Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Organização divulga ranking mundial

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 28/10/2008 na edição 509

A organização Repórteres Sem Fronteiras divulgou, na semana passada, seu índice anual de liberdade de imprensa, com dados contabilizados de setembro de 2007 a setembro de 2008. Segundo o relatório, a liberdade de imprensa caiu drasticamente, este ano, na Geórgia e na Nigéria, com os conflitos que eclodiram nestes países. Na China, mesmo com Pequim sediando os Jogos Olímpicos, dissidentes continuaram a ser presos.

Os melhores colocados no índice foram Islândia, Luxemburgo e Noruega. Economias emergentes como Jamaica e Costa Rica ficaram em posições muito melhores que a França, por exemplo, revelando que uma boa condição financeira não é garantia de melhores direitos para a mídia.

Ameaça

Para a RSF, a maior ameaça à liberdade de imprensa em todo o mundo, hoje, é a guerra. O pior lugar do índice foi para a Eritréia, pelo segundo ano consecutivo, com muitos jornalistas detidos pelo governo do presidente Isayas Afeworki em estado incomunicável desde 2001. A Geórgia caiu 54 posições, passando ao 120º lugar, após a Rússia tê-la invadido em agosto, impedindo o acesso de jornalistas às regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abkhazia. O cinegrafista holandês Stan Storimans foi morto quando filmava um conflito em Gori, na Geórgia. Uma investigação do governo da Holanda descobriu posteriormente que ele foi atingido por uma bomba russa.

A Nigéria também caiu no ranking, do 95º para o 130º lugar, em meio à pior série de ataques de militantes em anos. ‘Embora tenham sistemas políticos democráticos, estes países estão envolvidos em conflitos de baixa ou alta intensidade, e seus jornalistas, expostos aos perigos do conflito ou da repressão, viram alvos fáceis’, declarou a RSF.

A situação permaneceu crítica nos países mais repressivos do mundo, incluindo a Coréia do Norte e o Turcomenistão, descritos pela organização como ‘infernos imutáveis nos quais a população está alheia ao mundo e sujeita à propaganda de eras passadas’. A lista completa da Repórteres Sem Fronteiras pode ser encontrada no sítio da organização. Informações da AP [21/10/08].

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