Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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ENTRE ASPAS >

Marta Suplicy lança site inspirado no Huffington Post

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 16/10/2009 na edição 559


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 16 de outubro de 2009


 


POLÍTICA NA REDE


José Alberto Bombig


Marta lança seu novo site inspirada em democratas


‘Sem se definir sobre a qual cargo concorrerá nas eleições de 2010, a ex-ministra Marta Suplicy (PT-SP) lança na próxima segunda-feira seu site na internet, inspirado na experiência da norte-americana Arianna Huffington, democrata que ajudou a alavancar a eleição do presidente Barack Obama.


O Huffington Post, sucesso na rede mundial de computadores, é uma espécie de blog ampliado -tem colunistas e trata de assuntos que vão além da política.


‘Vi que não havia nada semelhante no Brasil. Quero tratar de esporte a política. É claro que terá uma posição, um lado, mas pretendo ir além do partido’, diz Marta.


O nome do site será M Post (www.sigampost.com.br) e o único petista com vaga no conselho editorial será o ex-ministro Antonio Palocci, pré-candidato ao governo paulista com o apoio da ex-prefeita.


Marta disse estar bancando financeiramente o projeto, mas não revelou valores. Sua meta é buscar apoio privado.’


 


 


Roberto Madureira


Deputado sorteia DVD e televisão em seu Twitter


‘Um deputado estadual de Santa Catarina prometeu sortear um aparelho de DVD e uma TV entre seguidores de seu perfil no Twitter (serviço de microblog).


Há três semanas, Kennedy Nunes (PP) escreveu na página que faria o sorteio quando atingisse mil seguidores. Até ontem, tinha 477.


Nunes, que pretende concorrer à reeleição, disse que não leva vantagem ilegal com a promoção. ‘Várias pessoas de outros Estados passaram a me seguir e, por motivos óbvios, não votam em mim.’


Outro deputado do Estado, Jailson Lima (PT), anunciou que sorteará livros entre seus seguidores ‘como incentivo à cultura’. ‘Pedi um parecer para minha bancada e me foi passado que estava legal’, disse.


O juiz do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Santa Catarina Márcio Vicari acha difícil a iniciativa ser considerada crime eleitoral, a oito meses das eleições. ‘Mas podem ver propaganda eleitoral extemporânea ou abuso de poder econômico.’


O número de políticos no Twitter vem subindo – já há pelo menos 200 prefeitos, governadores, senadores, vereadores e deputados.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Quem vai pagar?


‘Para o ‘New York Times’, ‘a maior barreira ao acordo global sobre clima é como pagar por ele’. Fala em US$ 100 bilhões para ‘ajudar países em rápido desenvolvimento, como Índia e Brasil, a se converterem a tecnologias mais limpas conforme se industrializam’. Destaca o ‘principal negociador do Brasil’, Luiz Alberto Figueiredo, que adverte, diplomaticamente: ‘O nível de ambição no financiamento não está à altura da urgência que todos agora têm’.


‘A recessão afetou as carteiras’, diz o ‘NYT’, sobre ‘EUA e outros industrializados que certamente terão de contribuir’. A China avisa que não vai.


NO CONSELHO


Na manchete do G1, ‘Para Lula, Conselho de Segurança é fruta madura’, sobre a reforma do órgão.


E a eleição de ontem ecoou. A estatal Xinhua noticiou as ‘prioridades do Brasil’, Haiti, Guiné Bissau, Oriente Médio. A estatal Voice of America destacou a opinião do embaixador britânico, de que Brasil e Nigéria, outro eleito ontem na ONU, ‘carregam o peso de potência regional’ e tornam o órgão ‘ainda mais forte’.


O Council on Foreign Relations postou análise prevendo ‘problemas para os interesses dos EUA’, com menos parceiros. E ‘a presença de três aspirantes a permanentes’, Brasil, Nigéria e Japão, ‘renova pressões por reforma que reflita o alinhamento de poder no século 21’.


‘BRAZIL-ENVY’


Com a ilustração ‘Um lamento pelo México’ (acima), a ‘Economist’ diz que a ‘Inveja do Brasil predomina na outra grande economia da América Latina’


JUROS OU PALANQUE


De um lado, a ‘Economist’ compara México e Brasil, ponto por ponto, e observa que a inveja que nasceu com a exclusão dos Brics ‘nunca foi tão intensa’.


De outro, avisa que a retomada econômica traz dilemas ao governo brasileiro -e questiona as ambições eleitorais do presidente do Banco Central, dizendo que conflitam com uma eventual necessidade de elevar juros. Quanto ao sucessor, cita Luciano Coutinho.


GOOGLE MUNDO AFORA


Destaque on-line de ‘Wall Street Journal’ e ‘Financial Times’, o Google avalia que passou o pior da crise. O ‘WSJ’, em ‘live-blogging’, destacou que o presidente de Operações Globais, Nikesh Arora, ‘pela primeira vez’ ao lado do presidente Eric Schmidt na entrevista, declarou: ‘O Brasil foi excelente na América Latina. Começamos a ver sinais de reação na Europa, sobretudo Espanha. Na Ásia, a China teve forte desempenho’.


