Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

FEITOS & DESFEITAS > IMPRENSA ALTERNATIVA

MSM sob ataque

Por Eduardo Guimarães em 23/10/2007 na edição 456

Criar um movimento social que, como diz a designação, tenta mover as coisas em países desumanamente injustos, nos quais alguns lutam para torná-los mais justos e igualitários e outros lutam, com recursos infinitos, para mantê-los como estão, nunca foi fácil em parte alguma do mundo. E, no Brasil, é particularmente mais difícil lutar para torná-lo mais justo, democrático e igualitário. Por isso, apesar de alguma contrariedade por que tenho passado por conta de ataques ao Movimento dos Sem-Mídia – MSM e até a este que escreve, devo destacar a postura democrática do Observatório da Imprensa de oferecer espaço a um debate candente que, espero, venha a ser desinfetado de radicalismos e partidarismos que o têm turvado até aqui.

Este é um país em que há várias categorias de cidadãos, ainda. Alguns deles têm direitos infinitos e quase nenhuma responsabilidade. São os que habitam os estratos superiores da pirâmide social. Algumas pessoas desse grupo social – não todas, claro, mas uma parcela delas – matam, torturam, incendeiam semelhantes, caluniam, sonegam impostos, enfim, fazem o que querem, como e onde querem, e só são chamadas a responder por seus atos quando a mídia, seletivamente, por alguma razão decide expor alguma dessas pessoas. Já cidadãos dos estratos sociais inferiores correm risco até de ir parar na cadeia se abrirem demais suas bocas, e podem ser insultados, caluniados, espancados, incendiados e torturados quando os de cima bem entendem que nada lhes acontece.

Quando propus aos leitores do meu blog que criássemos um movimento social que protestasse contra a seletividade ética da grande mídia, contra as escolhas editoriais que excluem o contraponto e fazem por sobrepor as idiossincrasias políticas, ideológicas, culturais etc. dos magnatas da comunicação, eu sabia que estava mexendo com gente poderosa, com multimilionários que têm hordas de ‘simpatizantes’ para agirem em seu lugar, até para bajulá-los, e meios infinitos para combaterem quem lhes oponha resistência. Não me surpreenderam, portanto, os ataques e armadilhas que começaram a colocar no caminho do Movimento dos Sem-Mídia. E eu, na condição daquele que deu um rosto, um nome de pessoa física, uma personalidade humana a esse Movimento, não posso me surpreender por ter sido transformado em alvo. Estava previsto.

Informação errada

Assim sendo, será preciso ir desmontando as armadilhas. Quando necessário, quando o ataque for mais persistente e não apenas uma tocaia rápida que vise a difundir mentiras e, em seguida, bata em retirada, usando táticas de guerrilha, será preciso recorrer à Justiça. Por isso, o Movimento dos Sem-Mídia constituiu, em sua assembléia do dia 13 de outubro, uma diretoria jurídica, pois estamos conscientes de que estamos incomodando gente poderosa, milionários donos de verdadeiros impérios da comunicação, empresas que faturam centenas de milhões de dólares, mas que agem como se fossem coitadinhos que poderiam ser calados por um grupo de algumas centenas de cidadãos de classe média que lutam de sol a sol para se sustentarem com dignidade, como são os integrantes do MSM.

Nos últimos dias, os ataques começaram a se tornar mais contundentes e sistemáticos. No blog Cidadania.com, nascedouro e sede virtual do MSM, tem sido uma luta diária contra comentários caluniosos. Mas os ataques não se restringem ao que passa em todo blog polêmico – e o Cidadania é, claro, polêmico por natureza. Essa luta, não só pelos objetivos do movimento, legítimos e constitucionais, será travada com serenidade e responsabilidade. Por isso, cumpre-me reparar um equívoco que foi cometido em artigo anterior que postei no OI, mas que decorreu, como ficará demonstrado, de equívoco cometido por um órgão de imprensa que, junto com o MSM, acabou sendo vitimado por uma sucessão de equívocos de ambas as partes.

