Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > AINDA OS CARTÕES

O impasse da imprensa

Por Luciano Martins Costa em 14/02/2008 na edição 472

Aquilo que a imprensa chama de o impasse dos cartões corporativos, bem poderia ser chamado de impasse da imprensa.


Desde que os jornais descobriram há um mês que ministros e funcionários graduados do governo usam e abusam dos cartões de crédito oficiais para gastos que não estão nos manuais, o dia-a-dia dos leitores tem sido como um conta gotas de um líquido amargo sobre um copo d’água.


A fonte dos jornais é quase exclusivamente o site oficial que faz o balanço público dos gastos do governo. Mas há, seguramente, outros meios mais eficientes, mais amplos e mais definitivos para contribuir com a melhoria e a moralização da administração pública.


Agora os jornais noticiam que a CPI chegou a um impasse. Os parlamentares interessados em investigar o assunto não conseguem um entendimento para abrir os trabalhos.


Ora, a primeira pergunta que se espera da imprensa seria: o Congresso está realmente interessado em criar mecanismos que resolvam definitivamente o problema?


Jornalismo declaratório


Nossos representantes em Brasília já deram inúmeras demonstrações de sua capacidade de encenar indignação para deixar tudo terminar em pizza.


Não há como não lembrar o caso Banestado, que colocaria a nu o maior esquema de corrupção oficial já vislumbrado pela sociedade. Acabar definitivamente com os gastos abusivos da administração pública, seja no âmbito municipal, estadual ou no federal, significaria eliminar boa parte dos atrativos da carreira que fez a fama de próceres da política como Severino Cavalcanti ou servidores do Estado, como o notório ex-magistrado Lalau.


Se pretende preservar sua reputação, a imprensa precisa muito mais do que repetir discursos e declarações de políticos. Precisa sair, ela mesma, a campo. Para fazer uma CPI particular, que envolva todos os partidos e investigue toda a suspeita que foi levantada. Enquanto isso não acontece, o impasse não é apenas do Congresso, é também da imprensa e da sociedade brasileira.


 


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A imprensa na armadilha do dia-a-dia — L.M.C.

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Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 18/02/2008 Max Suel

    Aviso aos navegantes: o ex-pres Collor de Mello era filiado e foi eleito pelo PRN , um partido ‘nanico’ que não existe mais. O pres Collor foi violentamente atacado pelos petistas, e agora, ao assumir o mandato de senador pelo infelizmente tão pobre Estado de Alagoas, foi recentemente recebido em palácio pelo pres Lula, o qual o recebeu com sorrisos e tapinhas nas costas. A provocação dos que escrevem Lulla é para mostrar que o antigo líder sindical, agora político profissional (já faz 27 anos) mudou muito ao assumir a presidência, ficando muito parecido com aquele a quem seu partido tanto atacou.

  2. Comentou em 18/02/2008 Max Suel

    Aviso aos navegantes: o ex-pres Collor de Mello era filiado e foi eleito pelo PRN , um partido ‘nanico’ que não existe mais. O pres Collor foi violentamente atacado pelos petistas, e agora, ao assumir o mandato de senador pelo infelizmente tão pobre Estado de Alagoas, foi recentemente recebido em palácio pelo pres Lula, o qual o recebeu com sorrisos e tapinhas nas costas. A provocação dos que escrevem Lulla é para mostrar que o antigo líder sindical, agora político profissional (já faz 27 anos) mudou muito ao assumir a presidência, ficando muito parecido com aquele a quem seu partido tanto atacou.

  3. Comentou em 14/02/2008 Cid Elias

    Em compensação, a banda do osório & pupilo maxwell, está cada vez mais afinada! Afinada de tal modo, que engana os ouvidos de paulistóides há quase duas décadas! Seus tocadores, convocados a participar da afinadíssima Banda dos defensores das roubatarias, do choque de gestão e das 70 cpis impedidas’, botam a boca no trombone da hipocrisia sob a batuta de maestros dasluzianos e suas partituras intransparentes, trombeteiam que estão raivosos, dissimulam citando cúmplices, e pau neles! Afinam-se por semelhanças, seres contábeis e hábeis, enroladores e moralistas seletivos, apartidários e apolíticos…Será que o afinado gonçalo tb é apartidário, tem vergonha de abrir seu voto, ou tem preferência política por São Francisco de Assis? Afinação gonçalana comprovamos facilmente na ‘conversa de contador’ explicitada pelo secretário da fazenda da BandaSP, ao ser questionado sobre a omissão de informações dos gastos ‘afinados’, ou melhor, gastos insuspeitos dos seus artistas confessou: ‘Podemos montar uma prestação de contas eletronicamente e poderemos divulgar na internet todas essas informações agora arquivadas eletronicamente na Secretaria da Fazenda”, afirma Mauro Ricardo Costa, secretário de Fazenda de SP.’ MONTAR! O CARA DIZ QUE PODE ‘MONTAR UMA PRESTAÇÃO DE CONTAS’! Peço ajuda ao especialista: afinado osorio gonçalo, é normal tal MONTAGEM? Ou afinados MONTAM depois que a casa caiu?

  4. Comentou em 14/02/2008 Marco Vitis

    O objetivo da imprensa não é resolver o problema. Afinal, os cartões constitum instrumento que permite um bom controle e os dados estão na Internet. A questão é outra. O objetivo da imprensa é destruir reputações de forma seletiva e impedir que o Brasil continue dando certo. Os donos dos veículos de comunicação fazem parte do grupo que é contra a distribuição de renda e de poder.

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