Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > ELEIÇÕES NOS EUA

Obama e a lua-de mel com a mídia

26/02/2008 na edição 474

Não há como negar: independente de quem seja o escolhido para representar o Partido Democrata nas eleições à presidência americana, Barack Obama é a grande sensação da disputa. O pré-candidato que, até agora, vem aproveitando uma cobertura majoritariamente positiva de sua campanha, impressiona os comentaristas e colunistas políticos com sua capacidade de atrair independentes e até republicanos para o seu lado. ‘Nunca vi nada igual’, afirmou Joe Scarborough, apresentador da MSNBC e ex-deputado republicano. A popularidade de Obama frustra os que trabalham na campanha da rival Hillary Clinton. ‘A mídia veta candidatos e isto está acontecendo neste momento [com Hillary]’, atacou o porta-voz da campanha, Howard Wolfson.

Há dúvidas, no entanto, se a lua-de-mel de Obama com a imprensa irá durar muito tempo, afirma Jitendra Joshi [AFP, 21/2/08]. ‘Obama é a novidade destas eleições, e repórteres amam roteiros novos’, resume Darrell West, cientista político e especialista em mídia da Universidade Brown, em Rhode Island. ‘Mas, à medida que a nomeação se aproxima, não haverá este cuidado em relação a ele. Os repórteres vão avaliar suas declarações, seus votos e seu histórico’. Obama refuta a alegação de que tem recebido uma cobertura favorável demais. Ele explica que acabou sendo colocado em evidência porque, no início da campanha, arrecadou mais dinheiro do que as pessoas esperavam.

Gafes e acusações

A mídia protagonizou poucos incidentes controversos durante a campanha de Obama pela indicação democrata. No mais notável, apresentadores do canal conservador Fox News reproduziram acusações de que o pré-candidato teria freqüentado uma escola islâmica quando criança, na Indonésia – hoje, ele se diz católico. As informações foram divulgadas originalmente no sítio da revista Insight, publicada pela igreja do reverendo Moon. Na ocasião, a revista afirmou que Hillary falaria sobre a escola islâmica na campanha, acusando Obama de ter escondido dos eleitores este fato de sua vida. Veículos como o New York Times e a CNN, no entanto, apuraram as alegações e chegaram à conclusão de que não eram verídicas.

Além deste episódio, Obama teve de agüentar confusões – em diversas ocasiões – por causa de seu nome. Há alguns meses, apresentadores de TV chegaram a chamá-lo de Osama, em referência a Osama bin Laden, e recentemente uma matéria sobre o senador foi apresentada com uma imagem do terrorista.

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