Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

ENTRE ASPAS > SEXTA-FEIRA, 29/1

Morre, aos 91 anos, o escritor J.D. Salinger

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 29/01/2010 na edição 574


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


 


LITERATURA


Ubiratan Brasil


Morre J. D. Salinger, o arredio


‘No primeiro dia de janeiro, o escritor J. D. Salinger completou 91 anos sem grandes motivos para comemoração – afinal, em maio, ele fraturou o quadril mas conseguiu uma recuperação satisfatória. Por pouco tempo: sua saúde se deteriorou nos últimos dias e ontem, em Nova York, o agente literário Phyllis Wesberg anunciou que um dos maiores escritores do pós-guerra morrera de causas naturais. ‘Salinger não sofreu nenhum tipo de dor’, ressaltou Wesberg, encerrando com uma frase emblemática: ‘Ele ressaltava que vivia nesse mundo, mas que não fazia parte dele.’


Não se trata de uma frase de efeito. Afinal, o autor de O Apanhador no Campo de Centeio (1951), obra que introduziu uma voz completamente nova na escritura americana, e rapidamente se tornou um livro cult, um ritual de passagem para os intelectuais e os desiludidos, esse escritor, enfim, vivia recluso há mais de 50 anos na cidadezinha de Cornish, North Hampshire. Nenhum vizinho se atrevia a revelar alguma novidade sobre sua rotina e fotos da intimidade continuam sendo verdadeiras raridades.


Ainda é um mistério o motivo que o levou ao total isolamento da fama. Depois de O Apanhador, livro que Mark Chapman confessou ser sua leitura quando assassinou John Lennon em 1980, Salinger publicou Nove Estórias (1953) e foi aclamado pela crítica, surpresa com a forma com que ele desmontara a estrutura do conto. Em pouco tempo, tornou-se o ídolo da contracultura, que via em Holden Caulfield, personagem de O Apanhador, sua figura máxima – ainda hoje, as primeiras frases do livro (veja no trecho) exalam um poder de sedução incomparável.


Em meio a um momento de completa aclamação, porém, Salinger decidiu se calar. Sem motivo aparente. Mesmo assim, seus escritos continuaram sendo publicados. Franny e Zooey, uma coletânea de dois contos longos sobre a família Glass, saiu em 1961. Outros dois, Pra Cima com a Viga, Moçada e Seymour: Uma Introdução, formaram um mesmo volume, lançado em 1963. A última obra impressa de Salinger foi Hapworth 16, 1924, um conto que ocupou quase toda a edição de 19 de junho de 1965, da revista The New Yorker e que só voltou a público em 1997, quando Salinger permitiu que uma pequena editora, Orchises Press, publicasse uma edição de capa dura. Cinco anos mais tarde, no entanto, anulou o acordo.


Nos anos 1970, Salinger decidiu não mais dar entrevistas. Fechou o cerco na década seguinte ao buscar respaldo na Justiça para evitar que o crítico inglês Ian Hamilton citasse suas cartas em uma biografia. Incentivou, portanto, a obsessão dos curiosos literários em descobrir não apenas o que fazia o velho Salinger mas, principalmente, se escrevia algo ficcional. Qualquer pista, por menor que fosse, era valiosa.


Como a fornecida por Joyce Maynard, que foi viver com ele na década de 1970, quando estava com 18 anos – em um livro de memórias publicado em 1998, ela jurava ter visto prateleiras cheias de cadernos dedicados à família Glass e acreditava na existência de pelo menos dois novos romances trancados em um cofre. Nada, porém, foi confirmado.


‘Sinto uma paz maravilhosa com a decisão de não publicar meus escritos; é algo muito sereno’, disse ele em 1974, em uma repentina e inesperada entrevista que concedeu por telefone ao jornal The New York Times. ‘A edição de alguma obra representa uma terrível invasão em minha vida privada. Adoro escrever. Mas escrevo para mim, para meu próprio prazer.’


Inconformados com o silêncio, alguns admiradores decidiram continuar a obra de Salinger por conta própria. Um escritor sueco, Fredrik Colting, vulgo J. D. Califórnia, pretendia lançar nos Estados Unidos no ano passado o livro 60 Years Later: Coming Through the Rye, romance em que continuava a saga do lendário Holden Caulfield, agora um velho esquisito e solitário que foge de um asilo para ficar com sua amada irmã, Phoebe, uma viciada em drogas à beira da demência.


Por meio de seus advogados, Salinger conseguiu impedir a publicação e, se Colting pode se vangloriar de algum mérito, foi o de conseguir uma declaração do escritor: ‘Não há nada o que acrescentar a Holden. Leiam novamente o livro. Está tudo ali’.


Uma atitude coerente para quem escreveu os primeiros contos na Europa durante a 2ª Guerra Mundial (foi um dos soldados que desembarcaram na Normandia) e que considerava Ernest Hemingway e John Steinbeck escritores de segunda categoria – seu respeito limitava-se a Herman Melville.