POR UM PEDAÇO


A ‘Economist’ deu reportagem exclusiva sobre a ‘luta pela GVT’, tele paranaense que demonstra como os ‘estrangeiros disputam um pedaço maior do mercado de telecoms do Brasil’.


GVT, O LEILÃO


E a Bloomberg noticiou ontem a ‘especulação’ de que a francesa Vivendi teria feito uma oferta maior do que a espanhola Telefônica pela GVT -e a mexicana Telmex ‘poderia entrar no leilão’.


SÃO PAULO & TELEFÔNICA


Dois dias depois da manchete do ‘Valor’ sobre o Plano Nacional de Banda Larga do governo Lula, o portal Terra, da Telefônica, destacou que ‘São Paulo lança programa de banda larga por até R$ 29’.


Na Folha Online, ‘Com Telefônica, governo de São Paulo lança banda larga popular’ (leia à pág. B5).


BRASIL INTERNACIONAL


Na home da Agência Brasil, ‘TV Brasil terá canal internacional’. Em anúncio no Itamaraty, a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Tereza Cruvinel, informou que a África será o primeiro continente a receber transmissões, no ano que vem, por ‘questão logística’. O chanceler Celso Amorim também falou.


O agência estatal ouve um brasileiro morador de Orlando, nos EUA, para quem ‘não dá para ficar refém das televisões comerciais brasileiras aqui’.


DICAS AO RIO


O londrino ‘Guardian’ postou texto irônico sobre o eventual filme de Woody Allen no Rio -que ofereceu US$ 2 milhões para a produção. Deu ‘dicas para que a cidade assegure um ‘Vicky Cristina Barcelona’ e não ‘Scoop’. Por exemplo, proibir que ele produza dois filmes, como em Londres’


 


 


MERCADO


Folha de S. Paulo


Globo vende jornal ‘Diário de S.Paulo’ para Traffic


‘As Organizações Globo decidiram vender o ‘Diário de S.Paulo’, quinto maior jornal em circulação no Estado de São Paulo, para o empresário José Hawilla, dono da Rede Bom Dia de jornais do interior de São Paulo e da Traffic, empresa de marketing esportivo. O valor do negócio não foi revelado.


A Rede Bom Dia tem nove jornais próprios e franqueados em Jundiaí, Bauru, Rio Preto, Fernandópolis, Marília e Catanduva, com circulação média somada de 16.918 exemplares diários no Estado de janeiro a agosto, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação).


A compra do ‘Diário’, que emprega 380 funcionários, deve marcar a entrada da rede na capital. O jornal tem circulação média de 59.230 exemplares no Estado, atrás de Folha (233.757), ‘O Estado de S.Paulo’ (199.295), ‘Agora’ (do grupo Folha, com 85.730) e ‘Lance’ (65.852).


Fundado em 1884, o então ‘Diário Popular’ foi comprado em 2001 pelo grupo Globo do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia por cerca de R$ 200 milhões. Único título do grupo carioca em São Paulo, a proposta era concorrer no Estado tanto com os jornais populares quanto com os de circulação nacional. Para isso, decidiu-se remover o ‘Popular’ e mudar o nome para ‘Diário de S.Paulo’. Diante da dificuldade para se reposicionar no mercado paulista, o jornal redefiniu seu padrão visual e editorial, e voltou-se de novo ao segmento popular em 2007.


Além dos jornais e da Traffic, J. Hawilla, como é conhecido, é dono da TV TEM, afiliada da Rede Globo em São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba. O empresário iniciou a carreira como jornalista esportivo e se tornou chefe de Esportes da TV Globo antes de se voltar para o marketing esportivo. Passou a ser o grande intermediador da transmissão de jogos pelas televisões.


Tinha acordo com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na década de 1990 pelo qual recebia percentual em todos os contratos de transmissão de jogos. Hoje, compra e vende direitos de jogadores de futebol que empresta a clubes. Só com jogadores movimentou dois fundos de R$ 40 milhões.


Em nota à equipe do ‘Diário’, o diretor-geral da Infoglobo, Paulo Novis, disse que a Traffic pretende usar o ‘Diário’ na ‘expansão territorial e ampliação da relevância’ da rede no mercado paulista. ‘[A venda] Está em linha com a estratégia da Infoglobo de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde é líder inconteste e ampliar seus investimentos em novos negócios analógicos e digitais’, afirmou Novis.’


 


 


INTERNET


Folha de S. Paulo


Google lucra US$ 1,64 bi no 3º trimestre


‘O Google registrou lucro de US$ 1,64 bilhão no terceiro trimestre. O resultado, recorde para o período, indica que o mercado publicitário voltado para a internet já se recupera depois de sentir os impactos da crise global.


No terceiro trimestre do ano passado, o Google lucrou US$ 1,29 bilhão.


Já a IBM anunciou ontem um lucro de US$ 3,2 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.’


