Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Mudanças do OI no rádio

Por Guilherme Adamo em 03/07/2007 na edição 440

Lamentável a mudança do programa de vocês para a Rádio Cultura AM. A FM dá a possibilidade de mais pessoas o escutarem. Lamento, também, a retirada do programa Diário da Manhã , de Salomão Schvartzman. Parece que a direção desta emissora quer nos ver mais burros. Se é o estado que a controla, então, logicamente, é ele o culpado. Sou apartidário. O PSDB, do Serra, vem, há tempos, dando passos na direção deste obscurantismo intelectual. O que é o programa de educação do estado de São Paulo se não um criador de analfabetos, que serão a mão-de-obra barata do futuro? Continuem fazendo o trabalho competente que vocês fazem! Nós, os ouvintes, agradecemos. Saibam que têm o nosso apoio.


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Hoje, sexta-feira (29/6), cancelaram os dois únicos programas da Rádio Cultura que faziam críticas ao governo e à própria imprensa. Cancelaram o maravilhoso programa do Salomão Schvartzman, o Diário da Manhã, e o Observatório da Imprensa. Por mais que o alto escalão da rede de comunicação da Cultura FM pense que possa cancelar os programas de maior audiência sem que haja nenhum manifesto dos ouvintes, estão errados. Serão expurgados mais cedo ou mais tarde devido a essa decisão. (Anderson Gomes dos Santos, programador, São Paulo, SP)


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Hoje, 29/6/2007, uma sexta-feira fria e cinzenta em São Paulo, fui pego de surpresa e, atordoado, atônito, profundamente entristecido, ouvi Salomão Schvartzman anunciar o fim do seu maravilhoso programa, o Diário da Manhã, diariamente necessário na Rádio Cultura FM. Há anos ouço esse delicioso programa, me deleitando com as músicas, entrevistas, crônicas e críticas inteligentes que Salomão e – não posso deixar de citar – o Alfredo Alves me proporcionaram. É um absurdo! Estou muito triste e revoltado com a decisão da direção da Cultura. E digo mais: se essa decisão não for revertida, não mais sintonizarei essa emissora (rádio e TV). Em tempo: não gostei nada, também, da mudança do Observatório da Imprensa para a AM, a partir de segunda-feira (2/7). Será que o que aconteceu hoje não é um início de movimento de censura contra as vozes que se levantam contra a bandalheira e pouca vergonha que vem assolando este país? (Mário Augusto Tavares, analista de sistemas, São Paulo, SP)


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Nesta sexta-feira (29/6), ouvindo o Observatório da Imprensa pelo rádio, como de costume, qual não foi a minha desagradável surpresa ao saber que o programa passará a ser transmitido pela Rádio Cultura AM, e não mais pela FM. Senti grande tristeza não só por ser uma admiradora do programa e do OI – que acompanho de longa data –, mas especialmente pelo fato de ser esta decisão um reflexo piorado da situação em que se encontra a Fundação Padre Anchieta. Não quero desprezar a veiculação pela Cultura AM, mas sabemos que o alcance proporcionado por uma rádio FM é maior. Ainda não me interei da nova programação da Rádio Cultura, nem entendi bem o que está acontecendo, mas lamento muito esta decisão. Quis escrever para manifestar meu carinho e minha desilusão. (Livia Deorsola, jornalista, São Paulo, SP)


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A nova diretoria da Rádio Cultura FM enlouqueceu. Em comunicado de hoje, sexta (29/6), cancelaram 17 programas. Sinceramente, eles devem ser destituídos. O melhor da programação estão jogando no lixo, bem como os profissionais que construíram a história dessa rádio maravilhosa. Eles não sabem o que uma emissora representa. Estou indignado. Decidiram sem ouvir ninguém, sem pesquisa qualitativa, sobretudo com os ouvintes, a parte mais importante dessa história. O fracasso subiu à cabeça da direção. O que eles gostam mesmo é dar ‘traço’. (Francisco Eduardo Mazziotti, publicitário e jornalista, São Paulo, SP)


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Aguardamos sua análise sobre a exclusão do programa Diário da Manhã de Salomão Schvartzman da programacao da Rádio Cultura. Será que os 30 mil ouvintes não justificam mantê-lo no ar para ‘contribuir para a formação crítica do homem e o exercício da cidadania’, conforme reza o artigo 3º do estatuto da Fundação Padre Anchieta? (S. Capelossi, ouvinte da Cultura, São Paulo, SP)


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Meu Deus! O que vocês estão fazendo? Cultura é cultura, e não somente música erudita, aliás o que é erudito hoje na sua época era popular! O que vocês querem? Afastar ainda mais a população da programação? Sinceramente, estou decepcionado com esta atitude!


Sempre vi a programação da Rádio Cultura de São Paulo como uma das mais interessantes, inteligentes e diversificadas. Programas como Linha Imaginária, Mapa Mundi e tantos outros eram minha salvação em quando queria escutar rádio. Passei a conhecer um pouco da história do jazz, passei a conhecer outros universos musicais, de outros países, enfim passei a ter um pouco mais de cultura!


