Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

FEITOS & DESFEITAS > INFIDELIDADE CONDENADA

Supremo afasta o
caudilhismo do Brasil

Por Alberto Dines em 05/10/2007 na edição 453

A imprensa não colocou a faca no pescoço do Supremo Tribunal Federal, mas os oito ministros que ontem votaram a favor da fidelidade partidária atenderam a pressão da sociedade pelo fim do indecente troca-troca.


É secundário o fato de que salvaram-se 31 deputados infiéis e apenas 15 correm o risco de perder os seus mandatos. O castigo no caso é o menos relevante, o que importa é o início de uma reforma política legítima, imposta de fora para dentro do Congresso, suficientemente forte para acabar com seus antigos vícios e recolocá-lo no caminho da respeitabilidade.


Por maiores que sejam os vexames produzidos no Senado pela tropa de choque de Renan Calheiros, por mais revoltante que seja o desprezo de grande parte da Câmara Federal pelo interesse público, ficou ontem evidente que a sociedade brasileira conta com instituições sensíveis às suas exigências de moralidade e democracia.


Com uma imprensa vigilante e uma suprema corte independente, o país demarca-se da atual tendência latino-americana para o caudilhismo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/10/2007 Ricardo Camargo

    Perdão, sr. Ivan, mas não é o Judiciário que tem de ‘ir atrás’ de quem quer que seja, até porque ele, justamente para que não se lhe comprometa a imparcialidade, não pode iniciar de ofício a sua atividade, deve ser provocado por quem tem a legitimidade para tanto. Até a Constituição de 1988 existia a figura esdrúxula da ação penal iniciada por portaria do juiz no caso das contravenções penais, dos crimes de trânsito e dos homicídios culposos. Este período, felizmente, terminou. O que pode ser eventualmente discutido – e isto é objeto de carradas de investigações no âmbito da sociologia jurídica no mundo inteiro, a começar pelo Boaventura de Sousa Santos – é a formação ideológica da maior parte dos magistrados, não no sentido do patrulhamento, mas no sentido da compreensão do porquê, dentre as interpretações possíveis, escolhem exatamente aquela e não outra.

  2. Comentou em 06/10/2007 Henry Fulfaro

    Quanta inocência, Dines! Você acha que quem votou no deputado Clodovil não sabia que ele iria participar do troca-troca???

  3. Comentou em 05/10/2007 ubirajara sousa

    Eu ando doi atrás dessa bola de cristal que alguns comentaristas deste OI possuem e ainda não encontrei. Só pode ser bola de cristal para alguém saber a que partido pertence uma pessoa apenas pela manifestação de uma opinião sua. Se alguém souber o endereço da loja que vende essa bola de cirstal, favor colocar aqui. Obrigado.

  4. Comentou em 05/10/2007 ubirajara sousa

    Eu ando doi atrás dessa bola de cristal que alguns comentaristas deste OI possuem e ainda não encontrei. Só pode ser bola de cristal para alguém saber a que partido pertence uma pessoa apenas pela manifestação de uma opinião sua. Se alguém souber o endereço da loja que vende essa bola de cirstal, favor colocar aqui. Obrigado.

  5. Comentou em 25/04/2007 ivanete comparin da silva silva

    Bom dia ,nao sei se estou falando com a pessoa certa,pois tenho uma filha de 11anos que e tenista,e joga na academia tdc,instituto do tenis,aonde a TELIANA PEREIRA joga…a filha se chama LECIANE COMPARIN DA SILVA,e no momento ela e a n 1do ranking cbt…brasileiro…categoria 12 anos…e eu gostaria que houvece um intereço da parte de voces para entrevista,-lae divulgar o bom trabalho que ela vem fazendo!e possa encentivar os demais atletas:
    caso tenham enterece favor me ligar o passar um email…041-3273-46-48
    obrigadopela atençao

    sem mais ivanete

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