 


 


TELEVISÃO


Rodrigo Russo


Argentina faz ação contra pirataria de TV paga na rede


‘Em uma operação no fim de setembro, autoridades em Buenos Aires desmontaram uma rede de retransmissão ilegal do sinal dos canais pagos HBO, Playboy TV, Venus e Private (os três últimos de conteúdo erótico) pela internet. Foi a primeira ação na Argentina contra este tipo de pirataria – sem registros similares no Brasil. O conteúdo era disponibilizado pela rede em pelo menos quatro endereços (um deles brasileiro, já indisponível).


Além da interrupção da transmissão e da apreensão dos computadores, as pessoas envolvidas respondem a um processo criminal. Emilio Rubio, presidente de distribuição e desenvolvimento de mídias da HBO Latin America, diz que o caso é interessante pelo ineditismo, mas que o principal problema que a empresa enfrenta ainda é o mercado de DVDs piratas, com preços equivalentes a US$1.


Para driblar a concorrência pirata, as empresas investem em distribuição de conteúdo nas novas mídias, mas essa estratégia ainda não está afinada. Buscando expansão, já que a internet tem maior público que os canais pagos, a HBO Latin America investe no desenvolvimento de um mercado legal de downloads pela rede, semelhante ao comércio de músicas.


Por outro lado, a rede quer aumentar participação no segmento de conteúdo para celular, um mercado ainda restrito. Não há contradição entre movimentos? ‘Tudo depende do público-alvo que desejamos’, responde Rubio, que prevê o lançamento das ações em um ‘futuro próximo’, mas em data ainda incerta.


‘DALVA’ RESPONDE


Dennis Carvalho, diretor da minissérie ‘Dalva’, da Globo, respondeu às críticas do cantor Pery Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira (personagem-título da série), de que falta diálogo com a emissora: ‘Já convidei o Pery várias vezes para assistir às gravações da minissérie. Ele, assim comotodos os filhos, são bem-vindos ao nosso set’.


CAMARINS DE GRIFE


No dia 4 de novembro acontece na nova sede da Rede TV! A inauguração de dez camarins e três salas VIPs (para espera de convidados). Os camarins, que não serão exclusivos para nenhum artista, foram feitos por dez arquitetos e decoradores, como Bya Barros, Brunete Fraccaroli e Sergio Athie.


FIM DE NOIVA…


Hoje é o último dia de gravações no Guarujá da novela ‘Vende-se umVéu de Noiva’, do SBT, que deve terminar em janeiro de 2010. A partir de segunda, a equipe do canal começa a trabalhar na produção da nova novela.


…COMEÇO DE AMOR


‘Uma Rosa com Amor’, de Tiago Santiago, deve estrear em fevereiro. Apesar de o SBT não confirmar, tudo indica que o trio de protagonistas será composto pelas atrizes Betty Faria, Carla Marins e Mônica Carvalho.


NO CASSETA


O ator Cauã Reymond grava no dia 20 participação no humorístico’ Casseta&Planeta’.’


 


 


LIVROS


Marcos Strecker


Feira de Frankfurt tem edição ‘econômica’


‘Por mais que os organizadores tentem aparentar normalidade, é senso comum que a 61ª Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, está mais econômica e modesta por conta dos efeitos da crise. As delegações internacionais estão enxutas, a oferta de títulos para editores diminuiu e o circuito ‘social’ encolheu.


Os dados oficiais indicam retração modesta. O número total de exibidores praticamente se manteve (7.314 em 2009, contra 7.373 em 2008), com o mesmo número de países participantes (cem). Mas as cifras não refletem o dia a dia dos negócios entre editoras, agentes e escritores. É voz corrente que a cautela dá o tom dos negócios.


Isso se reflete também na venda de títulos para editoras brasileiras, ainda que o otimismo com a recuperação do mercado nacional seja bem maior do que nos EUA e na Europa.


Segundo Roberto Feith, da Objetiva, com a retração vão sofrer mais os títulos ‘midlist’, aqueles que vendem bem, ‘mas não o suficiente para fazer o ano de uma editora’. Para ele, as editoras europeias tendem a reduzir lançamentos. Luciana Villas-Boas, diretora-editorial da Record, concorda que os títulos intermediários serão os mais afetados. Isso compreende obras de não ficção e literatura de qualidade.


Entre os best-sellers, no entanto, o mercado continua aquecido. O ‘título da feira’, que está causando frisson em Frankfurt, é a coletânea de diários, notas e cartas de Nelson Mandela. Trata-se de uma edição, ainda em preparação, que inclui toda a memória pessoal do líder antiapartheid.


Michael Jackson


Outro título que está sendo muito comentado é uma ‘graphic novel’ (história em quadrinhos de luxo) de Michael Jackson, que o astro pop teria escrito com Gotham Chopra (filho do autor de autoajuda Deepak Chopra), com ilustrações de Mukesh Singh. Intitulado ‘Faith’, teria como personagem um ícone pop chamado Gabriel Star e deve ser lançado nos EUA em junho de 2010.