Apesar de intocável como clássico, O Apanhador desperta hoje menos interesse entre os estudantes americanos – o número de venda dos exemplares continua satisfatório (o total, no mundo inteiro, segundo editores americanos, chega a 65 milhões de exemplares vendidos), mas a curva vem decrescendo ao longo dos anos. No Brasil, os direitos da obra de Salinger pertencem, desde 1965, à editora do Autor (fundada por Walter Acosta, Fernando Sabino e Rubem Braga).


Ainda que a reputação de Holden Caulfield como exemplo perfeito do rebelde sem causa esteja arranhada, sua história tornou-se marco da cultura moderna, influenciando decisivamente a canção pop, de Pearl Jam a Eddie Vedder.


Eles falam de Salinger


Ruth Rocha


Escritora


‘Ele foi um autor muito importante porque conseguiu chegar perto dos adolescentes. Ao fazer seu romance com muita espontaneidade, de forma muito automática, ele conseguiu aquele ritmo, o que deu a ele um sucesso incrível. Eu não tenho muito para falar sobre ele porque li seu romance há muitos anos e não era mais adolescente. Ou seja: não sofri aquele impacto’


Fausto Fawcett


Músico e escritor


‘Eu gosto da mitologia que ficou cravada a partir da narrativa do livro O Apanhador no Campo de Centeio, ligada à estranheza do adolescente, da juventude americana. Passei a vida inteira ouvindo falar do livro, o que criou esse fascínio pela mitologia, muito mais do que pelo conteúdo do livro’


Jorge Mautner


Músico, filósofo e escritor


‘O livro dele influenciou muita gente. É meio zen-budista, e isso marcou muito. O zen já aparecia no existencialismo e no movimento beat, mas ele deu uma forma tipicamente norte-americana a essa leitura e criou um certo mito em torno dele próprio. Esse livro andava de mão em mão nos anos 60’


Marçal Aquino


Escritor


‘Ao contrário da maioria, gosto do Salinger contista. Devo ser um dos pouquíssimos leitores, escritores ou não, que não curtem O Apanhador no Campo de Centeio, talvez por tê-lo lido tardiamente, quando já tinha 20 e pouco anos. E, no fundo, acho uma lástima que esse livro seja tão cultuado a ponto de praticamente impedir que as pessoas conheçam outras obras de Salinger, como o esplêndido Nove Estórias, que mostra que ele foi um dos grandes mestres da narrativa curta’


Ferreira Gullar


Poeta


‘Eu li há tantos anos O Apanhador, nem lembro mais. Não tenho a menor ideia do que dizer. Prefiro não me manifestar’


Pedro Correa do Lago


Livreiro, colecionador, editor e autor


‘Todo mundo leu O Apanhador no Campo de Centeio, cuja primeira tradução, do Jório Dauster, é primorosa. Eu não gosto do título, que é uma tradução literal. Não me identifico muito com o livro, mas é claro que havia ali preocupações universais de adolescentes’


Eles falam de Salinger


James Stern, The New York Times, 1951


‘Este Salinger, este é um contista. E ele sabe como escrever sobre os jovens. Mas este livro, no entanto, é muito longo. Torna-se um tanto monótono. E ele devia ter cortado muito sobre estes imbecis e tudo sobre aquela escola degradada. Eles me deprimem. Eles realmente me deprimem’


Otto Maria Carpeaux, O Estado de S.Paulo, 1958


‘O romance inteiro é um monólogo interior, um meio para radiografar a alma do adolescente. A primeira possibilidade de interpretação é psicológica. Os acontecimentos, os ambientes, os personagens em torno de Holden Caulfield não têm existência real; ao contrário, são deliberadamente ‘desrealizados’


John Updike, NYT, 1961


‘Poucos escritores desde Joyce poderiam se arriscar a usar tamanha riqueza de palavras sobre eventos que são puramente interiores e ações puramente verbais. A convicção de Salinger de que nossas vidas interiores são muito importantes o qualifica de forma peculiar para entoar a voz de uma América onde, para a maioria de nós, parece que há pouco a ser feito e muito a ser sentido’


Ruben Teixeira Scavone, O Estado, 1967


‘Salinger não surge apenas como um dos poucos romancistas do segundo pós-guerra a se preocuparem com as reações do homem ante certo sentimento superior que poderia ser traduzido como a necessidade de exaurir-se na procura racional de Deus, sem o qual o acidente humano não seria possível’


As primeiras linhas


Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse e toda essa lengalenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso. Em primeiro lugar, esse negócio me chateia e, além disso, meus pais teriam um troço se eu contasse qualquer coisa íntima sobre eles. São um bocado sensíveis a esse tipo de coisa, principalmente meu pai. Não é que eles sejam ruins – não é isso que estou dizendo -, mas são sensíveis pra burro. E, afinal de contas, não vou contar toda a droga da minha autobiografia nem nada. Só vou contar esse negócio de doido que me aconteceu no último Natal, pouco antes de sofrer um esgotamento e me mandarem para aqui, onde estou me recuperando.’


