Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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FEITOS & DESFEITAS > MÍDIA NOS EUA

Pesquisa analisa relação dos jovens com os jornais

27/04/2004 na edição 274

A Associação Americana de Jornais (NAA, sigla em inglês) encomendou um estudo para medir o vínculo emocional dos adolescentes dos EUA com os jornais. Conduzido pela North Castle Partners, empresa de pesquisa especializada em adolescentes, o estudo focou em diferentes grupos de jovens durante um período de cinco meses.

A pesquisa qualitativa envolveu mais de 100 adolescentes de 15 a 19 anos nas cidades de Stamford, Seattle, Augusta e Memphis. ‘Para nós, os adolescentes representam uma grande oportunidade de conseguir leitores fiéis’, afirma Jon IaFeliece, sócio da North Castle. Além disso, os jovens são responsáveis pelo gasto de cerca de US$ 175 bilhões por ano nos EUA. A pesquisa dá valor à idéia de que filhos de pais que têm o hábito de ler jornais são mais suscetíveis a fazer o mesmo.

Ainda assim, veículos de comunicação sofrem certo preconceito entre os jovens. IaFeliece lembra que, em determinado estágio da pesquisa, mostrou para adolescentes em uma escola imagens de jovens lendo jornais. A maioria dos espectadores estudados riu e disse que os adolescentes das fotos ou eram ‘nerds’ ou estavam querendo ‘aparecer’. Quando questionados sobre o que gostariam de ver nos jornais, os jovens disseram que buscam por artigos mais curtos e concisos. ‘O ponto é que os jovens não se identificam com os jornais’, diz IaFeliece. ‘Por que não distribuir exemplares nas escolas (…) e fazer com que os jovens se acostumem a ver outros jovens lendo?’, sugere ele. Com informações de Jennifer Saba [Editor & Publisher, 19/4/04].

A conquista

Outro estudo, sobre o mesmo assunto, revelou resultados semelhantes. John Lavine, diretor do Readership Institute, diz que a considerar os resultados da pesquisa de seu instituto, os jornais americanos estão ‘em perigo’. O risco estaria na falta de renovação do leitorado. ‘Não dá para se ter um negócio em que os clientes velhos não são substituídos’, observou.

Dos jovens americanos entre 18 e 24 anos que lêem jornal, 61% gastam menos 20 minutos diários com essa atividade – muito menos que as pessoas mais velhas, especialmente as idosas.

No entanto, como reporta a Editor & Publisher [21/4], a pesquisa não apontou apenas problemas, mas também soluções. Um ponto chave para conquistar os jovens, segundo Lavine, é entender que eles também são atraídos pelos anúncios. Vários dos entrevistados mencionaram isso. Eles também citaram a facilidade de acesso como uma qualidade necessária a um jornal. Sobre o conteúdo editorial, foi destacada a necessidade de o diário fornecer ‘temas de conversa’. ‘Gosto de dar avisos e dicas às pessoas que conheço baseado em coisas que li no jornal’, disse Lavine, citando o comentário de uma pessoa que participou da enquete.

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