Antes da feira, a editora portuguesa Leya, que acaba de estrear no Brasil, já havia comprado em leilão ‘The Shadow Effect’, de Deepak Chopra, por US$ 100 mil. Para Paulo Rocco, da editora Rocco, a disputa pelos best-sellers continua, ainda que a média dos preços negociados tenha caído.


O livro de Mandela já provoca corrida entre editores brasileiros, que tiveram nos últimos meses disputas ousadas por best-sellers. O maior exemplo é o leilão que movimentou as editoras na semana passada, a trilogia ‘A Discovery of Witches’ (uma descoberta de feiticeiras), de Deborah Harkness, que deve sair em 2011.


A Rocco venceu a disputa e pagou cerca de US$ 165 mil pelos direitos de publicação do primeiro volume. É uma cifra elevada, mesmo comparando com o US$ 1 milhão negociado para o mercado americano. A história: professora descobre um manuscrito de alquimia, vira feiticeira e tem romance com vampiro de 1.500 anos.


A Câmara Brasileira do Livro, que tem um stand em Frankfurt, fechou com a feira uma parceria para a realização de um encontro internacional em São Paulo, em março de 2010, para debater novas tecnologias. O evento será simultâneo ao 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 16 de outubro de 2009


 


POLÍTICA NA REDE


Clarissa Oliveira


Candidata, Marta lança portal na web


‘Candidata declarada para a eleição de 2010, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) aderiu à recente onda de ingresso dos políticos na internet. Dizendo querer ir além de um simples blog ou de redes sociais como o Twitter, a petista vai lançar na próxima segunda-feira um portal na web, que classifica como um ‘empreendimento empresarial’.


O projeto levará o nome de MPost e foi inspirado no Huffington Post, criado nos Estados Unidos, por Arianna Huffington. O site americano nasceu como um blog, mas se transformou progressivamente em portal de notícias, com colunas, conteúdo multimídia e blogs. Marta não revelou o investimento no projeto, mas não rejeitou o rótulo de ‘empresária da comunicação’. Considerou a possibilidade de gerar receita com o portal e disse que planeja, por exemplo, atrair anunciantes.


A petista costuma dizer que será candidata em 2010, faltando definir apenas a que cargo. Ela garantiu, entretanto, que o portal não foi pensado de olho na eleição. ‘Vi que precisava me comunicar mais.’ Suas posições, explicou, serão manifestadas ‘com cuidado’, em espaços opinativos. ‘Claro que tenho posições, mas todos os jornais têm posições’, disse, lembrando que não tratará apenas de política. Na lista de articulistas, está confirmado o deputado Antonio Palocci (PT-SP). Apoiado por Marta para o governo paulista, ele estará no conselho editorial, ao lado do escritor Marcelo Carneiro da Cunha.


EFEITO OBAMA


O lançamento ocorre em meio à adesão crescente de políticos à internet. Ontem, o assunto foi destaque de seminário que trouxe a São Paulo o estrategista americano Ben Self. Autor da campanha online que ajudou a eleger Barack Obama, ele firmou um contrato com o marqueteiro João Santana para atuar na campanha da ministra Dilma Rousseff. A consultoria custará menos de US$ 100 mil, segundo petistas.


Self esquivou-se do tema. ‘Nós respeitamos a privacidade dos nossos clientes.’ Mas afirmou ver no Brasil condições para uma campanha online vitoriosa. ‘Dizem que as pessoas aqui não gostam de ser voluntárias, não gostam de fazer doações, que não é como nos EUA. Não é que as pessoas aqui sejam menos generosas ou menos interessadas. Não lhes foi dada a oportunidade correta.’’


 


 


LIBERDADE DE IMPRENSA


Tarso Genro


Ato contra Estado é ‘discriminatório’


‘Recentemente, afirmei que não entendia como censura prévia a decisão do desembargador Dácio Vieira, do TJ-DF, que determinou a não-publicação de certas informações sobre o filho do presidente do Senado, José Sarney. Interpretei o ato como um exercício regular de jurisdição, que formalmente visava a proteger o patrimônio subjetivo – algo que toda pessoa tem o direito de reivindicar. Logo, fui apontado por alguns adversários políticos, levianamente, como defensor da censura.


Sustentei, inclusive pessoalmente para jornalistas do Estadão, que colocar a questão como ‘censura’, na minha opinião, era tecnicamente errado. Entendia que o ato judicial de interdição da informação tinha outro fundamento que o caracterizava: a precaução de defender o patrimônio subjetivo de um cidadão, defesa que não é destinada somente ao sr. Fernando Sarney, mas a qualquer indivíduo de qualquer classe, situação civil ou penal. Caberia ao Estadão rapidamente mostrar à Justiça que não haveria qualquer lesão irreparável ao patrimônio moral do sr. Fernando, até em função das demais matérias publicadas sobre o assunto em diversos veículos de comunicação.


