Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

FEITOS & DESFEITAS > JORNALISMO & ÉTICA

Reflexões sobre o exercício da profissão

Por Mariana Ramos Pimentel em 05/10/2010 na edição 610

Diante da modernidade e da globalização, o jornalismo vem sofrendo variações na sua função, nos seus ‘administradores’, os jornalistas, e na sua relação com a sociedade. O jornalismo está se tornando um empreendimento, visto que, em busca de mais recursos e público-alvo, as empresas jornalísticas estão inovando no quesito novas tecnologias, de modo a melhorar a qualidade da impressão, transmissão de conteúdos via internet e TV, por exemplo, além de oferecer premiações e promoções para manter um público fiel e/ou ampliação do número de assinaturas, anúncios e anunciantes.

Nesse sentido, o jornalismo pode ser considerado hoje uma empresa comercial, a qual busca um status maior em relação às outras empresas de comunicação, além de aumentar seus lucros e sustentar o crescimento das novas tecnologias, permitindo que seja realizado um trabalho de boa qualidade. Deste modo, o jornal está quebrando o paradigma que o jornalismo representa de compromisso para com a sociedade, informando-a e formando-a, e não só uma perspectiva de marketing em concorrência com outras empresas de comunicação.

O texto em segundo plano

No tocante à ética profissional, o trabalho de divulgação da informação à sociedade deve ser eficaz, não sendo censurada a liberdade de expressão do jornalista e não havendo manipulação por parte das empresas de comunicação sobre os conteúdos a serem expostos. Ao jornalismo compete tanto a função social como a pública, e não só a mercadoria. Para isso, é necessário um profissional que possua senso crítico a fim de realizar seu trabalho mediante a sociedade, suas necessidades e interesses. Dessa forma, a formação do profissional jornalista no curso de comunicação social, não satisfaz na maioria das vezes o desejo dos alunos, no que se refere aos componentes curriculares na grade curricular, o qual é colocar em prática o que foi apresentado em sala de aula.

Práticas de redação, imprescindíveis para um jornalista, são aplicadas em um viés estático, voltada apenas para o meio acadêmico, como uma espécie de prolongamento do processo de escrita não aprendido no segundo grau, sem que o aluno realize a produção de um texto que será veiculado para a sociedade, além de ser sem fundamentos para o entendimento do processo da informação, ou seja, o texto jornalístico fica sempre em segundo plano. Para a formação de bons profissionais do jornalismo é preciso uma instrução cultural e ética focadas para uma visão social.

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Estudante de Jornalismo, Campina Grande, PB

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