Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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FEITOS & DESFEITAS >

Os garis e a revolta dos leitores

Por Observação do leitor em 05/01/2010 na edição 571

Acabo de ver no YouTube, estarrecido, o vídeo de Boris Casoy se referindo de maneira extremamente preconceituosa a dois garis. Posso imaginar qual não seria a reação do próprio Casoy caso presenciasse algo semelhante com relação a dois judeus. É uma lástima, só concebível num país como o nosso (em que ser pego ‘com a boca na botija’ não faz queimar a cara de ninguém), que um jornalista desta importância não perca seu emprego. Boris Casoy não tem mais quaisquer condições morais de ‘ancorar’ o que quer que seja. (Sérgio da Mata, professor, Mariana, MG)

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‘Que m… Dois lixeiros desejando felicidades… Do alto de suas vassouras… Dois lixeiros…O mais baixo da escala do trabalho…’ (Boris Casoy)

Retrata a alma deste apresentador, seus pensamentos íntimos, sua ética. É muito mais que uma vergonha a Band ter um âncora crápula como o sr. Boris, que quer moralizar pessoas com seus comentários. Isso sim, preconceito, é uma vergonha. (Josepha Ferreira, jornalista, Fortaleza, CE)

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Em primeiro lugar, um ótimo ano a todos. Gostaria de enfatizar que fiquei muito triste sobre o que saiu na internet sobre o apresentador Boris Casoy, e, como sempre acompanho este programa gostaria de manisfestar-me contrário à opinião infeliz de um formador de opinão que antes tinha minha maior admiração. (Valter Simião, funcionário público, São Paulo, SP)

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Gostaria de ver em debate no programa da TV o assunto Boris Casoy e o vergonhoso episódio do dia 31/12. Um jornalista se referir daquela maneira prepotente e cínica a dois honrados trabalhadores revoltou a todos. A Bandeirantes, por não ter tomado nenhuma atitude e dar o caso por encerrado, acaba por manchar anos de sua tão propalada credibilidade jornalística e seus democráticos debates. (José de Arimatheia Floriano de Medeiros, Itapetininga, SP)

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Qual a opinião do OI sobre o Jornal da Band, do apresentador Boris Casoy e os garis? A grande imprensa calou-se aproveitando os festejos de fim de ano e os desastres dos temporais no RJ para encobrir essa Vergonha dos grandes ditos jornalistas e das grandes emissoras de informação do Brasil. Só deu internet,YouTube e sites. Cadê os jornalões? (Elton Rosa, aposentado, Rio de Janeiro, RJ)

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Os garis, do alto de suas vassouras, passaram o Boris a limpo. Isto, sim, é uma vergonha!!! (João Marcos Paiva, funcionário público, São José dos Campos, SP)

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Infelizmente, não tenho o e-mail do sr Boris Casoy. Segundo a mídia,no final de uma entrevista, ele ofendeu dois garis (lixeiros) e, segundo sua assessoria, iria se redimir assim que possível. No meu desabafo sei que ele errou e tem que admitir o erro, pois é próprio do ser humano. É a maldita frase chamada de ‘força da expressão’. E, para o conhecimento dele, já fui faxineiro no meu emprego e nem por isso me sentia desmoralizado e constrangido. No meu ponto de vista, ele tem sim que pedir desculpas e se limitar a falar depois dos comunicados para não sair besteira do tipo que saiu. (Angelo Gregório Filho, funcionário público, Araraquara, SP)

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O vídeo com o comentário de Boris Casoy (31/12/2009)

 

O pedido de desculpas de Boris Casoy (01/01/2010)

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Tenho ouvido ultimamente a expressão ‘bancada da bala’ em alguns meios de comunicação. Literalmente é o que existe na televisão local aqui de Fortaleza, onde três deputados estaduais possuem cada um o seu programa policial, em emissoras afiliadas ao SBT, Record e Globo. Como eles mesmos apregoam, estão lá ‘em defesa da sociedade’, ‘mostrando a vida como ela é’. A pauta é a desgraça alheia, porém com algumas pitadas de assistencialismo. Totalizam quase sete horas diárias de violência, se somarmos a duração dos programas, entre a hora de almoço e jantar. E, como se achassem pouco, ainda reprisam pela manhã. Quando questionados, invocam a liberdade de imprensa. Não sei se o espectador está anestesiado por falta de opção ou se gosta do que vê. Só sei que é triste. A quem apelar? (Daniel Sousa, comerciante, Fortaleza, CE)

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Merece destaque e reflexão a entrevista que o ministro Joaquim Barbosa deu ao O Globo de 02/01/2010 (ver aqui). O ministro do STF culpou o Judiciário pela impunidade. Disse Joaquim Barbosa:

‘…o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões. Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.’

Faltou Joaquim Barbosa falar o principal. Cá a impunidade não é para todos, mas apenas para os criminosos que têm muito dinheiro ou amigos importantes. Porque no Brasil os favelados (depreciativo usado pelos jornalistas para designar os ‘cidadãos de baixa renda que moram em habitações precárias construídas irregularmente área públicas ou privadas’) são tratados com uma brutalidade desumana mesmo que sejam inocentes.

Alguém aí já viu a PM ou a PF entrando no banco do senhor Daniel Dantas ‘sentando o dedo’ (como dizem alguns policiais) em todos os suspeitos de cometerem crimes financeiros? Eu nunca vi, mas eu tenho visto o ‘Caveirão’ do BOPE matar dezenas de pessoas nos morros cariocas. Aliás, a imprensa tem noticiado fartamente que muitos dos pobres cidadãos mortos pelo BOPE nem não tinham antecedentes criminais. (Fábio de Oliveira Ribeiro, advogado, Osasco, SP)

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É vergonhoso o que o PSDB está fazendo na mídia em propaganda política aqui no estado de São Paulo. Está dando nojo escutar o rádio, assistir à TV; o tempo todo é propaganda. Esse gasto excessivo com propaganda é legal? (Robis Henrique Correa Sardinha, policial militar, Bauru, SP)

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Lí com tristeza, a nota sobre o encerramento da edição impressa do Jornal doSenado na última edição. A Diretoria, sem dialogar com a comunidade, resolveu pelo simples fim de um dos importantes veículos de divulgação dos trabalhos desta Casa Lesgislativa federal. O que acarretará entre outros, no distanciamento cada vez maior entre os eleitos e os eleitores, já que a ampla maioria da população não dispõe de acesso à internet. Com o nítido objetivo de não dar satisfações, quando o ideal seria o contrário, para dar maior publicidade aos atos e permitir o acompanhamento das atividades parlamentares. Além de sempre vir com reportagens e divulgação de serviços públicos.

Esperando que os membros do órgão volitivo revejam sua tomada de decisão, já que a economia seria irrisória face aos gastos extravagantes do orçamento, subscrevo-me. Atenciosamente. (Ricardo Novaes, Rio de Janeiro, RJ)

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