Passados alguns dias desde minha declaração, tenho, agora, dois convencimentos: primeiro, que naquele momento – com as circunstâncias de fato e de direito ali emergentes – não se tratava, efetivamente, de ‘censura’; e, segundo, que tendo em vista todas as informações já divulgadas sobre aqueles episódios é possível dizer, agora, que o ato já se configura como uma censura discriminatória e unilateral contra o Estadão.


Esta conversão do ‘tipo’ de um ato jurisdicional é perfeitamente possível e, aliás, bastante recorrente. Poderíamos citar como exemplo a aceitação, pelo juiz, do exercício dilatório do direito de defesa (que se transforma em ‘má-fé’) ou o despacho judicial, ainda que tecnicamente regular, que visa a atrasar uma decisão judicial, para ajudar que um réu alcance a prescrição.


O Brasil goza da mais ampla liberdade de imprensa e assim deverá permanecer. O que não se pode esquecer é que a liberdade de imprensa convive com as demais liberdades e que ninguém, na democracia, ‘pode tudo’.


Assim como é possível corrigir, através do Poder Judiciário, difamações que, eventualmente, podem ser produzidas por profissionais irresponsáveis, seria possível mudar rapidamente o despacho que interditou as informações do Estadão, no caso a que nos referimos, pois a vedação da informação realmente não produziu as consequências que o despacho do desembargador pretendeu.


Como o despacho que pretendeu proteger direito individual se mostrou inconsequente, ele se transformou em censura. Coloca, agora, um órgão de imprensa em situação discriminatória em relação aos demais, até porque é reconhecido pelos tribunais que a divulgação de informações pela imprensa, mesmo aquelas obtidas ilegalmente, não constituem delito em nosso país.


Desta forma, a permanência do ato e não sua motivação originária é o que configura, neste caso, censura ao referido jornal. Até por que diversos outros órgãos já veicularam diversas informações a respeito do caso, sem que houvesse qualquer obstrução por parte do Poder Judiciário. A situação inclinou-se para um tratamento desigual e, portanto, não abrigado pelo ordenamento constitucional do País.


Por esses motivos, considero legítima a posição do jornal O Estado de S. Paulo, que visa tão somente a restabelecer, neste caso, o fundamento constitucional da igualdade perante a lei. Trata-se, sem sombra de dúvida, de uma questão do interesse de toda a sociedade brasileira.


* Tarso Genro é ministro da Justiça’


 


 


SUSTO


Reuters


Voo de balão mobiliza EUA


‘O suposto voo de um menino de seis anos em um balão de hélio desgovernado mobilizou ontem uma grande operação de resgate e afetou o tráfego aéreo do Colorado, centro dos Estados Unidos. Em um episódio transmitido ao vivo pelas principais rede de TV do país, o balão caseiro voou por duas horas até murchar e cair. Sem sinais da criança no artefato caído, muitos suspeitaram que


ele teria despencado durante o voo.


Mas Falcon Heene nunca saiu do chão. Após horas de procura, ele foi encontrado na garagem de casa, escondido dentro de um caixote. O garoto teria sido visto entrando no balão, construído por seus pais e guardado no quintal da casa, por um de seus irmãos mais velhos. Bob Licko, 65 anos, um vizinho da família, disse que estava saindo do casa quando percebeu uma agitação nos fundos


e viu um dos irmãos de Falcon com uma câmera. ‘Um dos garotos gritou que seu irmão estava no ar’, contou.


A Guarda Nacional enviou um helicóptero militar OH-58 Kiowa para o resgate.


Outra aeronave já se preparava para decolar. A ideia era lançar um cabo para capturar o balão ou tentar fazer algum soldado entrar no equipamento.


Pilotos de ultraleves também foram acionados; eles tentariam jogar pesos sobre o balão, para fazê-lo perder altitude.


Mas o artefato acabou murchando sozinho, o que o fez desacelerar e cair em um campo. Só que Falcon não estava lá. O balão voou de Fort Collins a Keenesburg, cerca de 90 quilômetros de distância, e chegou a uma altitude aproximada de 3 mil metros. Após a queda, o helicóptero militar passou a rastrear a rota do balão com infravermelho, em busca de sinais da queda do garoto.


Além da comoção pública, o episódio também causou transtornos no tráfego aéreo do Colorado. A Agência Federal de Aviação cancelou por 15 minutos as decolagens do aeroporto de Denver, um dos mais movimentados dos Estados Unidos.


Os controladores aéreos tiveram a função extra de desviar todos os voos na rota do balão. O balão era um ‘experimento científico’ dos pais da criança, Richard e Mayumi Heene. Os Heenes participaram duas vezes do reality show ‘Troca de Esposas’ da rede ABC. Eles foram retratados como cientistas amadores que se dedicavam a ‘procurar por alienígenas’ e pesquisar sobre tempestades.


O balão, prateado e em formato de disco voador, seria usado para colher dados durante alguma tempestade.’


 


 


MERCADO


Matías M. Molina


Jornais atraem novos investimentos


‘A compra do Diário de S. Paulo por J. Hawilla, dono do Grupo Traffic, é o mais recente exemplo do dinamismo da indústria brasileira de jornais. Esse mesmo empresário vem ampliando a penetração de sua rede de jornais diários Bom Dia, em franca expansão no interior do Estado de São Paulo, lançando novas edições em diferentes cidades.


