Sábado, 21 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

FEITOS & DESFEITAS > HONDURAS

Radialista é assassinado a tiros na capital

23/10/2007 na edição 456

‘Indivíduos não identificados assassinaram a tiros o jornalista Carlos Salgado na tarde de quinta-feira, quando ele saía do escritório da Rádio Cadenas Voces na cidade de Tegucigalpa, capital do país. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está investigando possíveis vínculos entre o assassinato de Salgado e seu trabalho como jornalista.

Salgado, de 67 anos, era apresentador do programa de rádio ‘Frijol el Terrible’ (Feijão, o terrível). Depois de gravar seu programa, saía dos estúdios da rádio por volta das quatro da tarde quando foi interceptado por quatro indivíduos que dispararam contra ele à queima-roupa, de acordo com a imprensa local. Os agressores fugiram em um veículo Toyota Four Runner cinza, segundo testemunhas citadas pela imprensa.

Dagoberto Rodríguez, diretor da Rádio Cadenas Voces, acredita que o ataque foi uma represália pelos informes investigativos da emissora sobre corrupção oficial.

A polícia hondurenha realizou retratos falados dos suspeitos e afirmou ter identificado um deles, disse o porta-voz da polícia local ao CPJ, Hector Mejía. Ele disse ao CPJ que os investigadores estão considerando o trabalho de Salgado com um dos possíveis motivos [do homicídio]. A polícia não descartou que a vida pessoal do jornalista possa ter motivado seu assassinato.

‘Estamos entristecidos pela morte de Calos Salgado e enviamos nossas condolências a seus familiares e amigos’ disse o diretor executivo do CPJ, Joel Simon. ‘Instamos as autoridades de Honduras a investigarem o homicídio e levarem todos os responsáveis à justiça. Em um país dominado pelas dificuldades econômicas, o senso de humor de Salgado para abordar temas políticos ressoava entre sua audiência’.

‘Frijol el Terrible’, que permaneceu no ar por mais de 20 anos, atingia uma massiva audiência em Honduras, comentou Rodríguez. O programa cobria temas cotidianos, como o preço dos alimentos e do transporte, contou ao CPJ a ativista de liberdade de imprensa Lenina Meza. O jornalista também era conhecido por sua crítica sarcástica ao sistema político de Honduras, complementou Rodríguez.

O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, sediada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.’

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