Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > REDE INTEGRAÇÃO

Tela Viva News

24/02/2004 na edição 265

‘O Grupo Integração comprou 50% do capital social da Rede Integração, formada pelas emissoras Integração, União e Ideal, afiliadas da Rede Globo. O grupo, pertencente à família Siqueira Silva, era sócio da família Marinho na rede de afiliadas e, com a aquisição, passa a ter 100% das três emissoras. A Rede Integração atua na área do Triângulo Mineiro, atingindo aproximadamente 3 milhões de pessoas.’



DIRECTV & SKY
Gilberto Scofield Jr.

‘Murdoch quer a união de Directv e Sky na AL’, copyright O Globo, 18/02/04

‘O bilionário Rupert Murdoch, dono da News Corporation, reuniu-se há dias com analistas de Wall Street e deixou claro suas intenções de reunir, numa plataforma única, as operações da Directv e Sky na América Latina.

Em palestra que foi analisada por vários bancos de investimento, Murdoch afirmou que pretende montar três centros de operação, gerenciados a partir de Miami. No México, as operações de TV a cabo terá como sócia a Televisa. Os outros centros ficarão no Brasil e em algum país de língua hispânica que ainda não foi escolhido.

Murdoch trabalha com um horizonte claro para a fusão sob uma mesma marca. Ele vai esperar o fim da concordata da Directv Latin America (o que deve acontecer em cerca de 30 dias) e a redução dos preços dos pacotes locais com maior estabilidade no câmbio na região.

As intenções de Murdoch, no entanto, esbarram nas autoridades reguladoras de cada país. Afinal, somente no Brasil, a nova empresa terá uma fatia significativa do mercado de TV a cabo via satélite. Isso sem falar na disposição dos atuais sócios na região, que incluem, entre outros, o grupo Cisneros, o jornal ‘Clarín’ e as Organizações Globo.

Não foi por outro motivo que o presidente da Directv Latin America, Larry Chapman, disse, em dezembro passado, que a conclusão da compra, pela News Corp., da Hughes Electronics (dona da Directv), não significava a combinação imediata entre a Directv e a Sky. De fato. Mas a médio prazo, pelo menos nos projetos de Murdoch, a fusão é o caminho.’



André Silveira

‘Anatel analisa operação entre Directv e Sky’, copyright Meio & Mensagem (www.mmonline.com.br), 19/02/04

A Anatel está analisando o processo de fusão entre a Directv e Sky. A informação é do conselheiro José Leite Pereira Filho. Segundo ele, a Agência vai fazer uma análise do ponto de vista econômico e também irá avaliar se a legislação permite a operação. O conselheiro também informou que o processo está na Anatel desde o ano passado e envolve várias empresas e um grande volume de informações.

O processo está sob análise da Anatel porque, nos Estados Unidos, o governo autorizou a News Corp, controladora da Sky a adquirir 34% das ações da Hughes Eletronic, controladora da Directv. Segundo o conselheiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) irá analisar a repercussão do negócio no Brasil.’



BAIXARIA NA TV
Edson Sardinha

‘Congresso pode acabar com pegadinhas’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 19/02/04

‘Dois homens tomam um táxi na capital paulista. Depois de ríspida discussão, um deles saca o revólver e atira no outro, para desespero do motorista. A cena de violência, que poderia ser uma entre tantas outras presenciadas numa metrópole, acaba em risos. Não ali, porque o taxista não consegue esconder o terror, mas do outro lado da telinha. A bala era de festim, os dois homens, atores; o taxista, alvo da piada; a cena, uma pegadinha de TV.

A exibição desse tipo de quadro se acentuou na última década no Brasil e está na mira do Congresso Nacional em duas frentes.

Uma delas é a campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que faz acompanhamento permanente da programação da TV para indicar os programas que desrespeitam os direitos humanos e a cidadania.

A outra ação é o Projeto de Lei 1778/03, do deputado André Luiz (PMDB-RJ), que proíbe as emissoras de submeterem pessoas abordadas na rua a situações vexatórias ou constrangedoras. A proposição está na Comissão de Ciência e Tecnologia e dispensa a apreciação do Plenário.

De acordo com a proposta, a empresa que desobedecer a nova lei será responsabilizada civilmente, terá que indenizar a vítima por danos morais e corre o risco de ter o programa retirado do ar.

Coordenador da campanha da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Orlando Fantazzini (PT-SP) não vê com entusiasmo o projeto, que, segundo ele, é inócuo. ‘O foco não deve ser se a pessoa aceita ou não participar do quadro, mas que tipo de TV nós queremos para o Brasil’, disse.

Ele acredita que o projeto dá margens para que as emissoras continuem a exibir os quadros, sempre que houver autorização por parte da ‘vítima’, em troca de algum cachê. ‘A imagem do cidadão não pode ser degradada nem quando há autorização por parte de quem participou, porque afronta a dignidade humana’, afirmou.

Olho no anunciante

Fantazzini aposta na conscientização dos anunciantes dos programas que patrocinam esse tipo de quadro como saída para melhorar a qualidade da programação da TV.

Estratégia semelhante é sugerida pela psicanalista Ana Cristina Olmos, uma das coordenadoras da organização não-governamental Televisão e Responsabilidade Social (TVer). ‘O anunciante vai ter vergonha de associar a marca dele ao programa que coloca pessoas em situação de constrangimento, reproduzindo o que há de pior na exclusão social’

Para a psicanalista, o problema não está no formato, mas no conteúdo daquilo que ela classifica de estética do abuso e do riso cruel. ‘É possível fazer ‘pegadinha’ sem exploração, algo que não trate o migrante que chega acanhado a São Paulo como pessoa de segunda categoria, por exemplo’, disse.

Cinco meses atrás, o apresentador João Kléber esteve em Brasília, preocupado com a inclusão de seus dois programas na ponta do chamado ranking da baixaria. Prometeu mudanças. ‘Nós passamos um pouco da linha’, reconheceu na época.

Sem pegadinha

A Rede TV! informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que desde a semana passada deixou de exibir os quadros de pegadinha. A decisão, segundo a assessoria de imprensa, está relacionada ao desgaste do formato dos esquetes. O programa Canal Aberto, apresentado por João Kléber, deve voltar reformulado em abril, de acordo com a emissora.

A assessoria de imprensa do SBT informou que a emissora não produz mais esse tipo de quadro e que tem se limitado à reprise de gravações.

Procurado durante três dias pelo Comunique-se, o deputado André Luiz não retornou as ligações, nem foi localizado em seu gabinete em Brasília. Na justificativa do projeto, o parlamentar disse que o pagamento de cachê, em troca da exibição das imagens, é quase uma ‘coação’, por causa da situação financeira da maior parte das ‘vítimas’.’

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