Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

FEITOS & DESFEITAS > UOL

Tereza Rangel

25/12/2007 na edição 465

‘Leia abaixo texto publicado hoje no site Editor´s Weblog, de Paris.


‘A internet tem mudado totalmente o relacionamento entre jornalista e leitor. A interação de duas vias feita pelo leitor ganha terreno através de e-mails, comentários, SMS, chats on-line e blogs. Isto pode significar que os fornecedores de notícias cada vez mais precisam de ombudsmans. Entretanto, existem declaradamente menos de 40 ombudsmans nos Estados Unidos e poucos jornais estão dispostos a contratar um, em um momento de corte geral de gastos. Talvez eles devessem analisar os custos potenciais de não ter um ombudsman e então percebessem que a voz dos leitores não é (apenas) uma cerca de proteção contra leitores irritados. Ele ou ela é uma ponte no jornalismo da Web 2.0.


‘Editors Weblog’ entrevistou Mario Vitor Santos, que em junho entrou no iG (Internet Group, especializado em uma variedade de serviços on-line, incluindo um site de notícias) para tornar-se um ombudsman somente de internet, um dos primeiros do gênero. Com a ascensão das duas vias da comunicação online, bem como o aparecimento de novas questões éticas relativas a comentários, conteúdo gerado por usuários e ‘fast-news’ no meio online, o ombudsman será, sem dúvida, um importante elemento para manter a oferta de notícias confiável e juridicamente segura.


Além de já ter trabalhado como jornalista, editor e chefe da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo, ele também ocupou por duas vezes o cargo de ombudsman, em 1991-93 e 1997-99.


No passado, a ‘velha mídia era feita de coletores e divulgadores das informações’, ‘nós, como jornalistas, escolhíamos a quem dar a palavra’, disse Santos. Agora, ‘muitos podem falar para alguns’, ou mesmo falar diretamente a muitos (ultrapassando os ‘poucos’ jornalistas). ‘Nossa concepção sobre o nosso trabalho está sendo testada pelo público’.


Isso é o que está realmente em jogo na escolha de um jornal de ter um ombudsman ou não: pode ser um sinal de que os editores abraçaram a nova forma de relacionamento web 2.0 com o público ou que tenham permanecido presos ao discurso de uma leitura de mão única. De certa forma, todo jornalista tem o potencial para ser um ombudsman atualmente.


Primeiro, alguns antecedentes sobre o status tradicionalmente precário dos ombudsmans:


A revista Gelf Magazine recentemente relatou sobre ‘o surpreendente fenômeno’ dos ombudsmans. Foi somente na década de 1960 que surgiu nos Estados Unidos, quando a opinião pública se tornou mais cética em relação à imprensa. Mas, até hoje, relativamente poucos jornais norte-americanos já contrataram um – The New York Times só contratou um ombudsman na época do escândalo de plágio de Jayson Blair, ocorrido em 2003.


‘Eles trabalham no que foi freqüentemente considerado um dos mais ingratos empregos dentro do jornalismo: ouvir reclamações de leitores zangados (e por vezes loucos de raiva) e serem ignorados por colegas zangados (e por vezes loucos de raiva) a quem eles ousaram criticar’, escreveu Mark Jurkowitz, que foi ombudsman no jornal The Boston Globe, durante dois anos.


The Minneapolis Star Tribune – recentemente eliminou o cargo de ombudsman. ‘Em uma época de corte dos recursos’, os editores escreveram um memorando interno ‘precisamos de mais ajuda com o jornalismo na redação’.


‘É paradoxal, porque, quanto mais eles querem ganhar dinheiro, mais eles precisam destas regras’, disse Santos (sem se referir ao episódio do jornal americano, em particular). Parece que os editores do Minneapolis não mudaram velhos hábitos: primeiro, deve-se perceber que construir pontes e treinar pessoal para interagir com os leitores é agora parte da equação jornalística, que não se limita mais a controlar notícias.


