Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

FEITOS & DESFEITAS > VER TV

Qualidade é referência internacional

Por Luiz Gustavo Pacete de Lima em 24/06/2008 na edição 491

São inúmeras as críticas direcionadas à televisão brasileira, em sua maioria pela qualidade do conteúdo. Convenhamos que realmente alguns programas estejam aquém de nossas expectativas. Entretanto, não podemos deixar de reconhecer o alto nível do produto televisivo brasileiro, que se tornou referência internacional. Exatamente. O padrão brasileiro de televisão é respeitado no mundo inteiro.

Essa referência está relacionada a aspectos técnicos, artísticos e jornalísticos. Os equipamentos e estruturas utilizados por muitos canais nacionais deixam para trás inúmeras emissoras de outras partes do mundo. Formatos, roteiros, qualidade de gravação, originalidade e preservação da cultura local são grandes diferenciais. Até a maquiagem dos atores de novelas exportadas para a América do Sul se tornou referência. Um famoso instituto de figurino chileno utiliza as maquiagens da TV brasileira como modelo em aulas. Além disso, nossa programação é consumida por países como Portugal, Espanha, Argentina e Chile.

Uma prova da importância da TV brasileira foi o recente artigo publicado no diário britânico Financial Times pelo jornalista Jonathan Wheatley. Ele cita a disputa entre Globo e Record, afirmando que a primeira pode ser engolida pela concorrência. O padrão Globo é de altíssima qualidade e, felizmente, a Record tem se esforçado para superar a concorrente, apesar de ainda não se ter igualado à líder nacional. Esse episódio da TV brasileira se tornou um grande case.

Prêmios em Cannes

Além de ter conteúdos de qualidade, a TV brasileira também conta com uma ótima publicidade. Entretanto, vive um grande momento de transição, a segmentação de público. As agências tentam entender como lidar com as diversas segmentações, o que poderia roubar o investimento em espaço na TV. Mas, mesmo em ascensão, o crescimento dos investimentos publicitários no segmento ‘não mídia’ não conseguiu roubar a cena dos segmentos tradicionais, rádio e TV, que cresceu 9% em 2007.

Com a reestruturação de um mercado e um novo perfil consumidor, os desafios aumentam; entretanto, a qualidade segue insuperável. Prova disso são os trabalhos publicitários nacionais respeitados em festivais como Cannes. Neste ano, foram onze brasileiros que realizaram palestras e workshops na 55ª edição do Festival Internacional de Cannes. Só no terceiro dia de festival já eram 13 leões para o Brasil. Para Nívea Morato, diretora de marketing da Citroën, o mundo respeita a publicidade brasileira.

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Estudante de Jornalismo, São Paulo, SP

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