 


 


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Kelly Lima e Marili Ribeiro


Licitação da Petrobrás sob suspeita


‘O vazamento antecipado de informações sigilosas colocou sob suspeita a licitação para a escolha das agências publicitárias da Petrobrás, maior contrato de uma empresa pública no País, em torno dos R$ 250 milhões. Os nomes das três primeiras colocadas na primeira etapa da licitação, as agências Heads, Quê e Dentsu, foram publicados no site Propaganda & Marketing às 11h51 de ontem, mais de duas horas antes da abertura dos envelopes com as propostas, marcada para às 14 horas.


O episódio cercou o processo de desconfiança, gerando muitas críticas de membros das outras empresas concorrentes, que tiveram pontuação menor e podem pedir a suspensão da licitação. Em comunicado distribuído na noite de ontem, a Petrobrás informou que a concorrência seguirá seu curso normal, com a etapa seguinte: a avaliação da capacidade de atendimento das companhias concorrentes e a proposta comercial. Nessa primeira etapa, que vale 70 pontos, foram avaliadas as propostas técnicas. Na próxima estão em disputa os 30 pontos restantes.


Foram 18 agências que concorreram e os melhores resultados na etapa foram da Heads (60,9 pontos), Dentsu (55,7) e Quê (54,6). As duas primeiras já têm a conta da estatal e lutam pela renovação. A japonesa Dentsu, segundo publicitários, não tem endereço no Rio, o que poderia torná-la irregular pelas exigências do edital.


Fonte da Petrobrás diz que ‘não havia a menor possibilidade de o site ter conhecimento dos nomes das empresas vencedoras do processo antes da abertura das propostas’. Isso porque os nomes ficariam desconhecidos da comissão de licitação até a abertura dos envelopes na sessão pública de ontem à tarde. As propostas são analisadas em envelopes numerados. Para alguns publicitários, isso pode indicar um jogo de cartas marcadas. Em tese, tanto a comissão técnica como as 18 agências envolvidas no processo de licitação teriam acesso à informação sobre a primeira etapa do processo de concorrência somente ontem à tarde.


‘Não foi uma questão de vazamento de informação’, diz um dos participantes. ‘Os envelopes estavam lacrados. Logo, ou o jornalista deu uma sorte enorme ao chutar com tanta precisão, ou as agências que deveriam ganhar a concorrência tinham seus números de identificação conhecidos e obtiveram as melhores notas.’ As agências pediram à comissão de licitação que constasse em ata que o resultado havia sido divulgado antecipadamente pela imprensa.


Na nota publicada no site não há referências às notas atingidas: ‘As três agências, segundo fonte do propmark que acompanha o processo de perto, foram as mais bem pontuadas na etapa técnica da licitação encerrada na última quarta-feira.’ A editora Referência, dona do site, informou que as agências teriam recebido da Petrobrás, individualmente, as notas técnicas atingidas. Agências consultadas dizem que não conheciam sua pontuação.


‘Se é verdade que isso aconteceu, é inaceitável, e a Petrobrás deve sim proceder o cancelamento dessa concorrência e fazer um novo processo de licitação’, diz Sergio Amado, presidente do Grupo Ogilvy no Brasil.’


 


 


INTERNET


Google e YouTube versão chinesa


‘Apareceram na China sites imitando o Google e o YouTube, num momento em que o país sofre ameaças do Google verdadeiro envolvendo suas operações locais. A cópia chinesa YouTubecn.com oferece vídeos do YouTube verdadeiro, que é propriedade do Google e foi bloqueado na China. O site imitador do Google é o Goojje e traz um apelo para a empresa americana para deixar a China, depois de ela ameaçar sair do país por causa de uma disputa envolvendo censura na Internet e ataques de piratas contra o site. Os dois clones apareceram um dia depois do outro, em meados de janeiro, logo depois que o Google ameaçou deixar o país.


‘Que reação ter nesses casos? Nos EUA, você entra com um processo. Na China, nada se pode fazer, a menos que eles estejam de fato prejudicando a marca’, disse T.R. Harrington, diretor executivo da Darwin Marketing, sediada na China.


Os dois sites ainda funcionavam na quarta-feira. Não se sabe ao certo o que as autoridades chinesas farão a respeito. A National Copyright Administration, da China, tem agido com rigor contra sites que funcionam ilegalmente e este mês publicou um código de ética, mas no seu site não se viu nenhum comunicado sobre essas novas imitações. Quanto ao Google, poucos comentários. ‘A única coisa que posso dizer no momento é que não somos associados’, disse a porta-voz da empresa Jessica Powell. A China é famosa pelos produtos pirateados, mas é a primeira vez que sites conhecidos são copiados dessa forma.