Ainda por cima, o aumento de ombudsmans não acontece por causa de escândalos sobre o setor jornalístico, mas, em reação ao crescimento do poder da audiência. É uma consequência natural da web 2.0.


O papel do ombudsman está mais importante na nova mídia mundial? ‘Sim, está. Não tenho dúvidas disso’, disse Santos.


Para quem está começando, ‘nomear um ombudsman significa que está preocupado com a qualidade e precisão de suas informações.’ Isto dá uma afirmação de credibilidade e seriedade aos leitores,geralmente mais céticos em relação às notícias online. ‘A nova mídia quer adotar algumas das normas da chamada velha mídia’, porque muitas vezes eles não têm a credibilidade dos meios de comunicação tradicionais, e não desenvolveram um código de ética. Nesta situação, os sites jornalísticos têm uma vantagem, porque eles herdarão do jornalismo tradicional suporte e prudência. Isto também pode colocar jornais em desvantagem, porque eles são naturalmente mais resistentes à aceitação de riscos éticos e digitais.


Para todos os que atuam na internet, jornais inclusive, ‘nós ainda estamos tentando construir não só uma geradora de notícias, mas instituições com valores públicos formados em uma espécie de consenso informal’, disse Santos. Todos os meios estão em processo de recriação de ética voltada para o jornalismo onine. Além da sua tradicional missão de enfrentar as queixas de leitores, que são geralmente semelhantes às de jornalismo impresso, o ombudsman deve verificar se a mídia onine irá eventualmente compreender os padrões éticos e ser entendida como tal pelo público.


Questões de difamação, comentários de usuários e direitos autorais são apenas algumas das preocupações mais presentes no mundo onine – e para as quais precisamos de um especialista para quem recorrer. No Reino Unido, embora ainda isso não tenha sido testado claramente, jornais poderiam ser potencialmente responsabilizados por comentários postados por usuários em seus sites. Em um caso, Santos teve que direcionar reclamações para rebaixar um fórum no qual integrantes de torcidas organizadas estavam marcando brigas de rua. Ele também precisa administrar regularmente leitores indignados com o blog político Conversa Afiada (Sharp Talk).


Santos não é simplesmente uma ligação entre leitores e a empresa, ele também é ‘visto como o último salvador para algumas situações extremas’. E desde que ele assumiu este cargo no iG, os efeitos têm aparecido. Após vários pedidos, os usuários foram beneficiados, forçando o site a publicar boxes de correção – uma prática incomum nas notícias online. Agora, o site de notícias de iG tem até uma seção de ´Correções´. Por meio de Santos, os leitores também fizeram o iG publicar um determinado código de ética e regulamento, semelhante ao manual de redação utilizado na maioria dos jornais impressos. Se um número suficiente de leitores enviar cartas sobre um artigo, Santos também pode procurar o jornalista (que normalmente ainda estão relutantes em entrar na conversa ou responder às críticas) para que ele responda.


Em uma época em que quase todos os meios de comunicação tradicionais estão sendo transferidos para a internet e para novos conjuntos de regras, o ombudsman é uma boa maneira de preservar o nome e a credibilidade de um veículo – as maiores vantagens de um jornal como fontes de notícias.


‘Nesta época pós-Jayson Blair, quando as empresas de notícias estão reconhecendo a necessidade de uma maior transparência, o número de ombudsmans está aumentando tanto em nível nacional quanto em nível mundial,’ escreveu Jurkowitz.


Mais jornais e empresas de notícias compreenderam a importância de ombudsmans nos últimos 15 anos, que ‘estão se tornando um elemento natural da paisagem’ no Brasil, disse Santos.


O aumento do número de ombudsmans não deve ser encarado apenas como uma resposta às ameaças e acusações da audiência, mas sim como uma forma eficaz de dar conta do novo ambiente midiático: como todas os lados têm agora um canal para manifestar as suas preocupações, o ombudsman é a porta do jornal para o diálogo.’