Um caso que reportei em artigo publicado na edição anterior do Observatório, um artigo que dava conta da transformação do MSM em ONG, precisa ser esclarecido. Devido a informação errada contida em matéria do site Portal Imprensa, outros sites entenderam o que a matéria, de fato, dava a entender e transformaram o título usado pelo portal naquela matéria em outro título até mais coerente com o que ela dizia. Os sites Adnews e da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) publicaram matéria do portal sob um título diferente que eu, no artigo anterior ao qual me referi, disse que era daquele portal porque uma pessoa da diretoria do MSM havia-me relatado que tinha visto tal título lá. Mas foi um equívoco, e ele tem que ser reparado.

Incoerência jornalística

O Portal Imprensa publicou matéria sob o título ‘José Dirceu convoca internautas a apoiarem Movimento dos Sem Mídia’. Essa matéria diz que o ex-ministro publicou um post em seu site em que reproduz trecho de manifestação minha, e que o post de Dirceu convocava internautas a apoiarem o MSM. Os sites Adnews e ARI mudaram o título da matéria do Portal para ‘José Dirceu encabeça o Movimento dos Sem Mídia’. Nenhuma das coisas é verdade. José Dirceu não escreveu uma só palavra sobre o MSM. Assim como fez o Portal Imprensa, como fez o Terra Magazine, como fez o site Conversa Afiada, como fizeram os sites das revistas Caros Amigos e Fórum, como fez o Portal Vermelho, como fez o site da Agência Carta Maior etc., Dirceu abriu espaço em seu site para que eu me manifestasse. Assim, escrevi um artigo para o site de Dirceu intitulado ‘Apóie os sem-mídia’.

Claro que deve ter sido um erro de interpretação da pessoa do Portal que leu meu artigo no site de Dirceu e escreveu que ele havia convocado internautas a alguma coisa. Todavia, precisa ficar claro que a publicação de um artigo no site do ex-ministro em nada difere de manifestações minhas no Observatório da Imprensa, por exemplo. O Observatório não endossou o MSM ao me abrir espaço para publicar o artigo da semana passada falando do movimento que presido, ou ao publicar o ‘Manifesto dos Sem-Mídia’ antes da manifestação que o movimento fez diante da Folha de S. Paulo em 15 de setembro. Assim, se alguém publicar uma matéria sob o título ‘Observatório da Imprensa convoca internautas a apoiarem o Movimento dos Sem Mídia’ só porque eu publiquei artigos aqui, estará incorrendo em grave erro, no mínimo.

Por conta dessa confusão toda, o Portal da Imprensa publicou um texto de um de seus colunistas comunicando a decisão do veículo de ‘não cobrir mais as atividades do MSM’. É um direito de uma organização autônoma, mas, como decisão jornalística, é o fim da picada. Só para se ter uma idéia da incoerência jornalística de uma decisão dessas, vou me valer de imagem construída pelo ex-repórter da Globo Luiz Carlos Azenha: imaginem que, na próxima manifestação ou assembléia dos sem-mídia, caia um Boeing sobre nós e nos transforme em patê. Segundo o Portal Imprensa, o veículo nada irá noticiar.

Várias inverdades

Ora, à imprensa não cabe zangar-se e fazer beicinho. Eu, por exemplo, poderia dizer que não daria mais entrevistas ao Portal Imprensa porque julgo que o veículo reproduziu erroneamente um fato e isso afetou negativamente o MSM, mas, presidindo um movimento social que interessa a todos, ao público, não tenho esse direito. Assim, pondo fim a essa polêmica, deixo registrado que estarei sempre à disposição de qualquer meio de comunicação – inclusive do Portal Imprensa –, de qualquer político, de qualquer organização legítima ou pessoa respeitável que queira me dar espaço para difundir o MSM, pois sou um sem-mídia e, portanto, não posso recusar mídia nenhuma. Seria uma incoerência.