‘Fiz isso a título de serviço público’, disse, por e-mail, o fundador do clone do YouTube, Li Senhe, ao Christian Science Monitor. Vídeos sobre tumultos sociais na China podem ser encontrados no website, que é em língua inglesa. O YouTube real foi bloqueado na China em 2008, por causa de vídeos dos protestos tibetanos. O outro site, Goojje, é um motor de busca que seria mais uma combinação do Google e o seu principal concorrente chinês, o Baidu. ‘Falando claramente, o Goojje não é um motor de busca, mas uma plataforma para encontrar amigos’, disse um dos fundadores , Xiao Xuan, ao Henan Business Daily.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


BBB lidera buscas


‘Twitteiros, blogueiros, personalidades pops na Web… É, a tática de Boninho para fazer o BBB 10, da Globo, bombar na internet até que deu certo. Segundo um levantamento do buscador Google, enquanto o interesse em A Fazenda 2 despenca, as buscas por informações do BBB10 só crescem.


A pesquisa aponta que há 30 dias, no fim de dezembro, antes do reality da Globo estrear, as buscas pela sigla BBB estavam três vezes maiores que as buscas por A Fazenda. O mesmo levantamento mostra que o maior número de pesquisas sobre o confinamento da Globo vieram de internautas da Paraíba e do Maranhão, enquanto o interesse maior por A Fazenda veio de Goiás.


No levantamento dos últimos sete dias, a disparidade entre os dois realities aumenta. As pesquisas envolvendo o BBB 10 no Google são sete vezes maiores que as buscas pelos fazendeiros famosos.


O mais curioso é o teor das pesquisas. O líder em buscas envolvendo o reality da Globo é o BBB Michel, que engatou um romance na casa com a colega Tessália. O segundo lugar? A pobre ‘namorada do Michel’ – traída em rede nacional – e que nem confinada está.’


 


 


Entre-linhas


‘Martelo batido: Britto Jr. não voltará mais ao Hoje em Dia, da Record. A vaga será de vez de Celso Zucatelli. Já Britto, assim que ninguém mais aguentar A Fazenda, será aproveitado em outros projetos na rede.


Alguém se lembra de Débora Nascimento, a Andréa Bijou de Duas Caras, em Viver a Vida, da Globo? Pois é. A morena, que não passa despercebida, participou da coletiva da novela falando que o papel era um ‘presente para ela’, está nos créditos da abertura, mas até agora, nada.


A Globo diz que Débora fez uma ponta no casamento da Helena (Taís Araújo) com Marcos (José Mayer) – alguém viu? – e está à disposição da trama.


Imagine Angélica em uma cena de O Exorcista ou do Bebê de Rosemary. Pois o mestre do horror nacional, Zé do Caixão, vai participar do Estrelas, da Globo, em uma brincadeira do gênero com a apresentadora.


Nem sinal de Geraldo Luiz e seu novo programa na Record.


1 Contra 100, de Roberto Justus, registrou anteontem no SBT uma de suas melhores médias de audiência: 9 pontos.


Bela, a Feia e A Fazenda também se superaram na Record: registraram 14 pontos e 16 pontos de ibope respectivamente.


Depende exclusivamente da Volkswagen, patrocinadora da atração, a sobrevida do Zero Bala na Band.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


 


LITERATURA


Marcos Strecker


Aos 91 anos, morre escritor J.D. Salinger


‘Morreu anteontem J.D. Salinger, 91, um dos grandes mitos da literatura do século 20, autor do célebre ‘O Apanhador no Campo de Centeio’ (1951). Morava recluso há décadas. Vivia em Cornish, uma pequena cidade de menos de mil habitantes em New Hampshire (Estados Unidos).


Desde 1965 não publicava novas histórias. A morte, de causas naturais, foi anunciada ontem por seus agentes.


A aversão à exposição pública fez crescer o mito de Salinger ao longo dos anos, uma reclusão compartilhada por outros mitos da literatura americana, como Thomas Pynchon.


Jerome David Salinger nasceu em 1º de janeiro de 1919. Sua vida era cercada de mistérios. Teria sido casado por alguns meses nos anos 50 com uma alemã. Em 1955 casou-se com Claire Douglas, que é a mãe de seus dois filhos -Margaret e Matthew. Os dois se separaram em 1967. Mas a vida nem sempre foi sigilosa. Nos anos 90, uma ex-namorada, Joyce Maynard, expôs a vida do autor em ‘Abandonada no Campo de Centeio’ (Geração). Os dois teriam tido um romance nos anos 70, quando ela tinha 18 anos e ele, mais de 50.


Em 2000, sua filha lançou ‘Dream Catcher- A Memoir’, relatando detalhes da sua vida.


Uma de suas últimas manifestações públicas foi em 1974, em entrevista ao ‘New York Times’. Na ocasião, disse que ‘publicar é uma terrível invasão da minha privacidade’.


Mas o exotismo é apenas uma faceta para um autor que moldou a literatura do pós-Guerra. ‘O Apanhador no Campo de Centeio’ (Editora do Autor) tornou-se um best-seller instantâneo desde que foi lançado, em 1951. Virou a bíblia dos adolescentes.


O livro retrata Holden Caulfield, um rebelde expulso da escola que encarnava a alienação, a inocência e a fantasia. A obra lida com a afirmação juvenil e teve como contraponto o conformismo no pós-Guerra. Abriu caminho para a contracultura e para o elogio dos rebeldes.


A mitologia em torno do autor cresceu quando se divulgou que o assassino de John Lennon, Mark Chapman, carregava ‘O Apanhador’ no dia em que cometeu o crime, em 1980.