***


De jornalismo sério a apelativo (20/12/07)


‘Gostaria de registrar minha repulsa à foto desnecessária e desagradável que está sendo apresentada no rodízio de imagens em destaque na manchete do UOL, mostrando o corpo de um homem morto por um tigre em um zoológico da Índia. Para quê expor uma imagem como esta? Apelação barata, repugnante e que não contribui em absolutamente em nada com o internauta que se depara com tal imagem. Lamentável.’


Paulo Cesar


‘Mais uma vez o UOL traz, em sua capa, uma foto de gosto duvidoso. A imagem de um homem morto e sem um braço (arrancado por um tigre) e com a legenda ´homem morre após tentar tirar foto de tigre em zôo na Índia` é lamentável.’


Ricardo


‘Que jornalismo – ou mesmo serviço público – o UOL pretende fazer ao publicar uma foto de uma pessoa sem braço e morta por um tigre como destaque da capa? Além de dar engulhos nas pessoas? Que tal publicar fotos de cadáveres dissecados agora também?’


Martim


‘Escrevo para dizer que achei de extremo mau gosto a foto da home UOL de hoje [ontem]. Acho importante dar as notícias, mas não de uma forma tão sensacionalista… acredito eu que ninguém quer acordar e, ao abrir o site do UOL, se deparar com uma imagem dessas.’


Yara


Novamente, a escolha da principal foto do portal causou indignação de internautas. A foto do flagrante do tigre devorando um homem num zoológico da Índia é dramática, rendeu muita audiência, mas também muitas críticas. A foto ficou no ar, como a principal do portal, por cerca de duas horas. Depois, o UOL manteve chamada em texto, com ícone de foto, avaliando que a notícia deveria ser destacada. Não se deu ao trabalho, porém, nem de saber o nome da vítima e contar sua história. Havia somente a foto e uma legenda a dizer que homem tentou fotografar tigre em zoológico na Índia, teve o braço arrancado e morreu de hemorragia.


Imagino quão tentador seja editar uma foto rara, de um flagrante, mostrando um drama humano dentro de um zoológico, local em que as pessoas vão, não para serem devoradas por feras, mas para se entreter. Esses critérios, porém, não deveriam ser os únicos na hora de escolher a foto e elevá-la ao posto de principal num determinado momento. Faltou sensibilidade ao UOL para avaliar os efeitos negativos da edição: mesmo tremida, é de uma violência brutal, capaz de despertar repulsa. Colocada como a primeira imagem da home page, sua força tem efeito multiplicado, mesmo que por cerca de duas horas. Que tipo de informação essencial havia no caso para ser editada como principal? Faltou ao UOL, também, refletir sobre o efeito que essa foto, aliada a outras que facilmente se observam numa rápida pesquisa no arquivo de primeiras páginas do portal, pode ter sobre sua credibilidade. De ‘o melhor conteúdo’, sério, confiável e de qualidade, o UOL corre o risco de entrar na turma dos sensacionalistas e apelativos.


No último mês, a foto do tigre não foi a única a gerar protestos de internautas: houve a do o corpo achado por lixeiros no Rio Grande do Sul, a da menina presa com homens em cela no Pará, a do vampiro ensangüentado do cinema, a do pescador sobrevivente a ataque de tubarão, a do gaúcho morador em buraco. Todas como a principal foto da home page. Já há internautas que começam a dizer que o jornalismo do UOL está mais para NP (Notícias Populares, jornal popular do Grupo Folha extinto em 2001), do que para Folha de S.Paulo, que, por sinal, não publicou a foto nem na edição impressa nem na Folha Online.


Seqüência de fotos que foram editados como a principal do portal. Corpo achado por lixeiros, vampiro ensangüentado, homem devorado por tigre, entre outras


Resposta da redação


Agradeço ao editor executivo Irineu Machado por responder em nome da redação.