Bem, mas vamos em frente que ainda tenho bastante a dizer.

Os ataques mais pesados ao MSM, até agora, vieram dos comentários ao meu artigo da semana passada no OI. Selecionei algumas ‘pérolas’ que foram veiculadas ao pé do texto que escrevi. Foram calúnias e distorções dos fatos que chegaram a ultrapassar a fronteira da legalidade. Mas não recriminarei o OI por publicar esses ataques. Inicialmente, fiquei contrariado, mas depois, refletindo, cheguei à conclusão de que esses ataques viriam cedo ou tarde e foi melhor que tenham vindo num espaço democrático como o Observatório, no qual é possível rebatê-los.

Contudo, é preciso desfazer algumas das várias inverdades publicadas ao pé de meu artigo anterior aqui no OI.

Acusação infundada

Em primeiríssimo lugar, está a questão de que o MSM pretenderia calar a mídia ou fazê-la parar de publicar críticas e denúncias contra o governo Lula e seus aliados. As pessoas que disseram isso não tiveram o cuidado de se informar sobre o que disseram. O Estatuto do Movimento, que pode ser lido acessando link no blog Cidadania sob o nome ESTATUTO, que fica no topo da lista de sites que o blog recomenda, reiteradas vezes, que o MSM não quer que a mídia pare de criticar governo nenhum, nem o de Lula, nem o de Serra, nem o de Aécio Neves – de ninguém, de partido algum. O que se quer é tratamento equânime para todos os grupos políticos, sem privilegiar ou prejudicar qualquer um. Em suma, queremos que a mídia fale tudo que tem falado, mas queremos que fale mais, que permita espaço a quem discorda. No caso dos meios de comunicação impressos, a obrigatoriedade de dar espaço ao contraditório e de praticar a pluralidade é apenas ética, mas, no caso das concessões públicas de rádio e TV, essa obrigatoriedade é impositiva por lei, pois uma Globo, por exemplo, não é dona da faixa de onda que usa para veicular sua programação. Essa faixa do espectro radioelétrico é de todos e precisa, portanto, ser usada como um bem público.

Em segundo lugar, devo desmentir uma das graves acusações que foram feitas a mim e, por extensão, ao MSM. Um leitor do OI postou comentário sob meu artigo da semana passada dizendo que eu ‘arrumei boquinhas para minhas filhas no MSM’. É grave. Isso não existiu. Minha filha primogênita participou da assembléia-geral na qual foi constituída legalmente a ONG dos sem-mídia e, diante do fato de que ninguém tinha se apresentado para o cargo de conselheiro fiscal da organização, ela se propôs a exercer o cargo. Eu, porém, não permiti. Pedi que ela retirasse sua candidatura, ainda que os cargos da direção do MSM não sejam remunerados. Fiz isso prevendo justamente que haveria exploração do fato. Pessoas mal-intencionadas me acusariam de nepotismo, ainda que o MSM não receba dinheiro público, porque em seu estatuto consta proibição de recebermos dinheiro público. Nosso movimento irá se financiar, única e exclusivamente, por meio de doações de seus filiados. O pior, porém, é que só uma de minhas filhas participou da assembléia do MSM. A outra, no sábado retrasado, estava trabalhando. Mas uma acusação dessas poderia prejudicá-la em seu trabalho. Vejam só a que ponto algumas pessoas chegam. E o mais intrigante é que esse caso da candidatura natimorta de minha primogênita ocorreu no âmbito restrito da assembléia. Não saiu na imprensa alternativa que cobriu o evento. Como foi, então, que essa pessoa que fez tal acusação tomou conhecimento de que minha filha havia postulado cargo no MSM? Dá o que pensar, não é?