Ainda nesta semana, o Valor Econômico informou que o grupo de Vitorio Medioli, dono de O Tempo e Super Notícia, de Belo Horizonte, pretende investir R$ 150 milhões na compra de mais jornais em Minas, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. A Tarde, de Salvador, estuda o lançamento de um jornal popular na Bahia, para enfrentar seu concorrente Correio, cuja circulação cresce rapidamente. Na semana passada, foi lançado um novo jornal de negócios, Brasil Econômico, para tentar ocupar o espaço deixado pelo fechamento da Gazeta Mercantil.


Uma das grandes surpresas positivas da imprensa foi o surgimento de um novo jornal popular em Manaus, Dez Minutos, cuja circulação quase triplicou de outubro do ano passado até agosto deste ano, chegando a 64,3 mil exemplares diários.


Outra indicação da vitalidade do meio é que o número de jornais diários em circulação no Brasil mais que dobrou em 20 anos, dos 288 publicados em 1988 para os 678 registrados em 2008 ? que foi o ano em que mais jornais se leram no Brasil: 8,5 milhões de cópias por dia.


Esse panorama contrasta com o declínio contínuo da circulação da imprensa diária na maioria dos países do Primeiro Mundo, especialmente nos Estados Unidos. E contradiz as constantes previsões que auguram o fim dos jornais.


Mas é prudente suspender qualquer manifestação de euforia. Como ocorreu com todos os outros negócios, o movimento ascendente dos jornais brasileiros foi bruscamente interrompido, no último trimestre do ano passado, como consequência da crise econômica global. A partir daquela data, tanto a circulação como a receita de publicidade entraram num processo de queda da qual só agora começam a se recuperar.


Ao contrário dos países desenvolvidos, onde a perda de leitores da imprensa diária é aparentemente inexorável, independentemente da situação da economia, no Brasil, assim como em outros países emergentes, a circulação dos jornais acompanha a evolução dos ciclos econômicos. Em épocas de crise, como aconteceu a partir do ano 2000, a venda de jornais cai, para depois recuperar-se em tempos de expansão, como também ocorreu a partir de 2004.


No Brasil, a retomada depois das crises tem sido bastante desigual. A maioria dos jornais não consegue recuperar todos os leitores perdidos durante a retração econômica, mas essa perda é mais do que compensada, no conjunto do setor, com o lançamento de novos diários, quase todos de cunho popular.


Também desta vez, o padrão de retomada da indústria parece repetir-se. O que significa que deve continuar crescendo o peso e a participação dos jornais populares dentro do setor, com um encolhimento das vendas dos diários tradicionais.


Isso não significa, porém, que os jornais formadores de opinião, de repercussão nacional ou regional, tenham perdido importância. Pelo contrário. Continuam influentes e participando de maneira decisiva da formação da agenda de debates e de prioridades do País. Dada a ausência de fortes agências nacionais de notícias no Brasil, comuns em outros países, os principais diários passaram a distribuir suas informações e suas principais colunas para a maioria dos outros jornais, que dependem deles para as informações de fora de seus Estados. E a difusão do seu conteúdo pela internet reforça sua relevância na sociedade. Além disso, em termos econômicos, os principais jornais entraram, desde meados da atual década, numa fase de invejável prosperidade. Mas para manter sua influência terão de evitar, no médio prazo, novas erosões em sua circulação.


A recente onda de lançamentos de diários populares pagos mostra que a indústria de jornais ? assim como outros setores da economia que passaram a dar atenção às classes C, D e E ? está descobrindo um vasto mercado que antes ignorava. A inesperada entrada de um novo jornal de economia indica confiança para investir no segmento oposto. Esses novos negócios e as ofertas para compra de jornais já existentes sugerem que as profecias sobre o fim da mídia impressa no Brasil são algo precipitadas.


* Matías M. Molina é autor do livro Os Melhores Jornais do Mundo’


 


 


Marili Ribeiro


J. Hawilla compra o ‘Diário de S. Paulo’


‘O jornal que nasceu abolicionista e republicano em outubro de 1884, quando São Paulo era apenas uma pequena província, sob o nome de Diário Popular e que, depois de mais de um século e diferentes proprietários foi rebatizado Diário de S. Paulo, mudou de mãos. O novo dono é o empresário e jornalista José Hawilla, que tem negócios na área de marketing esportivo, com a empresa Traffic, controla a TV Tem, afiliada da Rede Globo, e também a Rede Bom Dia, que edita jornais em cidades do interior de São Paulo.


Desde 2001, quando teve o nome trocado para Diário de S.Paulo, o jornal pertencia às Organizações Globo, companhia que controla a maior rede de empresas de comunicação do País, entre as quais a Rede Globo de televisão. O valor da operação não foi revelado. Mas, segundo estimativas, o valor pago ficou pouco acima de R$ 100 milhões – valor bem inferior ao pago pela própria Globo ao adquirir o jornal do ex-governador paulista Orestes Quércia, o penúltimo dono. Na época, os valores também não foram revelados, mas a compra foi avaliada em R$ 180 milhões.