‘Tereza,


A escolha das fotos da home page do UOL segue critérios de informação jornalística e/ou de qualidade estética das imagens. Em muitos casos, como ocorreu neste, da foto do tigre, há discussão interna, sobretudo entre editores da home page e o editor de fotografia do UOL, sobre se vale ou não a pena destacar determinada imagem. Neste caso específico, optou-se por colocar tal imagem na home page depois que, num primeiro momento, a redação considerou que ela tinha conteúdo jornalístico e que a imagem não era explícita. As discussões continuaram mesmo após a publicação da imagem. Depois de uma reavaliação, foi decidido que a imagem seria retirada da home, por haver a percepção de que, de fato, ela poderia incomodar algumas pessoas.


O editor de fotografia do UOL, Flávio Florido, é consultado sobre a decisão da escolha das fotos sempre que está na redação. Ele ressalta: ´Sempre há discussão entre os editores quando a foto pode causar alguma polêmica, com o objetivo de não cometermos erros. A interpretação de que uma imagem é sensacionalista pode ser subjetiva e questionável, e por isso sempre há essas conversas internas. Não escolhemos fotos com o critério principal de gerar audiência, mas, sim, de informar.´


Não é intencional, de modo algum, que fotos consideradas ´chocantes` por parte do público sejam colocadas no destaque principal do portal. Se há tal impressão por parte de alguns internautas, a redação enfatiza que a preocupação de evitar o sensacionalismo existe e que a opinião do público ajuda nossa reflexão.


Obrigado,


Irineu’


***


Quando a estrela é o entrevistador (19/12/07)


A Internet trouxe uma possibilidade rara ao público comum: permitir que uma pergunta sua, se selecionada, seja feita ao vivo para uma pessoa famosa. O UOL realiza bate-papos com convidados há mais de dez anos. Neles, uma pessoa famosa (ou quase) participa de um bate-papo moderado pelo UOL, em que algumas perguntas feitas por ‘comuns’ são escolhidas para que o convidado responda. Já houve mais de 5.500 bate-papos desse tipo, reunindo milhares de internautas. Mesmo com a limitação de perguntas que podem ser selecionadas, o público participa, não raro, aos milhares. Neste ano, na hora de fazer a retrospectiva dos bate-papos com convidados de 2007, o UOL destacou uma lista enviesada. Na home ‘Bandeirinha Ana Paula e mais 9 bate-papos que bombaram’. No título da arte ‘Os 10 Maiores Bate-Papos de 2007’. Assim, sem condicionante algum. A lista:


Ana Paula Oliveira – 13.398


Daniel -7.299


Adriane Galisteu – 6.213


José Padilha – 3.776


Wanessa Camargo – 3.776 [creio haver erro; devem ter sido 3.429]


Pitty – 2.527


Paula Toler – 2.320


Rick e Renner – 2.162


Bráulio Montovani – 1.883


Marcelo Rosenbaum – 1.544


Na verdade, apenas três desses nomes estão entre os dez bate-papos com convidados de maior audiência no ano. Cinco não estão nem no Top 20. Três, nem no Top 35. O décimo colocado na lista destacada pelo portal não está nem entre os 60 maiores. Segue abaixo a lista das dez maiores audiências do bate-papo com convidados no ano.


Ana Paula Oliveira – 13.398


Sandy e Junior – 8.311


Íris Stefanelli- 8.220


Daniel – 7.299


Adriane Galisteu – 6.213


Claudia Leitte – 5.730


Tati Pink – 4.693


Zezé Di Camargo e Luciano – 4.575


Juca Kfouri – 4.132


Daniel Bellangero – 4.124


O que aconteceu foi que a retrospectiva dos ‘10 Maiores Bate-Papos’ fez o corte pelo entrevistador, Marcelo Tas, e não pelo entrevistado. Dessa forma, o UOL não deu a chance de o público reler bate-papos com convidados ilustres ou famosos, como Sandy e Junior , Íris Stefanelli, Claudia Leitte, Zezé di Camargo e Luciano, Scheila Carvalho, Juca Kfouri, Jorge Kajuru, Paulo Coelho, Kelly Key, KLB, entre outros.