Formiguinhas e mastodontes

Esses ataques que mencionei são autônomos? Não sei. Provavelmente são, mas a simples hipótese de que tenham partido daqueles que estão sendo incomodados pelo MSM produz uma preocupação imensa. Não dá para imaginar que grandes impérios de comunicação se sentiriam incomodados pelo questionamento que nosso movimento lhes tem feito a ponto de organizarem ataques desse jaez que descrevi acima. Mas, até para os grandes meios de comunicação, torna-se preocupante que esses ataques ocorram, porque muitos verão neles ações orquestradas próprias, não de respeitáveis empresários de mídia, mas de verdadeiros gângsteres que tentariam intimidar um movimento social legítimo e legal. Assim, a você que acha que está combatendo o MSM, na verdade está levantando suspeições sobre empresas que suponho que jamais mandariam prepostos atacarem o Movimento dos Sem-Mídia…

É uma tragédia que algumas pessoas não entendam que um debate como o que o MSM está levantando deve permanecer no campo do debate, e não da guerra. Oponham argumentos ao MSM. Discutam nossas propostas e queixas. Mostrem, com argumentos serenos e respeitosos, que estamos errados, se forem capazes. Não tentem vencer o debate usando ataques pessoais, acusações improcedentes – e ridículas – sobre uma organização de cidadãos de classe média que decidiram debater publicamente o papel da mídia no Brasil. Essas acusações são ridículas. Os grandes meios de comunicação brasileiros são verdadeiros impérios, poderosíssimos. Não teríamos como censurá-los nem se quiséssemos. Somos como formiguinhas questionando um mastodonte.

******

Presidente do Movimento dos Sem-Mídia – MSM

Todos os comentários

  1. Comentou em 15/08/2008 Afonso de Oliveira

    Vergonhoso, sr. Jungmann!
    Esse é o único sentimento que sinto em relação às suas atitudes canhestras nessa CPI manipulada pró-Dantas.
    O que realmente o sr. pretende com tanta subserviência e descaramento?
    Será que seus eleitores concordam com tais hipocrisias?
    Até onde irá sua total inversão de valores morais e éticos?
    Porventura, será sua missão nessa CPI tentar inverter os papéis entre o agente público e seu dever profissional e o conhecido e notório criminoso?
    O que pretende o sr. com tal absurda acareação? Quais provas documentais foram apresentadas por tal criminoso contra a PF, instituição republicana de respeito, e seus delegados? Na sua consciência moral, ilações canalhas podem se constituir, então, em provas fundamentais para tal convocação estapafúrdia!
    Me diga conscientemente: os delegados Protógenes e Lacerda são agora, para o sr. e seus companheiros de CPI, os verdadeiros réus por tantas iniquidades?
    Responda-me, se possível for: o sr. e mais os senhores Itagiba e Heráclito são, por acaso, áulicos do sr. Dantas, como apreende-se desses episódios todos?
    Acho que o sr. deve, urgentemente, explicações aos seus eleitores.
    Até mesmo quando serviu ao governo de FHC, e tendo como alvo específico o MST, o sr. não se mostrou tão calhorda!
    O sr. não passa de ator de quinta categoria em uma ópera bufa, bem própria do atual estágio ético do Congresso.
    Ridículo!

  2. Comentou em 30/10/2007 Leão Trótisqui

    O Sr. Eduardo Guimarães escreveu um texto de 12.677 toques onde choraminga que a mídia brasileira não é democrática nem popular, etc e tal. Quem desconhece o jargão comunista -a língua dupla – acaba tomando essas palavras pelo seu significado de dicionário. Mas o que ele está falando quando reclama da mídia e alardeia os objetivos de seu movimento é que a mídia deveria ser oficialista, controlada pelo governo, e jamais falar mal dele, como o Gramna cubano ou o Pravda russo. Ou como Chavez faz na infeliz Venezuela. É a tese delinquante do velho ideólogo comunista Jurgen Habermas apresentada com roupa nova e batom, tentando ser vendida por um ‘movimento social’. Pesquisem a respeito. Mas depois de enrolar num texto de tantos toques o Sr. Guimarães por um descuido e se trai na peníltima frase: ‘Não teríamos como censurá-los nem se quiséssemos.’
    Ele quer dizer o seguinte: NÓS QUEREMOS CENSURÁ-LOS, MAS (AINDA) NÃO PODEMOS.