Em comunicado divulgado no final da tarde de ontem, a Infoglobo, empresa que administra os produtos editoriais das Organizações Globo, informou que a decisão de venda foi motivada por uma proposta apresentada por J. Hawilla. A companhia da família Marinho, dona da Globo, mantém parceria há sete anos com o empresário por meio da TV Tem, que mantém quatro emissoras afiliadas da Globo que abrangem 318 cidades. Já a rede de jornais Bom Dia é composta por nove jornais diários que circulam em 100 cidades. As edições são preparadas nos municípios de Jundiaí, Bauru, Sorocaba e São José do Rio Preto e distribuídas por franquias em Osasco, região do ABC paulista, Marília, Catanduva e Fernandópolis. No total, a Rede Bom Dia atingiu tiragem de 19.171 exemplares em agosto deste ano, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC).


‘A Traffic reconhece o grande valor da marca Diário de S. Paulo e pretende utilizá-la, juntamente com os demais ativos, na expansão territorial e ampliação da relevância de sua rede no mercado paulista’, diz o comunicado. No mesmo documento, o diretor-geral da Infoglobo, Paulo Novis, diz que ‘a oportunidade da venda dos ativos relacionados ao título Diário de S. Paulo está em linha com a estratégia da empresa de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde é líder inconteste e ampliar investimentos em novos negócios analógicos e digitais’.


Com o Diário de S. Paulo, a rede de J. Hawilla chega à capital, onde não atuava e onde a disputa é bem mais acirrada. Executivos do meio publicitário e consultores do mercado dizem que o empresário tem intenção de alterar a atual linha editorial da publicação, hoje de cunho mais popular, para com isso ampliar seu público e concorrer com títulos tradicionais do mercado paulistano no segmento, como o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.


Hawilla confirma seu interesse em mexer no jornal, desde o design até o público-alvo, mas diz que não vai focar no público de maior poder aquisitivo. ‘Quero tornar o jornal competitivo, mas vai continuar sendo popular, embora um popular mais qualificado’, diz. Por enquanto, a equipe de 380 funcionários do jornal não deve ser alterada.


O empresário não estaria só motivado pelo bom momento vivido pelo setor jornalístico no Brasil, com novos títulos na praça, como o caso do recém-lançado Brasil Econômico. Hawilla faz questão de enfatizar: ‘Continuo acreditando em jornal impresso. Não acho que vai acabar. Não vai sofrer enfarte. Vai encontrar espaço em meio aos outros canais de comunicação.’


INSUCESSO


Na época da compra do Diário Popular, a Infoglobo, que detém os jornais O Globo e Extra, ambos no Rio de Janeiro, comunicou a intenção de atingir uma tiragem média de 300 mil exemplares com o jornal que, então, detinha uma tiragem média declarada de 125 mil exemplares. Mas não chegou nem perto disso. O último dado disponível do Instituto Verificador de Circulação (IVC) informa que o Diário de S. Paulo, em agosto de 2009, teve tiragem de 54.969 exemplares.’


 


 


INTERNET


Michelly Chaves Teixeira e Ana Paula Ribeiro


Banda larga popular chega em novembro


‘O serviço de banda larga popular chegará ao mercado paulista em 9 de novembro. Ontem, o governador de São Paulo, José Serra, assinou o decreto que isentou do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os pacotes de até R$ 29,80. A velocidade definida pelo decreto é de 200 quilobits por segundo (Kbps) a 1 megabit por segundo (1 Mbps).


‘Esse programa tem um potencial de atender 2,5 milhões de computadores’, afirmou Serra, durante o evento Futurecom. O número corresponde à soma dos PCs com acesso discado no Estado, que são 1,75 milhão, aos sem acesso nenhum, o restante. ‘Pelo menos a metade deles deve aderir.’ Segundo Serra, com a isenção do ICMS, até então de 25%, a população de baixa renda poderá economizar por mês cerca de R$ 20, já que os planos oferecidos pelas operadoras nessa velocidade, em torno de R$ 50, não devem ultrapassar os R$ 29,80 mensais.


A Telefônica já tem um pacote formatado, que lançará no começo do próximo mês. A velocidade é de 250 Kbps, e o pacote inclui modem, instalação e provedor. O consumo é ilimitado, sem cotas, e a cobrança será feita diretamente na conta telefônica. Segundo comunicado da empresa, o plano estará disponível para 501 cidades do Estado, correspondentes a 95% da população paulista.


Outras empresas ainda estudam o decreto. ‘Há dois anos, a Net já oferece um produto voltado para classes populares, o NetFone.com, que oferece internet, telefonia fixa e canais abertos de TV via cabo por R$ 39,90’, informou a Net, em comunicado.