Sua curta bibliografia inclui ‘Franny e Zooey’ (Editora do Autor), de 1961, que reúne duas histórias longas sobre a saga da família Glass, núcleo que também inspirou ‘Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira & Seymour, Uma Apresentação’, de 1963 (publicado pela L&PM, trad. Jorio Dauster).


Já ‘Nove Estórias’, de 1953, teria influenciado nomes como Philip Roth e John Updike. Para muitos, essa coletânea (Ed. do Autor) era sua maior obra.


A última história do autor a aparecer foi ‘Hapworth 16, 1924’, publicada em 1965 na revista ‘New Yorker’.


O autor voltou aos noticiários em julho, quando conseguiu na Justiça a proibição da publicação de ‘60 Years Later’ (60 anos depois), continuação não autorizada de ‘O Apanhador’. O sueco Fredrik Colting usou um pseudônimo e retratou o personagem do livro 60 anos mais velho.’


 


 


CONCESSÃO


Elvira Lobato


Gafe revela apadrinhamento de TV


‘Uma falha do Ministério das Comunicações revela que o apadrinhamento político para a aprovação dos pedidos de concessão de rádio e TV está ativo no governo Lula.


A Fundação Núcleo Cultural Bento Gonçalvense, do Rio Grande do Sul, obteve, no início do mês, uma concessão de TV educativa em Bento Gonçalves, com apadrinhamento do deputado federal gaúcho Mendes Ribeiro Filho, do PMDB, colega de partido do ministro das Comunicações, Hélio Costa.


A ação do parlamentar foi revelada por erro da burocracia do Ministério das Comunicações. Em vez de digitar, no sistema para consulta on-line do andamento dos processos, o nome da fundação como beneficiária da TV, os técnicos registraram o nome do deputado.


Confrontado com os fatos, Ribeiro confirmou que age para acelerar processos de concessão de emissoras educativas de seu Estado. ‘O Hélio Costa endureceu para aprovar outorgas de radiodifusão. Fui procurado muitas vezes porque ele aumentava as exigências de vinculação com universidades para aprovar [as outorgas]’, disse.


Ele afirmou não ver problema no apadrinhamento político de pedidos de emissoras educativas que não tenham o lucro por objetivo. ‘Não sou parente, não sou amigo [dos dirigentes da fundação que pleiteou a concessão] nem tenho interesse econômico na causa. Como interessa ao Rio Grande do Sul, eu peço’, justificou.


A interferência de deputados e de senadores no processo de concessões é comentada, veladamente, no setor, mas sua documentação é coisa inédita.


A reportagem da Folha obteve a comprovação do caso gaúcho por iniciativa própria. No dia 6 de janeiro, o Diário Oficial da União publicou o decreto legislativo que aprovou a concessão do canal de TV educativa à fundação de Bento Gonçalves.


Assinado pelo presidente do Senado, José Sarney, o decreto legislativo informa que o processo de outorga tramitou no Ministério das Comunicações com o número 53000.002668/2003. Bastou consultar o andamento do processo na página do ministério, na internet, para a reportagem chegar ao deputado.


Os beneficiários das concessões de rádio e de televisão educativas no país são escolhidos pelo Executivo, enquanto as concessões de emissoras comerciais passaram a ser vendidas em licitações públicas a partir de 1997. Em ambos os casos, o Executivo submete os processos à aprovação do Congresso Nacional.


A Fundação Núcleo Cultural Bento Gonçalvense ainda não tem sequer sede própria. Para pedir a concessão da TV educativa, a legislação exige que as emissoras sejam geridas por entidades sem fins lucrativos.


O pedido da concessão foi feito em 2003. O presidente da entidade, Jorge Menezes, disse à Folha que o deputado Mendes Ribeiro Filho entrou no caso, no início do processo, depois que a Consultoria Jurídica do ministério exigiu alguns documentos para sua aprovação.


Segundo ele, o deputado acompanhou os dirigentes da fundação gaúcha em encontro com os ex-ministros das Comunicações Miro Teixeira e Eunício Oliveira, e também com o atual, Hélio Costa.


Menezes, que produz comerciais para televisão, diz que a fundação dava por perdida a concessão da TV e só soube da aprovação da concessão pela reportagem da Folha. Grato a Mendes Ribeiro, o empresário disse que o procurou ‘porque não se consegue falar com o ministro das Comunicações sem estar acompanhado de um deputado’.


Outro lado


O Ministério das Comunicações disse, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que a citação do nome do deputado como beneficiário da outorga demonstra, ‘de algum modo’, a transparência nos registros.


O ministério alega que recebe de 90 mil a 100 mil novos processos por mês e que 70% deles são relativos à atividade de radiodifusão.


Segundo o ministério, o nome do deputado federal foi registrado erroneamente como beneficiário da outorga de emissora educativa.’