  3. Comentou em 30/10/2007 Leão Trótisqui

    O Sr. Eduardo Guimarães escreveu um texto de 12.677 toques onde choraminga que a mídia brasileira não é democrática nem popular, etc e tal. Quem desconhece o jargão comunista -a língua dupla – acaba tomando essas palavras pelo seu significado de dicionário. Mas o que ele está falando quando reclama da mídia e alardeia os objetivos de seu movimento é que a mídia deveria ser oficialista, controlada pelo governo, e jamais falar mal dele, como o Gramna cubano ou o Pravda russo. Ou como Chavez faz na infeliz Venezuela. É a tese delinquante do velho ideólogo comunista Jurgen Habermas apresentada com roupa nova e batom, tentando ser vendida por um ‘movimento social’. Pesquisem a respeito. Mas depois de enrolar num texto de tantos toques o Sr. Guimarães por um descuido e se trai na peníltima frase: ‘Não teríamos como censurá-los nem se quiséssemos.’
    Ele quer dizer o seguinte: NÓS QUEREMOS CENSURÁ-LOS, MAS (AINDA) NÃO PODEMOS.

  4. Comentou em 29/10/2007 Eduardo Guimarães

    É piada! O ‘famosíssimo’ Henrique Souza Dantas está ‘dando Ibope’ a mim… Só rindo mesmo. Faça-se uma busca na internet dos nomes de cada um dos que me atacaram e não sai nada. Façam, depois, uma busca associando o meu nome ao MSM ou sem-mídia ou só meu nome e verão milhares de referências, vídeos de mim, fotos, o que quiserem. Busquem Rienne, Souza Dantas e que tais e não encontrarão nada. Existem? Pode ser, mas para darem Ibope a alguém… É piada. Querem vir aqui fazer acusações levianas, criminosas, sem prova alguma, sem se identificarem. E quando os exorto a mostrarem suas caras, saem pela tangente. Têm medo do que? Se são tão valentes assim para acusar, deveriam ser valentes de materializarem suas acusações, de fazê-las às autoridades. Quem sabe de um crime e não denuncia, é cúmplice do criminoso. Que imoralidade. Este país está doente. Anônimos acusam e o cidadão respeitável, com nome, endereço, telefone, cara, voz é que tem que se virar para responder. Há pouco tempo tive que correr atrás de notícia de que eu era liderado pelo José Dirceu ou que ela estava convocando apoios para o MSM. Agora, gente que não quer se identificar vem aqui me acusar de criminoso, de roubar os outros. E tudo isso fica assim mesmo? Que país é este? Minhas críticas à mídia, assumo. A Folha quer me processar? Há 15 dias fui com 200 pessoas diante de sua sede. Pode me processar quando quiser.

  5. Comentou em 29/10/2007 Eduardo Guimarães

    O aposentado Milton Rienne se equivoca mais uma vez. O MSM existe, tanto que já fez um ato diante da Folha de São Paulo, uma Assembléia e a documentação para sua constituição legal já está tramitando. Só não temos, ainda, CNPJ para abrir conta em banco. Uma diretoria foi eleita por uma Assembléia de dezenas e dezenas de membros do Movimento. Nenhum filiado tem qualquer queixa sobre arrecadação ou coisa parecida. O sr. é que está querendo se apegar em alguma razão para me criminalizar. Não fosse o fato de que tem informação de algo que ocorreu internamente na Assembléia, eu acharia que é mais um ataque raivoso, mas essa informação da ‘boquinha’ mostra que alguém que estava na Assembléia do MSM estava lá por outras razões. Temos algumas suspeitas, mas agora não adianta tratar disso. E evidentemente que o sr. não pediu desculpa nenhuma, apenas confessou que é irresponsável por ter feito acusação às minhas filhas que não tinha base. Se o sr. for mais um desses que atacam por atacar, porque não têm argumentos, não é nada. O problema é que suas acusações falsas e sistemáticas parecem produto de um ataque coordenado. Precisamos esclarecer isso.

