Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > TURMA DA MÔNICA

Quadrinhos brasileiros na China

Por Wemerson Augusto em 04/02/2008 na edição 471

Depois das incansáveis tentativas de ludibriar o público brasileiro de que o país foi descoberto pelos gentis portugueses, a educativa revista em quadrinhos da Turma da Mônica, parte para mais um mercado, o chinês.

De responsabilidade de Mauricio de Sousa, um dos quadrinistas mais importantes da atualidade, a publicação de quase 40 anos merece todo o apreço de educadores, professores, pais, estudantes e admiradores da literatura em quadrinhos.

Nessa longa trajetória da publicação infantil, muitas questões complexas da sociedade, sobretudo culturais e sociais foram humoristicamente refletidas e discutidas. Na tentativa de manter em evidência os personagens inspirados inicialmente em crianças do bairro do Limoeiro – na cidade de São Paulo –, seus artistas cometem alguns deslizes quando invertem a história do Brasil.

Um dos equívocos cruciais da importantíssima Turma da Mônica são as repetições errôneas dos discursos de alguns livros didáticos. Nesta nova história confeccionada para ser vendida aos chineses, a velha lenda do descobrimento do Brasil foi contada para as crianças orientais.

Principal quadrinho do Brasil

Em um dos quadros da revista, os chineses dão de cara com Mônica, Cebolinha e Papa-Capim – personagem indígena. Todos aparecem em primeiro plano. Ao fundo da imagem são apresentadas as caravelas portuguesas atracando em terras tupiniquins.

A intenção da revista – que contou com a ajuda do Consulado Brasileiro em Xangai para efetivar este trabalho – é promover a cultura brasileira entre as crianças da China e fornecer informações sobre o Brasil ao público interessado.

No último mês completamos 139 anos dos nossos quadrinhos nacionais. Um presente interessante poderia ser ofertado pela revista da Turma da Mônica – a principal publicação de quadrinhos do país. Eis uma sugestão de presente. Que tal um enredo do descobrimento despido dos vícios históricos, com traço e argumento anteriores às verdades dos colonizadores?

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Wemerson Augusto é Jornalista, pós-graduando em Linguagem, Cultura e Ensino pela Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) – Foz do Iguaçu, PR

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