 


 


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Raphael Gomide


Cabral faz licitação de R$ 180 mi para mais propaganda


‘O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), abriu uma nova licitação no valor de R$ 180 milhões para contratar seis agências de publicidade por um ano. O valor é 80% superior ao da última licitação, de 2008, de R$ 100 milhões anuais para cinco agências.


O governo Sérgio Cabral já gastou R$ 250 milhões em ‘Serviços de Comunicação de Divulgação’ em seus primeiros três anos, de acordo com o Siafem (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios). Foram R$ 81,4 milhões em 2007, R$ 82 milhões em 2008 e R$ 86,5 milhões no ano passado.


A sua antecessora, Rosinha Garotinho, gastou R$ 223,7 milhões (em valor corrigido pelo IGP-M, da Fundação Getulio Vargas), em período equivalente, ou menos R$ 26,3 milhões.


A licitação deve acontecer em março e pretende substituir as atuais agências de publicidade, cujos contratos se encerram em setembro. O novo contrato vale por um ano, mas o governo não pode gastar mais do que R$ 83,3 milhões em 2010, ano eleitoral -quando, por lei, os gastos do gênero são limitados à média dos três anos anteriores.


Atualmente prestam serviço ao governo a Agência 3 Comunicação Integrada Ltda., Agnelo Pacheco Criação Com. e Prop. Ltda. -que já atuavam na gestão Rosinha- , PPR Profissionais de Pub. Reunidos Ltda., a Artplan Comunicação S/A e a 3P Comunicação Ltda.


As cinco venceram a licitação de 2008 e tiveram o contrato renovado. Uma cláusula permitia renovações por até cinco anos. O acordo previa R$ 100 milhões de gastos anuais e a possibilidade de aditivos de até 25%, ou R$ 25 milhões.


O secretário do Gabinete Civil, Régis Fitchner, afirmou que o valor de R$ 100 milhões vigorava havia anos e precisava de reajuste. Com o novo montante, R$ 180 milhões, diz, não será necessário haver aditamentos.


‘Com a realização da Copa e da Olimpíada, nós também prevemos um aumento dos gastos nessa área’, disse Fitchner. De acordo com ele, o Estado do Rio centraliza todos os gastos de publicidade da administração direta e indireta nessas contas.


Em 2007 e 2008, Cabral manobrou com o orçamento inicial para serviços de publicidade, multiplicando-o por até quatro vezes. Em 2007, a dotação prevista de R$ 20 milhões se transformou em despesa de R$ 81,4 milhões, superior aos Estados de SP (R$ 77 milhões) e MG (80,7 milhões).


No ano seguinte, os R$ 22,9 milhões viraram R$ 82 milhões liquidados ao fim do ano. Em 2009, o valor de partida foi o triplo dos anos anteriores, R$ 66,9 milhões, e as despesas também aumentaram para R$ 86,5 milhões.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Abalo


‘O pernambucano ‘Jornal do Commercio’ teria sido o primeiro a postar, com o enunciado ‘Com dores no peito, Lula é levado à emergência de hospital’. E a partir daí foi manchete nos principais sites e portais.


No meio da tarde, por quase todo lado, ‘Lula repousa em casa com sua família’.


À noite, muitos já haviam mudado de assunto. O UOL resumiu o dia, ‘Saúde de Lula sofre seu maior abalo’. O ‘Jornal Nacional’, por sua parte, destacou que foi após cruzar o país ao lado de Dilma Rousseff.


No exterior, como registraram sites desde a manhã, ecoou pelo francês ‘Le Monde’, o italiano ‘Corriere della Sera’, o argentino ‘Clarín’ e o americano ‘New York Times’. O ‘Wall Street Journal’ noticiou em sua cobertura do Fórum Econômico, dizendo que ele foi aconselhado por médicos a não viajar. A BBC deu, com a notícia, uma breve biografia.


Para além da saúde de Lula, a agência judaica JTA acompanhou o presidente na ‘mais antiga sinagoga do hemisfério ocidental’, a Kahal Zur Israel, de 1636, no Recife. No título, ‘Lula diz que ‘é impossível negar o holocausto’. É o que teria dito ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.


EMERGÊNCIA


O site do ‘Jornal do Commercio’ postou no final do dia um vídeo de celular, de internauta que ‘flagrou Lula chegando ao hospital’, em cadeira de rodas, às pressas pelo corredor, cercado por assessores, seguranças e médicos


O GOLPE PERFEITO


A Reuters noticiou a saída de Manuel Zelaya, em título, como ‘vitória dos líderes do golpe’. O espanhol ‘El País’, também no título, falou em ‘o golpe perfeito’, destacando que o chefe militar da ação foi anistiado e o presidente ‘de fato’ virou ‘deputado vitalício’.


O britânico ‘Guardian’ destacou, também no título, ‘o golpe infeliz’, dizendo que ‘a oposição ao golpe perdeu, mas também todos os hondurenhos’, com a economia abalada pelos sete meses de conflito.


O FIM


O ‘NYT’, sem abrir mão de citar ‘o golpe de 28 de junho’ no texto, publicou que a saída de Zelaya e a posse de Porfirio Lobo ‘apontam para um fim na crise política’. De qualquer maneira, ‘o país permanece dividido’.


