Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

O fenômeno dissimulado das enchentes

Por Fabio de Oliveira Ribeiro em 09/02/2010 na edição 576

Leio no blog Conversa Afiada que uma escavadeira caiu no Tietê e não afundou. Uma foto ilustra a matéria.  Todas as redes de TV que fazem a cobertura jornalística na capital paulista usam helicópteros, mas a imagem da escavadeira flutuante não foi parar em nenhum telejornal matutino. Falta de pontaria dos cameramen? Desinteresse dos jornalistas? Exclusão da pauta pelos editores? 

O Jornal Nacional, que gosta de mostrar prodígios, não noticiou o fato inédito. Nenhum especialista foi entrevistado para explicar o mistério do aço tão denso quanto isopor. Meus botões estão curiosos: o governador não sabia que deveria ter mandado dragar o rio antes do período das chuvas? A falta de diligência governamental parece ter dado resultado. O rio ficou menos profundo e provocou mais inundações. Apesar disto, os telejornalistas continuam culpando apenas a chuva – como se a chuva tivesse provocado o assoreamento do rio ou a falta de dragagem.

As áreas permanentemente alagadas estão sendo desocupadas porque se tornaram inabitáveis. Quando as várzeas estiverem livres de seus indesejados habitantes as dragagens do rio Tietê recomeçarão e serão feitas religiosamente? Os terrenos foram deliberadamente libertados para serem revalorizados? Este é o maior golpe imobiliário do século? Perguntas, perguntas, perguntas… A escavadeira que não afundou no meio do rio é prova que o Tietê está suficientemente raso para sair das margens e afugentar os pobres?

***

Fiquei muito satisfeito em saber da existência deste orgão de imprensa, que tem mostrado as informações de forma mais transparente, diante de tanta desinformação divulgada pelos meios de comunicação em geral. Pois estava mesmo precisando existir um jornalismo que conseguisse escapar dos vícios jornalísticos como tenho observado atualmente. Sendo assim, meus parabéns a vocês todos que fazem parte desta nova forma de fazer jornalismo sério. (Paulo Policarpo de Oliveira, ergonomista, Santo André, SP)

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