Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Prêmio contestado

Por Fernanda Ghingaro em 04/11/2008 na edição 510

O Prêmio Vladimir Herzog, ao conceder menção honrosa à reportagem ‘Sem hospícios, morrem mais doentes mentais’, do jornal O Globo [9/12/07], criou uma ótima oportunidade para discutir o papel da imprensa e o valor das premiações. O prêmio é um desrespeito aos vários anos da luta antimanicomial promovida pelo Conselho Federal de Psicologia e todos os agentes sociais envolvidos e, principalmente, aos milhares de doentes mentais abandonados em instituições que mais multiplicam seus males do que os tratam. Como uma instituição que se presta a premiar ‘boas’ iniciativas de informação ao público entrega um troféu nas mãos de um jornal irresponsável, que, pelo que aborda na reportagem, parece sequer ter pesquisado a amplitude do tema e todos os desdobramentos dele decorrentes? É irresponsável o editor que permite a impressão em suas páginas de tamanha tolice; um disparate. (, recepcionista, Natal, RN)

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Caríssimos, não se esqueçam que a polícia continua em greve e que a palhaçada que ficou encoberta pela morte da pobre Eloá não foi resolvida. Me espanta a conivência a imprensa sobre esse caso e tantos outros em que o protagonista é o monsenhor governador José Serra. Será que o tratamento seria o mesmo se o governador fosse outro? (Ernesto Playa, fotógrafo, São Paulo, SP)

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Gostaria de propor um assunto: Qual o papel da mídia nas eleições? Deveria investigar as promessas antigas dos candidatos, e relatar quais foram realmente cumpridas? Deveria analisar as mentiras e desmentiras dos candidatos, para que o eleitor não se sinta uma barata tonta? Deveria mostrar indicadores de desempenho da cidade, comparar com cidades consideradas modelo, mostrar a evolução ao longo dos anos, e por vezes até correlacionar com fatores externos. Por fim, resumindo, a mídia deveria mostrar dados, fatos e informações que pudessem dar confiança ao eleitor para escolher um candidato (já que não se sabe em quem acreditar nos debates e propagandas políticas). (Felipe Giovanini Alves da Silva, estudante, Florianópolis, SC)

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Gostaria de indicar a leitura do Jornal O Povo, aqui do estado do Ceará. Nas matérias relacionadas ao caso das prisões da cúpula do meio ambiente (municipal, estadual e federal), os leitores estão conseguindo ‘ler nas entrelinhas’ a forma como a cobertura jornalística está sendo direcionada para acobertar a realidade. Achei interessante e gostaria de divulgar. (Igor Pedroza, fotógrafo, historiador e pesquisador em arqueologia, Fortaleza, CE)

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É muito estranho, para dizer o mínimo, o silêncio do Observatório sobre uma das melhores matérias publicadas na imprensa nativa neste ano de 2008. ‘O Caseiro’, de autoria de João Moreira Salles, publicada na edição de outubro da revista piauí, já se inscreve como um dos melhores textos do ano, ao lado do inesquecível perfil do ex- tudo José Dirceu, ‘O Consultor’, este sim cantado em loas e versos pelo OI. Por que ‘O Caseiro’ não mereceu a mesma repercussão? Respondo: porque mete gente muito importante no massacre de um pobre coitado que estava no lugar certo na hora errada. Que vergonha ver uma diretora de um jornal como O Globo envolvida em troca de favores com políticos de baixa extração, ‘trocando chumbo’, e sendo ouvida na Polícia Federal, e perdendo o emprego. E, além disso, ganhando uma sinecura em uma TV que ninguém vê. Que horror! Isto é legal para o OI? Por que esta brilhante matéria não teve a repercussão da matéria sobre o Zé Dirceu? (Severino Goes, jornalista, Brasília, DF)

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Recepcionista, formada em Psicologia pela Unesp-Assis

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