UM NOVO COMEÇO


O ‘WSJ’ concentrou seu enunciado em Lobo, que ‘chama para um novo início’ em Honduras. Entre frases sobre ‘conciliação’, o novo presidente prometeu, como querem os EUA, instalar uma ‘comissão da verdade’.


CLINTON 2012?


Em meio às repercussões do discurso sobre ‘o estado da nação’, de Barack Obama, o site conservador Drudge Report destacou o dia todo a ausência de Hillary Clinton, noticiada pela AP, com a pergunta ‘O que ela está querendo?’. Ao fundo, especulações sobre sua candidatura em 2012


POR LIBERDADE


A revista ‘Economist’ se pergunta ‘por que o liberalismo econômico é tamanho tabu na liberal sociedade brasileira?’. No título, ‘A causa quase perdida da liberdade’. Reclama que Lula foi líder sindical, FHC, um professor marxista, Serra, líder estudantil, e Dilma, ‘trotsquista’ (sic). E não vê perspectiva.


Por outro lado, sublinha que o êxito econômico vivido hoje pelo país começou quando Collor ‘diminuiu as restrições às importações em 1990’. E cita, como esperança de eventuais porta-bandeiras para os ideais liberais do ex-ministro Roberto Campos (acima), instituições como a faculdade de economia da PUC do Rio e o gaúcho Fórum Liberdade.


DERIVATIVOS…


Na manchete do ‘Valor’, anteontem, ecoada ontem por agências internacionais, ‘Novos derivativos somam R$ 30 bilhões e preocupam Banco Central’. Seria uma nova ‘modalidade’ para o mecanismo que simbolizou a crise global.


O RETORNO


A agência Bloomberg já destacava que, segundo ‘uma pessoa que obteve acesso ao plano’, o Conselho Monetário Nacional planeja requerer das empresas e dos investidores que registrem mais formas de contratos derivativos’, em reação aos R$ 30 bi.


O LIVRO DE JOBS


A exemplo do ‘NYT’, a ‘Economist’ saiu em defesa de Steve Jobs, da Apple, e de seu recém-lançado iPad. Como já fez ‘revoluções’ antes, com Macintosh, iPod e iPhone, a revista diz que vale a aposta. Mas avisa que o iPad ‘não pode realizar milagres’ e não vai salvar ‘companhias de mídia que estão morrendo’’


 


 


INTERNET


Clóvis Rossi


China censura Google até em discussão no Fórum Econômico


‘Era para ser uma sessão informativa informal em que o vice-premiê chinês, Li Keqiang, satisfaria a curiosidade de dois dos conselhos criados pelo Fórum Econômico Mundial, o de ‘business’ e o de mídia. Mas antes de abrir a sessão para as perguntas dos presentes, o mediador, David Schlesinger, editor-chefe da agência Thomson Reuters, foi avisando: ‘O ministro não está preparando para responder a perguntas sobre o assunto Google’.


Trata-se da ameaça da empresa de sair da China, depois de um ataque de piratas cibernéticos, supostamente de inspiração governamental, que resultou em roubo de sua propriedade intelectual. Foi a causa de uma reação irada da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e uma resposta igualmente irada dos chineses.


Impor, até em Davos, a censura sobre Google mostra claramente que a China não está disposta, em nenhum auditório, a dar explicações sobre as políticas que adota.


Já a falta de reação do público ao veto mostra, também claramente, que os homens de negócio, a principal presença em Davos, não têm a mais leve intenção de desafiar os chineses.


Ao contrário: ficou evidente, numa segunda sessão, à tarde, que não há a menor intenção de dizer à China o que fazer, nesse assunto como em outro contencioso com os EUA, que é a política cambial, que favorece exportações e causa um desequilíbrio na economia global.


O presidente Barack Obama tem insistido em que é preciso corrigir o desequilíbrio, mas, ontem, seu subsecretário de Estado para Economia, Energia e Agricultura, Robert Hormats, preferiu contemporizar:


‘Não adianta fazer sermões para os chineses. Não adianta dizer que uma economia que depende de vender mais e mais para os consumidores americanos não é sustentável’.


A tese de Hormats é a de que os chineses farão a mudança no ‘modelo orientado para a exportação’ não porque os outros dizem mas porque se trata de uma ‘realidade fundamental’.


Que sermões não funcionam, ficou claro não apenas pelo episódio Google, mas também pela frase de Cheng Siwei, presidente do Fórum de Finança Internacional da China: ‘Podemos coordenar posições com outros países, mas manteremos nossos princípios’.


Ou pela cândida admissão de Yan Xuetong, diretor do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Tsinghua, de que a China faz, sim, mudanças em suas políticas desde que ‘sejam favoráveis a ela’.


As sessões de ontem do Fórum de Davos sobre a China serviram também para demonstrar que cresce o convencimento de que se está formando um G2, exatamente entre China e EUA, para lidar com assuntos internacionais.


‘É a única relação bilateral que tem impacto no mundo’, diz Xuetong, pelo lado chinês.


