Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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FEITOS & DESFEITAS >

Notícia distorcida

Por José Rodrigues em 04/03/2008 na edição 475

Já faz oito dias que assisti ao SBT Brasil, edição das 22h. Foi meu último telejornal! Sou engenheiro agrimensor e acompanho toda a movimentação organizacional/diplomática do Incra na ação de recadastramento dos imóveis nos 36 municípios que mais desmatam na Amazônia. Qual não foi minha surpresa ao escutar o âncora Carlos Nascimento falando das regras do referido recadastramento e afirmar que no recadastramento das propriedades no Incra, a planta do imóvel tem que ser feita por um engenheiro agrônomo. A certeza é: a reportagem distorceu uma informação. Não vi isso nos demais telejornais.


Confeccionar planta topográfica é atividade própria de engenheiro agrimensor ou engenheiro cartógrafo. Outros engenheiros também o fazem como uma atividade adicional ou escolha particular. A comunicação social do Incra teria privilegiado uma classe do sistema Confea/Crea? Enquanto classe, os agrônomos estão como pardais entre os pássaros.


Eu postei, ainda na ‘fervura do sangue’ durante o SBT Brasil, uma mensagem ao SBT alertando sobre o equívoco. Inocente, esperei pela ‘correção’ na edição seguinte (na madrugada), mas não tocaram no assunto. Mas o telejornal terminou assim: ‘Aqui você pode confiar!’ Foi como um tapa, me chamando de idiota. Não me conformei com a mentira. A pergunta é: quanto se cobra para distorcer uma informação assim?


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Haroldo de Andrade, um dos nomes mais respeitados da comunicação no Brasil, nos deixou no dia 1º de março. O rádio, em especial o AM, perde o maior referencial. Durante quase 50 anos – 45 dos quais na rádio Globo – Haroldo fez parte das manhãs do país. Demitido, mostrou seu espírito empreendedor e fundou a emissora que tem o seu nome: Rádio Haroldo de Andrade.


A morte de Haroldo é também a morte de um estilo que não vem se renovando. É cada vez mais raro um comunicador como ele ou Silvio Santos, Clovis Monteiro, Roberto Canazio, Paulo Lopes, Paulo Barbosa, Colly Filho, Arlênio Lívio. Nos últimos anos, o rádio está sendo invadido por aventureiros sem nenhuma identificação com o veículo e o debilitado AM é hoje, com raríssimas exceções, o palco de igrejas, políticos e programas de aluguel.


Sem comunicadores como Haroldo de Andrade como fica o nosso querido rádio? O estilo morre também? Quem pode mudar esta realidade? A quem interessa o descaso com o rádio, em especial o AM?


Vá com Deus Haroldo e obrigado por tudo… Uma singela homenagem deste medíocre jornalista que escolheu a comunicação por você e, através de você aprendi a amar o rádio. Seu ouvinte. (Ubirajara Oliveira, jornalista, Mesquita, RJ)


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Estou tentando sair da TV a cabo mas está difícil. No meu bairro é muito complicada a recepção de TV VHF. Depois que o governo abriu a transmissão de TV digital, pensei: vai ser a minha salvação. Mais uma vez, um engano: a indústria está de olho em vender, mas não em vender um conversor que, segundo o governo, custaria 200 reais. O que a indústria quer vender é a TV com o conversor e, assim, faturar mais e mais. Será que podemos dizer que a indústria e a TV a cabo formaram um lobby e o governo está dormindo ou sonhando? (Wagner Moreno, taxista, São Paulo, SP)


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A foto na capa da edição de quarta-feira (27/2) do jornal Extra, com a moça sendo socorrida pelos bombeiros no edifício do centro do Rio que desabou com a explosão, presa pelos escombros e sentada no vaso sanitário, é algo que merece a nossa indignação. O descaso com o constrangimento de uma pessoa que passava por aquele drama me revoltou. (Rose Jardins, professora, Rio de Janeiro, RJ)


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Esta é a primeira vez que mando uma mensagem para o Observatório da Imprensa. Na segunda-feira (25/2) foi publicada uma matéria no mínimo irresponsável no blog do Sr. Roberto Porto, hospedado no UOL. Lá, aparece uma foto visivelmente adulterada por Photoshop e, a partir disto, o jornalista tenta argumentar uma suposta má-fé de um árbitro de futebol. Ao expor sua família através de uma mentira, o Sr. Roberto Porto coloca a risco a segurança dos envolvidos. Não é possível que uma paixão irracional motive uma atitude irresponsável. Estou indignado e não sei a quem recorrer. (Jeremias Lourenço, autônomo, Rio de Janeiro, RJ)

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Engenheiro agrimensor, Brasília, DF

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