Realmente sei que o que estou escrevendo não servirá de nada, e talvez não seja lido por ninguém, mas se servir de consolo, pelo menos um ouvinte da rádio ficará com esta sensação de enorme perda. (Wilian França Costa, São Paulo, SP)


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Chama atenção que nenhum jornal tenha publicado que a Receita Federal se encontra paralisada, há, pelo menos, dois dias. Na quarta-feira (27/6), em Ipanema, dezenas de pessoas foram impedidas de entrar na Delegacia da Barão da Torre, informadas de que todos os serviços estavam sem funcionar, tanto no Rio como em outros estados, em virtude da queda do sistema de processamento de dados. Algumas pessoas, assustadas, perguntavam se se tratava de uma nova greve, irrompida sem qualquer aviso. Não era esse o caso. Um guarda se esforçava para acalmar os circunstantes, mas dizia que era impossível fazer qualquer prognóstico sobre a normalização dos serviços. Quem ligou na quinta-feira, foi informado de que com boa vontade os serviços só voltam a funcionar, no mínimo, a partir da próxima segunda-feira. (Nadir Pereira, jornalista, Rio de Janeiro, RJ)


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Gostaria de registrar minha insatisfação com o tratamento que a grande imprensa vem dispensando aos agressores da doméstica Sirley que, após todas as evidências até agora apuradas, continuam sendo referidos como ‘jovens’, ‘rapazes’ ou ‘grupo de estudantes’. Ora, as expressões mencionadas transmitem, a priori, simpatia e afetividade. Caso a vítima fosse irmã de qualquer um deles e os agressores oriundos da Cidade de Deus, por exemplo, o tratamento com certeza seria outro. Linguagem é ideologia. Mas âncoras respeitáveis na programação de rádio consideradas sérias, como a CBN, e repórteres de jornais e telejornais, têm caído na armadilha, possivelmente inconsciente, do espírito de corpo da classe média. Citando o poeta, ‘é preciso estar atento e forte…’. Aguardo resposta ou um debate sobre o tema. (Marilda Campos Pereira, professora, Rio de Janeiro, RJ)


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Quero dividir a crise aérea em dois momentos distintos. O primeiro, diz respeito ao acidente que envolveu um equipamento da Gol e um jato de uma empresa norte-americana; o segundo diz respeito ao chamado apagão aéreo.


No acidente aéreo, nenhum órgão de imprensa abordou os interesses das companhias seguradoras. Afinal, os familiares das vítimas receberão indenização maior se a responsabilidade pelas mortes for atribuída aos pilotos norte-americanos. Sabemos que as coberturas de seguro pagam menos no Brasil comparativamente aos EUA. Não resta dúvida que existe um grande interesse econômico para responsabilizar os controladores tupiniquins e ao sistema nacional de controle do tráfego aéreo. Se não, por que o sindicato dos pilotos dos EUA rapidamente se manifestou para desqualificar o nosso sistema de controle de tráfego aéreo, por que um senador norte-americano saiu na defesa dos pilotos do Legacy, por que a imprensa nacional se refere sempre ao ocorrido como ‘o acidente com o avião da Gol’ e, por último, por que a Casa Branca silenciou-se no caso, mesmo assistindo ao encarceramento de dois dos seus cidadãos em território estrangeiro por quase três meses?


No segundo momento, quando foi deflagrada a crise aérea, não se tratou em nenhum momento do conjunto das diversas modalidades de transporte no Brasil. Explico. Há cerca de duas décadas, na véspera de um ‘feriadão’, as redações de rádio, TV e jornais não mandavam suas equipes de reportagem para os terminais aeroviários. Mas, se há evidências dessa migração de passageiros de uma modalidade para outra, por que ninguém mostra os números da evolução do transporte brasileiro? Pouco não se fala do volume de investimentos em outras modalidades de transporte ou da falta de integração entre o transporte rodoviário, ferroviário, fluvial, marítimo e aéreo.


Percebo que a mídia não está ou não quer se preparar para o debate sobre desenvolvimento porque não consegue ter uma visão do conjunto dos problemas e das alternativas para além do curto prazo. (Archimedes Felício Lazzeri, São Paulo, SP)


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Prezados senhores, esses banners do iG tremeluzindo nas bordas deste Observatório são um porre. Como pode um portal basicamente de leitura ostentar um recurso tão ordinário de ‘merchant’? Vocês nunca ouviram falar dos problemas causados por esse tipo de efeito (náuseas, epilepsia e outros que tais)? Convenhamos, esse tipo de recurso se justifica naqueles portais poluídos de imagens, onde quem não corre voa. Mas no Observatório? Tenham dó! (Orlando Nascimento, técnico em informática, Rio de Janeiro, RJ )

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Arquiteto, São Paulo. SP

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/07/2007 Eduardo Sperling

    E o fim do ‘Diário da Manhã’, nenhuma notícia? Nenhum comentário?
    Me sinto orfão do ‘diariamente necessário’ que me fez colocar a Cultura FM no dial do meu rádio.
    Mas me sinto igualmente órfão de notícias e comentários a respeito.

    Achei que no OI encontraria comentários enfáticos à respeito. Contra e à favor. Mas nada. Apenas o tal silêncio que anda fazedo moda.

    Esse silêncio é muito triste. Mas agora parece ser establishment dos ‘independentes’.

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