Pelo norte-americano, ecoa Hormats: ‘Trabalhando juntos, podemos lidar com quase todos os assuntos mundiais’.


Já o vice-premiê Keqiang prefere uma estudada modéstia, ao ser lembrado que a China já passou a Alemanha como maior exportador mundial e está para superar o Japão e se tornar a segunda economia do planeta. Rebate Keqiang: ‘Em termos de renda per capita, há cem países que superam a China’.’


 


 


TELEVISÃO


Laura Mattos e Clarice Cardoso


Record prepara documentário com ficção sobre Machado


‘Entrará em produção em abril um docudrama ‘documentário com ficção’ sobre Machado de Assis previsto para ser exibido pela Record em junho, mês de nascimento do escritor (1839-1908).


O programa fará uma passagem pelo tempo com Machado de Assis, cujo intérprete será escolhido no próximo mês.


O personagem passeará pelo centro do Rio atual, pelo bairro do Cosme Velho, onde Machado nasceu, por Lapa, Botafogo, São Cristóvão e Copacabana.


Vestido com trajes de sua época, brincará com as mudanças trazidas com a passagem do tempo e se espantará com a transformação da cidade.


O docudrama está sendo feito pela produtora independente Contém Conteúdo, que já produziu para a Record dois telefilmes adaptados de obras de Machado de Assis. O primeiro, ‘Os Óculos de Pedro Antão’, exibido em 2008, está sendo lançado em DVD pela Record.


O segundo foi ‘Uns Braços’, veiculado em 2009. A produtora tem ainda um projeto de transformar os dois em um longa-metragem para cinema.


A parceria da Record com a produção independente está sendo alavancada por novas leis de incentivo fiscal. Com a principal delas (artigo 3º A), a rede pode usar em produção independente nacional o valor de desconto no imposto pago na compra de obras estrangeiras, como filmes, ou de direitos esportivos, como a Olimpíada.


QUARTO BRANCO


‘Tortura com pregadores vai definir o confinado eliminado’, anuncia o SBT no site e no Twitter oficiais sobre o próximo episódio de ‘Solitários’, reality show que é classificado como liberado para todas as idades. O ‘Big Brother Brasil 9’, quando usou o quarto branco no ano passado, foi alvo de denúncias de telespectadores que consideraram a prova de confinamento uma tortura.


ALTA DEFINIÇÃO


Desde segunda-feira, a cidade Londrina (PR) passou a receber o sinal digital da TV Globo. Em março, será a vez de Aracaju (SE), no dia 1º, Natal (RN), no dia 8, e São Luis (MA), no dia 15. Com esses novos locais, a transmissão digital da emissora estará em 19 capitais, mais o Distrito Federal e outras sete grandes cidades.


A ERA DO GELO


Os ex-atletas Hans Egger e André Spínola (ambos do esqui alpino), Felipe Motta (snowboard), Rafael Romano(patinação de velocidade) e Ricardo Raschini (bobsled, luge eskeleton) são alguns dos 15 nomes escalados pelo canal pago SporTV para comentar os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver em fevereiro.


TV SOCIAL


O Futura vai convocar universidades e entidades do terceiro setor para mandar projetos televisivos que poderão virar programas do canal. Dois deles (um produzido por organizações sociais, outro por acadêmicas) receberão R$30 mil cada um. As inscrições vão até 9/4 no www.futura.org.br.’


 


 


Lúcia Valentim Rodrigues


Canal muda de nome e lança série dramática com Edie Falco


‘O fã de série vai ter de descobrir o Studio Universal a partir de segunda. Antigo Hallmark, o canal é um braço da Universal Networks, divisão dos canais internacionais da NBC, e vai exibir uma pré-estreia de ‘Nurse Jackie’ no próximo dia 1º. Depois, os episódios inéditos vão ao ar aos domingos, às 21h.


Estrelada por Edie Falco (‘Família Soprano’), é um dos melhores seriados que foram produzidos no ano passado.


Acompanha Jackie Peyton, aparentemente uma simples enfermeira veterana em Nova York. Aos poucos, ela mostra o vício em remédios para dor e a vida dupla que leva.


É uma ‘heroína’ moderna, com uma falta de paciência com doentes e médicos que remete a ‘House’, mas aliada a uma necessidade de fazer a diferença, mesmo que seja de uma maneira não ortodoxa.


Desvia medicamentos para pacientes sem condições de pagar. Ou troca remédios do hospital por sexo com o encarregado da farmácia. O bem maior pode ser o dela também.


A conduta imoral não está só no trabalho. Jackie é casada e trai o marido. Tem duas filhas, mas esconde de todo mundo. A mais velha, inclusive, começa a ter um interesse mórbido por desastres, como um prenúncio de que algo em casa vai mal.


A única confidente de Jackie é Eleanor (Eve Best), médica experiente e egocêntrica, mais preocupada com os sapatos do que com desvalidos. Mesmo para ela, Jackie não conta sobre seu vício -e a relação entre as duas aos poucos se desgasta.


A segunda temporada estreia em março nos EUA.’


 


 


 


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