Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

FEITOS & DESFEITAS > ASSESSORIA DE IMPRENSA

O que ainda esperar do podcast?

Por Rodrigo Capella em 16/03/2010 na edição 581

Podcast 01: A Tecnisa comenta sobre opções de financiamento e dá dicas para os moradores cuidarem de seus imóveis e viverem bem. Em um dos episódios, há orientações para reformar e decorar, sem ter dor de cabeça. Hospedado no portal da empresa, o podcast da Tecnisa pode ser baixado, ouvido no próprio espaço ou ainda transportado via iTunes.

Podcast 02: A Amil lançou o Pod Ter Saúde, com orientações saudáveis para os associados terem uma melhor qualidade de vida. No episódio mais recente, o alvo é a doença de Parkinson, doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central. As análises ficam por conta do dr. Manoel Jacobsen Teixeira, professor titular da USP.

Os exemplos acima reforçam que as empresas, antes preocupadas em utilizar os podcasts para divulgar informações institucionais, intensificam agora as ações para levar informação útil ao consumidor.

Não espere para apertar o play

No novo tripé da comunicação – informação, prestação de serviço e entretenimento –, o profissional de assessoria de imprensa precisa inovar, surpreender e se diferenciar. Afinal, em seu mais recente livro, The Skin of Culture: Investigating the New Electronic Reality (disponível em português como A Pele da Cultura: investigando a nova realidade eletrônica), Derrick de Kerckhove, discípulo de McLuhan, defende que cada um de nós ocupa o centro de uma esfera eletrônica midiática que apresenta toda a informação, todo o tempo, em todos os lugares.

Seria o fortalecimento dos blogs? Das mídias sociais, impulsionando o podcast? Talvez. Mas, o fato é que qualquer estratégia de comunicação deve, de alguma forma, contemplar esta ferramenta de comunicação. Fáceis de serem produzidos e roteirizados, os episódios, se bem conduzidos, podem conferir inovação e agregar muito valor à marca.

Os cases da Tecnisa e da Amil reforçam esse cenário promissor e fortalecem o podcast ao não utilizá-lo como uma ferramenta de advertising. Para Kotler, ‘os anúncios trabalham mais com a mente das pessoas que com seu comportamento’. Estariam, então, os podcasts na outra ponta, impulsionando a compra de mercadorias, mesmo sem divulgá-las diretamente? Será o desgaste das mídias tradicionais? Só o tempo dirá! Mas, não espere para apertar o play e ouvir o próximo episódio. Há sempre o que aprender, aprimorar e inovar. Um brinde ao podcast e sua simplicidade!

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Assessor de imprensa e autor, entre outros, de Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia

Todos os comentários

  1. Comentou em 17/03/2010 José Albino

    Caro Rodrigo, parabéns pelo artigo, excelente. Sou um desses entusiastas do podcast e suas aplicações. Tempos atrás sugeri ao Luiz Egypto a transformação de alguns textos do OI em podcast, não somente pela importância desse tipo de registro, mas também pela possibilidade de inclusão de leitores com deficiência visual nas discussões. Hoje uso podcast em treinamentos que realizo, uso-o também para meu próprio treinamento e para meu aprimoramento, baixando tudo o que encontro de interessante pela web. Já ouvi muitos podcasts do Laboratório Fleury, por exemplo, com temas médicos bem interessantes, indicando que este formato de divulgação é extremamente importante. Por outro lado, costumo baixar aulas e palestras de universidades americanas, jornais tais como o NY Times, e muitos outros. O OI com certeza um dia será mais um fornecedor de podcast, dado o alto nível das discussões por aqui. Mais uma vez, parabéns, caro Rodrigo.

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