Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Quebrando paradigmas contra a insanidade capitalista

Por Daniel Lucas Oliveira em 15/09/2009 na edição 555

As mídias alternativas vêm tendo papel fundamental na sociedade moderna. Uma visão contrária à dos grandes veículos de comunicação tem se consolidado e esse avanço só tende a melhorar. As pessoas têm se interessado em escrever mais sobre assuntos complexos e analisar de forma crítica os interesses desses veículos que, aliás, seguem dominados por pequenos grupos.

Atualmente, muitos sites e blogs estão inseridos no eixo da mídia progressista, aliás, cada vez mais fortes e seguem crescendo dia-a-dia. Alguns jornalões de São Paulo tentam inibir essa prática e até levantam teses negativas, como o jornal O Estado de S. Paulo, que publicou uma matéria [24/8] no caderno ‘Link’ sobre o fim dos blogs, em consequência do Twitter.

Como é de conhecimento de todos, nunca houve interesse da elite na educação e, menos ainda, na consciência política da população porque implica menos lucro. O filósofo Sócrates, em sua época, já afirmava que os poderosos desejavam uma sociedade ‘burra’, pois assim eles se fortaleceriam cada vez mais no poder.

Portanto, a mídia alternativa surgiu e vem quebrando esses paradigmas. Mobilizações, protestos e passeatas são organizados pela internet, seja por blogs, Twitter, Orkut ou outros. Imagens de guerras e humilhação que países pobres sofrem, rapidamente caem na rede e, em seguida, milhares de mídias alternativas estão repercutindo o fato. A visão do norte, ou seja, apenas das agências internacionais está sendo contrariada.

Força está na união

Agora, o processo só tende a avançar. Mas para isso é necessária a criação de políticas públicas, ou seja, elaborar estratégias para que mais pessoas tenham acesso à rede (internet). O governo Lula tem o dever de assumir esse compromisso com o povo brasileiro. Baratear o preço do acesso à internet e oferecer meios de ajuda para a sociedade adquirir bons equipamentos, além de fortalecer projetos sociais que lutam pela inclusão social e digital. Esse é o caminho.

Uma sociedade justa é o anseio dessa nova mídia alternativa. O papel desses veículos é combater com veemência os grandes veículos de comunicação. Os brasileiros não podem e, muito menos, devem ter a televisão como principal meio de informação. As mídias alternativas se fortalecerão ainda mais com uma responsabilidade imensa, a de fazer a sociedade pensar. O que Sócrates tanto quis já está acontecendo.

Volto a reafirmar: as entidades sindicais têm papel fundamental nesse processo de inclusão social e digital. Investir em veículos próprios para orientar, mobilizar e, principalmente, organizar a classe trabalhadora contra a insanidade capitalista é um dever.

Para um dos maiores articulistas do Brasil, Mauro Santayana, a grande falha das lutas operárias estava na ilusão de que se resumiam aos salários e as condições de trabalho. Ele afirma: ‘É papel do sindicalismo do futuro atuar para que o trabalhador enxergue a amplitude de sua importância no cenário nacional.’

A força está na união!

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Editor e criador do Grita São Paulo, São Paulo, SP

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