Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

FEITOS & DESFEITAS > FUTURO DO JORNAL

Sítio do WSJ investe em comunidade virtual

18/09/2008 na edição 503

O sítio do jornal financeiro Wall Street Journal, um dos poucos que ainda restringem muitas de suas matérias a assinantes pagos, mudou esta semana seu layout para ajudar os visitantes a navegar nas páginas e identificar rapidamente o conteúdo gratuito, patrocinado por anúncios. Assinantes também têm agora acesso a uma home page diferente da dos internautas sem assinatura, noticia Anick Jesdanun [AP, 15/9/08].


A grande novidade é o ‘Journal Community’, que faz parte da primeira grande mudança do sítio desde 2002. Os internautas que possuem assinatura podem criar páginas pessoais com seus nomes reais, detalhes de emprego, interesses e fotos, no estilo dos sítios de relacionamento como Facebook e LinkedIn. Membros desta comunidade poderão comentar as matérias, criar grupos de discussão sobre tópicos específicos e pedir conselhos para temas como, por exemplo, a abertura de pequenos negócios ou o tratamento de clientes.


A audiência online do WSJ.com vem crescendo rapidamente – em grande parte, devido aos não assinantes. Em julho, o sítio registrou 4,7 milhões de visitantes, quase o dobro das visitas registradas um ano antes, no mesmo período, segundo dados da comScore Inc. No entanto, apenas 5% dos usuários do sítio são assinantes.


Diferencial


Aderir a ferramentas de redes sociais é uma das estratégias para atrair mais pessoas para o sítio, e para visitas mais longas. Alan Murray, subeditor que gerencia as operações editoriais do WSJ.com, alega que a vantagem do sítio é oferecer o espaço para que se forme uma comunidade online de executivos bem-sucedidos. ‘Não há tecnologia aqui que não possa ser encontrada em outros lugares. O que temos de exclusivo é a comunidade do WSJ, que é composta por assinantes’, afirma.


Outros jornais americanos também já começaram a experimentar as ferramentas de redes sociais, como o Bakersfield Californian, que permite que o internauta crie perfis, blogs e redes de amigos, e o New York Times, que testa o ‘TimesPeople’, que permite que leitores vejam o que seus amigos estão lendo e recomendando. Para Murray, redes de relacionamento serão, no futuro, importantes ferramentas de distribuição de notícias.


O WSJ.com espera aumentar a qualidade do debate online ao insistir para que os usuários usem seus nomes reais. Assinantes poderão procurar outros usuários e entrar em contato com eles. Os perfis não permitirão, entretanto, o upload de fotos de festas, jogos ou músicas. No futuro, a comunidade poderá ser aberta a não assinantes – será necessário, entretanto, encontrar uma maneira para verificar as identidades deles.

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