  6. Comentou em 28/10/2007 Eduardo Guimarães

    Mais um irresponsável fazendo suposições. Agora, eu participo dos círculos bolivarianos e ainda sou remunerado por eles. É o anonimato que garante a esses criminosos fazerem essas acusações. Qualquer um pode entrar numa lan house da periferia, onde não se faz cadastro, como manda a lei, criar um endereço qualquer de e-mail – por exemplo, no hotmail – e vir fazer acusações criminosas sem base em absolutamente nada. Surge, assim, mais um objetivo para o MSM, o de responsabilizar os meios de comunicação que veiculem acusações como as desses senhores sem que ofereçam qualquer elemento probatório ou que sequer se identifiquem adequadamente para que possam ser responsabilizados penalmente pelos crimes que cometam. O leitor Milton Rienne, por exemplo, se não puder provar que arrumei ‘boquinhas’ para minhas filhas na ONG que presido, terá cometido um crime. Mas como identificá-lo? O Observatório da Imprensa vai, expontaneamente, dar os dados dele (e-mail ou número IP) ou só o fará se for determinado pela Justiça? Essas pessoas atacam por sentirem-se seguras. Não fazem como eu, por exemplo, que critico impérios de comunicação, mas que tive minhas fotos e falas reproduzidas à exaustão em meios de comunicação e que posso ser localizado facilmente. Eles voltarão aqui para tripudiar do que julgam ser minha impotência para localizá-los e exigir que provem suas acusações, como manda a lei.

  7. Comentou em 27/10/2007 Eduardo Guimarães

    Pensei que já tinha sido acusado de tudo. De agente de Hugo Chávez, é a primeira vez. Estou decepcionado com o Observatório por alimentar esse tipo de comentarista. Caluniar por achismo. Isso é liberdade de expressão? E agora o sujeito me aparece com uma filial brasileira dos círculos bolivarianos. Façam-me o favor, senhores. Que é que está acontecendo com o Observatório?

  8. Comentou em 26/10/2007 Paulo Ribeiro

    CARTA CAPITAL: GLOBO PERDE AUDIÊNCIA

    A revista Carta Capital que chega às bancas neste final de semana trata da queda audiência da TV Globo na reportagem de capa. Com o título “A Globo Sofre”, a capa da Carta Capital chama atenção para a inédita queda de audiência da Globo, enquanto a Record cresce.

    A reportagem de Alisson Avila diz que “a emissora de Faustão, Xuxa e Ana Maria Braga perde participação no mercado” (queda de 9,5% na audiência medida na Grande São Paulo no horário nobre, entre janeiro de 2005 e agosto de 2007).

    Eu já faço a minha parte. Na minha casa, só entra a TV Record!
    E, que no próximod ia 10 de novembro, unamo-nos todos defronte à TV Globo para jogar mais uma pá de terra no descarado oligopólio bushista que empesteia o nosso Brasil. Por Uma Mídia Livre e Soberana Na Defesa dos Trabalhadores! VIVA O MSM!

  9. Comentou em 26/10/2007 Paulo Ribeiro

    CARTA CAPITAL: GLOBO PERDE AUDIÊNCIA

    A revista Carta Capital que chega às bancas neste final de semana trata da queda audiência da TV Globo na reportagem de capa. Com o título “A Globo Sofre”, a capa da Carta Capital chama atenção para a inédita queda de audiência da Globo, enquanto a Record cresce.

    A reportagem de Alisson Avila diz que “a emissora de Faustão, Xuxa e Ana Maria Braga perde participação no mercado” (queda de 9,5% na audiência medida na Grande São Paulo no horário nobre, entre janeiro de 2005 e agosto de 2007).

