museu 2, por aqui, vai ter repeteco em demasia. Mas nada de lanterninhas nas sessões de cinema porque causa muito pisca-pisca. Tudo bem?

O direito à preguiça

Resultado é que nem precisamos comprar ingresso ou enfiar outra coisa nas tomadas que não seja o de sempre – o dedo não vale, senão até o cabelo sobe mesmo sem o uso de spray ou do popular laquê vendido na casa do 1,99, mas que dá resultado até nos casos daqueles com vista pra todos os lados. ‘Eu falei carecas?’ Só não podemos esquecer também de ajoelhar em frente a imagem dos ‘santinhos’ distribuídos em épocas não muito distantes, ora se desculpando em frente aos nossos aparelhos televisivos, talvez dizendo no lá fundinho: ‘Se no princípio era apenas o verbo, ninguém duvidaria, no futuro, das miraculosas verbas.’

Ora, ora, ora, se o que era de indenizatório e de contribuições pessoais… Tudo isso viria em dobro através de novos truques sequer imaginados. E como dizem que agora vamos ter uma nova ‘geração de promessas’, isso tudo vai surgir, sim, como no tal passe… Dentre os outros camaradas que não sujaram tanto a ficha – ainda! – depois da disfarçada ‘dentadura’. Anote que o meu pivô passou pra lá de postiço e não gruda nem com aquela minha antiga ‘corega’ de classe. E ai de você querer passar da conta de um simples ‘meirinho’ (do latim majorinus) e cobiçar novos cargos com direito a insubordinação e horas extras não trabalhadas.

Ademais, vai que o Evo Morales entre numa daquelas sessões extras, resolva virar de direita e soltar o gás do riso pra animar a festa, hein! Contar uma boa piada, até mudinho conta! Mas contar a coisa além de duas, dá soneira no ouvinte. Pra esticar conversa como vossas excelências esticam, por enquanto não precisamos. Ou não escrevemos reto por linhas tortas no básico da receita: ‘Água, sal, açúcar, pimenta (não importa de qual reino) e a sopa de letrinhas que a Xuxa vendia de baciada.’ Depois é só engolir que a frase sai direitinho até em ondas curtas. Vai vendo, mas também vá lá! Por aqui a gente não só faz mágica, brinca com as varinhas, liga e desliga a telinha quando bem entende, implora pelo direito à preguiça, porém sem direito a imunidades (aliás, aonde estão elas?), nem verbas indenizatórias, cartões corporativos (aliás, aonde estão…), sessões extras, bolsas (sic) tamanho família, passagens aéreas (aliás, aonde…), importando ou não com aquele que disse que te representaria tão bem quando estivesse lá!

Tô de olho

Ruim ou menos pior sem eles, gastamos no verbo e tudo o que é de mais no futuro. Que depois da Era do Gelo, uma vez abençoados pela demanda do Amor Virtual (aliás, como é lindo…), caso a sua banda larga tenha pegado hoje, permaneça conectado porque ainda temos uma leve lembrança que um dia o José se fez Maria, a Maria se fez José, mas que mataram José e Maria antes do capítulo final.

Ops! Ia me esquecendo – acho que da minha santa malvadeza nessa embromação – por que é que no pastelão de Caras e Bocas todo mundo começa a comer pelas coxinhas, hã? Uhuuu! Se por hora quem anda comendo – e pintando o 7 – de verdade por lá é o macaco, a começar pelas tais coxinhas, bom, sinto muito em dizer que também pela minha simples mortalidade do ser… Com os olhos, eu bebo, sim, e vou vivendo é de olho na Flávia Alessandra na pele da Dafne. É. Tô de olho… Ponho dez mil na banca e não dou mais nem um tostão!

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Jornalista, poeta e escritor, autor de As duas faces de Laura, O Sedutor, Sonho de Poeta (Ed. Edicon), entre outros. Colunista de moda, cultura & TV

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