Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1024
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O mito da imparcialidade

Por Vitor Orlando Gagliardo em 15/02/2011 na edição 629

‘O jornalista precisa ser imparcial!’ A teoria dita, o clichê copia e qual a reação da sociedade? Ela entende, aceita, é enganada ou não se manifesta? Outro questionamento: por que o jornalista precisa ser imparcial?

Começarei pelo último questionamento. Acredito que a resposta precisa ser contextualizada. Sendo assim, acredito que o jornalista precisa ser imparcial. Só que não acredito em imparcialidade nos dias atuais, sobretudo nos grandes veículos de comunicação? Alguém se arrisca em apontar a revista Veja ou a CartaCapital, por exemplo, como imparciais? Pelo contrário, elas adotaram suas posições político-ideológicas, sendo a primeira de direita e a segunda de esquerda. Mas, no fundo, perguntem aos editores dessas duas publicações e eles jamais assumirão as posições de suas revistas.

O que questiono é o motivo pelo qual os editores não admitem suas posições. Por que um veículo é imparcial? Para levar a informação da forma mais verdadeira e honesta para seu leitor, telespectador, ouvinte ou internauta. Porém, se ele esconder sua parcialidade não estará transmitindo uma notícia com interesses escusos escondidos? Não seria, então, mais honesto com seus públicos e com a sociedade que seu editorial fosse revelado? Seria uma forma, inclusive democrática, de interagir com seu público. Acredito que a maior parte dos públicos saiba que o veículo esteja sendo parcial. Mas creio que muitos não saibam e estejam sendo enganados. Assim, acredito que o mais correto seja que os veículos assumam sua postura: se for imparcial, que a mantenham; se for parcial, que a identifiquem.

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Jornalista

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