Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > SÉRGIO DE SOUZA (1934-2008)

‘O’ jornalista

Por Lúcio Flávio Pinto em 24/06/2008 na edição 491

Quase todos os meus amigos jornalistas trabalharam com Sérgio de Souza. Eu, não. Sempre fui leitor do grande jornalista, que morreu três meses atrás, em São Paulo. Serjão, conforme o tratamento informal, foi uma figura rara na profissão: um verdadeiro alquimista. Tudo que ele tocava virava primor de criatividade, de inteligência, de ousadia e de refinamento. Em 42 anos de profissão, deixou uma árvore coberta de frutos maravilhosos, de Realidade a Caros Amigos. Em todas essas dezenas de publicações que criou ou das quais participou ficaram poucos dos seus textos. O que ele fez de mais constante foi conceber jornais e revistas, nutri-los de pautas, corrigir textos destituídos da qualidade final que passaram a ter depois do seu imprimatur, e editar capas e páginas com um aprumo sem igual na imprensa brasileira.

Na retaguarda, mas ativo e solidário como se estivesse na linha de frente, foi a sorte grande para as centenas de jornalistas que tiveram o privilégio de trabalhar com ele (sob ele, seria a expressão mais apropriada). Por isso, era o jornalista dos jornalistas, os mais credenciados a apreciá-lo melhor. O que explica a antológica edição especial que Caros Amigos lhe dedicou no mês passado, para ler e guardar. A inspiração de todos que participaram da edição foi transmitida justamente pelo personagem principal, que, indo, deixou sua marca em todos nós, seus parceiros ou leitores. Grande Sérgio, com o olhar curioso e determinado de um jovem aos 74 anos, a imagem surpreendente que nos deixou, como sua obra definitiva.

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Editor do Jornal Pessoal, Belém, PA

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