    Eu já faço a minha parte. Na minha casa, só entra a TV Record!
    E, que no próximod ia 10 de novembro, unamo-nos todos defronte à TV Globo para jogar mais uma pá de terra no descarado oligopólio bushista que empesteia o nosso Brasil. Por Uma Mídia Livre e Soberana Na Defesa dos Trabalhadores! VIVA O MSM!

  10. Comentou em 25/10/2007 Oberdan Araújo Pontes

    Respondendo a um leitor que dele divergia em seu blog, o Sr. Eduardo Guimarães termina sua resposta da seguinte forma: ‘deixe de ser trouxa, meu chapa’. É assim que o Sr. defende a pluralidade e o respeito à opinião alheia, Sr. Eduardo???

  11. Comentou em 23/10/2007 Milton Rienne

    Coitadinho do Sr. Eduardo e do seu natimorto MSM. Foram tão atacados. Não sei porque o PRESIDENTE do MSM continua insistindo nesta linha de defesa. Ele pede para discutirmos as proposta do movimento, mas classifica toda opinião contrária como ataques e acusações improcedentes a ele e ao MSM. Ao menos ele está conseguindo aparecer aqui no Observatório, que sempre acusou de falta de plurarismo. Se o referido continuar a repetir a história da boquinha, serei obrigado a pensar como o meu falecido pai: ‘ Onde há fumaça, há fogo’.

  12. Comentou em 23/10/2007 Kleber Carvalho

    Eduardo, ainda não tive oportunidade de parabenizar você e todas as pessoas envolvidas neste movimento, são iniciativas deste porte que nascem transformações que a sociedade brasielira tanto carece, vivemos em um país extremamente injusto sob uma ótica social e as grandes corporações de mídia do páís em nada contribuem para mudar este quadro, ao contrário se locupletam nababescamente desta situação com objetivos espúrios e inconfessáveis, eu respeito que adora a rede globo, a folha de S.Paulo, O Estadão , a veja e outras menos afortunadas, porém a minha indignação com estas empresas têm as mesmas motivações que as suas e de tantos outros brasileiros que ganham a vida de maneira honesta e digna, moro em um dos mais importantes estados da federação e vejo a imprensa daqui amordaçada por governos corruptos e inescrupulosos que não se intimidam nem mesmo com o poder judiciário para perpetuar seus interesse pessoais, quem sabe a gente organiza uma manifestação em frente a sede dos ‘DIÁRIOS ASSOCIADOS’aqui em Belo Horizonte,eu gostaria de colaborar de alguma forma com este movimento e espero que ele possa ser o ponto de partida para uma mídia mais democrática e ética.
    abraços: Kleber carvalho.

  13. Comentou em 23/10/2007 Kleber Carvalho

    Eduardo, ainda não tive oportunidade de parabenizar você e todas as pessoas envolvidas neste movimento, são iniciativas deste porte que nascem transformações que a sociedade brasielira tanto carece, vivemos em um país extremamente injusto sob uma ótica social e as grandes corporações de mídia do páís em nada contribuem para mudar este quadro, ao contrário se locupletam nababescamente desta situação com objetivos espúrios e inconfessáveis, eu respeito que adora a rede globo, a folha de S.Paulo, O Estadão , a veja e outras menos afortunadas, porém a minha indignação com estas empresas têm as mesmas motivações que as suas e de tantos outros brasileiros que ganham a vida de maneira honesta e digna, moro em um dos mais importantes estados da federação e vejo a imprensa daqui amordaçada por governos corruptos e inescrupulosos que não se intimidam nem mesmo com o poder judiciário para perpetuar seus interesse pessoais, quem sabe a gente organiza uma manifestação em frente a sede dos ‘DIÁRIOS ASSOCIADOS’aqui em Belo Horizonte,eu gostaria de colaborar de alguma forma com este movimento e espero que ele possa ser o ponto de partida para uma mídia mais democrática e ética.
    abraços: Kleber carvalho.

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