O público notou.


‘Consta uma notícia no site listando os dez maiores bate-papos do UOL em 2007. O que causa estranheza é que o bate-papo da Íris Stefanelli, que seria a segunda colocada com 8.220, segundo notícia do próprio UOL, nem sequer aparece. Gostaria de saber por que isso ocorre. Se não há compromisso com a veracidade de uma informação do próprio site, como fica a credibilidade no que toca às demais notícias? Quais são os interesses por trás disso? É pura incompetência?’


Dulcineia


Se o UOL quis prestigiar seu entrevistador-estrela, teria sido mais correto deixar isso claro tanto na chamada na home page do UOL como no título e no texto da arte (algo como ‘Veja os 10 bate-papos de mais sucesso conduzidos por Tas’) . Assim, não confundiria leitores como Dulcineia, para quem o entrevistado é tão mais importante do que o entrevistador que nem percebeu o critério de edição. Nem mesmo o texto que acompanha a arte deixa claro que houve, em 2007, outros bate-papos não conduzidos por Tas. Dá a entender que todos foram feitos por ele neste ano.


Resposta da Redação


A gerente geral de entretenimento do UOL, Manoela Pereira, a quem agradeço, explica o critério da retrospectiva.


‘Tereza,


O critério de seleção desta retrospectiva foi um só: bate-papos apresentados por Marcelo Tas que tiveram maior audiência no UOL. Há referência ao apresentador em um logotipo no canto direito da página, ao lado do título da arte (‘Marcelo Tas entrevistou’) e também no texto de apresentação do infográfico. Ainda assim concordamos com a crítica de que esta informação poderia estar mais clara.


Julgamos necessária a produção de um conteúdo diferenciado para destacar as entrevistas realizadas por Marcelo Tas como uma forma de valorizar os papos conduzidos por ele. Sem contar que Marcelo Tas não apresenta todas as edições do bate-papo com convidados do UOL e, de certa maneira, imprime uma característica própria na condução das entrevistas que realiza.


Está programada para a próxima sexta-feira (21) a publicação de outro material, com cerca de 30 bate-papos, que foram destaque em 2007. Esses bate-papos foram selecionados independentemente da audiência ou de quem conduziu a entrevista; o critério foi o ineditismo no UOL e a relevância editorial.


***


Retrospectiva instigante (18/12/07)


Começam as ‘retrospectivas do ano’ na mídia, em geral, e na Internet, em especial. Nos próximos dias, todos os grandes portais trarão suas versões do que foi notícia em política, economia, internacional, cultura, entretenimento, esportes, tecnologia e tantas outras áreas quantos canais/estações houver. O internauta terá uma miríade de ‘melhores (ou piores) momentos’ à sua escolha. Para conseguir conquistar o internauta, será preciso ter informação de qualidade apresentada de forma instigante. Foi o que fez UOL Cinema, ao trazer o melhor e o pior do cinema em 2007 numa surpreendente arte, com humor, opinião e informação. O internauta do UOL merece outras surpresas nos próximos dias.


O olhar crítico da ombudsman não permite, porém, que a arte-retrospectiva de Cinema leve nota 10.


1. Por ser opinativa, a arte deveria, de alguma forma, ser assinada pelo autor.


2. Em nome da precisão, seria bom colocar a temperatura em graus Celsius. Afinal, 40 graus Fahrenheit equivalem a frios 4,44 ºC.


3. Da forma como foi montada, a arte é invadida por publicidade, o que a prejudica sobremaneira.’

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