O Estado de São Paulo arrecada cerca de R$ 534 milhões ao ano com o ICMS sobre a banda larga. Serra não mensurou o impacto da medida nos cofres públicos, já que não se sabe quantos usuários se valerão do benefício. ‘O impacto é nulo se for usuário novo e, se houver migração de plano, a perda deve ser moderada’, disse Serra.


Como o Conselho de Política Fazendária (Confaz) já aprovou a isenção tributária para este serviço, outros Estados podem adotar a mesma política de inclusão digital. Serra, no entanto, preferiu não comentar se outros governos adotarão a mesma medida. ‘Só sei que é um bom negócio’, afirmou. As empresas que aderirem ao plano só poderão reajustar preços mediante autorização do Estado.


Colaborou Renato Cruz’


 


 


LIVROS


Ubiratan Brasil


Vinda do livro digital é tema que atrai público em Frankfurt


‘O inglês Richard Charkin, diretor executivo da editora Bloomsbury, é um homem bonachão, que arranca gargalhadas com quase tudo o que fala. Ontem, porém, durante um encontro sobre o futuro do e-book (que atraiu o dobro de pessoas em relação à capacidade do espaço designado pelos organizadores da Feira de Frankfurt), ele conseguiu ser sério uma vez: ‘Neste Natal, duvido que alguém vá gostar de receber um livro eletrônico, preferindo ainda o formato no papel. Mas, não sei como será no próximo ano.’


Como era esperado, o livro digital atrai pequenas multidões quando é discutida sua vinda. E o encontro de ontem recebeu um upgrade com o anúncio da empresa Google, que planeja lançar uma loja online de livros eletrônicos de qualquer dispositivo com um navegador da Web, ameaçando o crescente mercado de leitores dominado pelo Kindle, da Amazon. O projeto pretende lançar edições no primeiro semestre do próximo ano, oferecendo inicialmente cerca de meio milhão de e-books em parceria com as editoras com as quais já negociou os direitos digitais. ‘Não estamos focados em apenas um tipo de suporte eletrônico’, disse Tom Turvey, diretor de Parcerias Estratégicas do Google, em uma coletiva de imprensa em Frankfurt.


O anúncio veio uma semana depois de a Amazon ter confirmado que vai liberar o uso do Kindle para mais de cem países além dos Estados Unidos, elevando sua posição de liderança em um mercado pequeno, mas de crescimento rápido, em que os seus concorrentes incluem o Sony Reader’s.


‘São decisões importantes, pois o consumidor ainda não sabe como escolher’, comentou Ronald Schild, diretor da empresa de marketing MVB, que participou do debate ao lado de Richard Charkin. Mas, ele acredita, a indecisão logo vai terminar. ‘Hoje, com nossa rotina dominada por aparelhos eletrônicos, as pessoas leem mais textos em meios eletrônicos do que em papel’, observou Andrew Savicas, vice-presidente da O’Reilly Media, editora norte-americana cujo fundador, Tom O’Reilly, cravou o termo Web 2.0. Os números confirmam uma leve transferência para o mercado editorial – segundo a empresa de pesquisas Forrester, cerca de 3 milhões de leitores digitais serão vendidos nos Estados Unidos, contra uma previsão inicial de um milhão, um aumento favorecido por preços mais baixos, variação no conteúdo e melhor distribuição.


O problema mais crucial continua sendo a discussão sobre direitos autorais. Contra as reclamações de que vai disponibilizar livros fora de catálogo mas cujos direitos ainda persistem, o Google rebateu, afirmando que a versão eletrônica abrirá novas possibilidades comerciais para a obra.


‘Esse assunto é o mais delicado nessa história’, comentou a agente literária Lúcia Riff ao Estado. Apesar de o mercado brasileiro ainda estar ligeiramente distante do mundo digital, ela contou que já acrescenta adendos aos contratos de seus autores (e ela edita escritores do naipe de Luis Fernando Verissimo) incluindo o formato e-book. ‘É preciso fazer uma adaptação, ainda com o mercado incerto.’’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


O Gugu? Não!


‘Estreou dias atrás a novela da vez: Gugu Liberato vai ou não ao Teleton? No ar na Record, nova casa do apresentador, e no SBT, sua ex-emissora, a trama gira em torno do convite feito pelo ex-patrão, Silvio Santos, para que Gugu participe da maratona televisiva promovida pelo SBT em prol da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), nos dias 23 e 24.


O SBT garante que convidou Gugu para participar da campanha, e ele topou, mas que depende de autorização da Record, que diz ter liberado seu casting para o evento.


O apresentador, que foi um dos âncoras da atração em anos anteriores, comprometeu-se com a nova casa a fazer participação relâmpago no Teleton, até para mostrar que ficou tudo bem entre ele e o SBT. Mas não teve jeito.


A Record, que até pouco tempo negava o convite feito a Gugu – o maior investimento da rede hoje -, não fala sobre o assunto. Faz bico e alega que o SBT não liberou seu cast para sua campanha em prol da Pestalozzi, promovida na Record. Diz que o convite foi feito por uma produtora de quinto escalão, e não pelo próprio Silvio, e que não passou pela direção da rede. Final infeliz à vista.’


 


 


 


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